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Reunião Camarária

Requerimento apresentado pelo PSD sobre fundos de maneio e ajudas de custo "fez virar o feitiço contra o feiticeiro"

Desenganou-se a oposição social-democrata na vereação caminhense, ao apresentar um requerimento em que solicitava informação sobre mapas de fundo de maneio e ajudas de custo, pagas aos membros do actual Executivo socialista.

Miguel Alves, presidente do Executivo, entregou à bancada do PSD uma caixa de cartão contendo um resumo dos documentos solicitados, mas foi mais longe, ao abranger nessa informação os comprovativos dos pagamentos feitos entre 2010 e 2013, período em que Júlia Paula presidia ao Município.

Ajudas de custo e transporte

O actual presidente leu ainda uma resposta dada aos edis do PSD sobre o assunto solicitado, do qual se conclui que nos "últimos dois anos, o Município de Caminha despendeu 204,20€ em ajudas de custo ao vereador Rui Teixeira, relativos a deslocações fora do concelho, nada tendo sido pago ao próprio presidente e demais vereadores durante esse período.

Contudo, nos "quatro últimos anos do mandato anterior, o Município de Caminha despendeu 8.755,15€ a título de ajudas de custo aos vereadores Flamiano Martins e Mário Patrício e presidente Júlia Paula, "sendo que a maior fatia desse valor" foi pago a esta última (7.953,32€), por deslocações diversas, "incluindo viagens ao estrangeiro mas também a reuniões da Pólis Litoral Norte, em Viana do Castelo, da CIM Alto Minho, em Ponte de Lima, e outras que ocorriam por todo o país".

Em relação a abonos de ajudas de transporte, nos últimos dois anos o Município despendeu a quantia de 842,40€ relativa a deslocações do vereador Rui Teixeira "em carro próprio com as despesas de combustível e portagens inerentes".

Miguel Alves referiu ainda nessa informação disponibilizada igualmente a toda a imprensa presente na reunião, que "nos quatro anos anteriores" à tomada de posse do actual Executivo, "para além do montante pago em ajudas de custo, sempre a senhora Presidente e os senhores vereadores se deslocavam em automóvel do Município, entidade que assegurava também o pagamento de combustível e portagens".

Fundo de Maneio

Quanto às verbas gastas através do fundo de maneio, Miguel Alves voltou a comparar os montantes recebidos pelos seus vereadores "em conjunto com os chefes de divisão em funções" entre 2013 e 2015, com o que os quatro edis do PSD, "em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho" receberam entre 2010 e 2013.

Foram estes os números e percentagens apresentados por Miguel Alves:

"1 - No ano de 2015, o atual executivo, em conjunto com os chefes de divisão em funções, gastou a quantia global de € 3.113,54.

2 - No ano de 2014, o atual executivo, em conjunto com os chefes de divisão em funções, gastou a quantia global de € 3.573,66.

3 - No ano de 2013, o atual executivo não gastou um cêntimo em fundos de maneio.

4 - No ano de 2013, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €15.745,85, ou seja, mais 340% do que gastou o atual executivo em 2014.

5 - No ano de 2012, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €14.967,47, ou seja, mais 318% do que gastou o atual executivo em 2014.

6 - No ano de 2011, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €17.804,25, ou seja, mais 398% do que gastou o atual executivo em 2014.

7 - No ano de 2010, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €25.376,47 ou seja, mais 554% do que gastou o atual executivo em 2014

Se forem necessários mais esclarecimentos sobre como e quando os montantes eram gastos, há total disponibilidade para os prestar".

Liliana Silva afastou pacote com documentos

Liliana Silva, actual vereadora do PSD, considerou "sui generis" a resposta dada por Miguel Aves e a entrega do pacote com documentos, dizendo que o fazia para a fotografia.

A vereadora, visivelmente agastada com a situação e com a entrega da caixa de cartão, disse que esta era a política "trabalhada" pelo actual Executivo, ao ir buscar documentos do passado quando, "o que interessa é o presente", afirmou, além de protestar por não lhe responderem a outros requerimentos.

Após referir que os documentos entregues, nada lhes diziam ("não quero esses documentos", afirmou), recusar-se-ia a aceitar a caixa de cartão.

"Estes são os factos"

Miguel Alves assumiu que compreendia o "incómodo" que a resposta dada tivesse causado ao PSD, mas "estes são os factos", asseverou, pois tinha sido o que haviam solicitado, devendo por isso, manter-se "tranquila".

"Gastamos muito menos do que no passado", acrescentou, e "a evidência está aqui", desafiando ainda a vereadora a "colocar as questões que quiser e nós tomaremos a liberdade de responder como quisermos".

Sobre os atrasos nas respostas a outras solicitações do PSD, Miguel Alves assumiu dificuldades dos serviços em responderem a todas elas em tempo útil, devido à quantidade de pedidos apresentados.


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