Perto de 100 associados da Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense compareceram na noite de ontem (Sexta-feira) na sede da colectividade ancorense, a fim de se pronunciarem sobre a "eventual exoneração dos corpos gerentes", de acordo com um pedido de convocatória de uma assembleia geral extraordinária apresentado por um grupo de sócios.

"Boatos falsos e politização da colectividade"
Manuel João Gonçalves, um dos subscritores do pedido de exoneração, leu uma longa intervenção em que começou por dizer que essa, "não seria uma boa noite para a SIRA", porque "sairemos mais divididos", assumiu.
Passou a elencar uma série de irregularidades e mentiras que alegadamente teriam sido cometidas na assembleia de Janeiro em que tinham sido eleitos os actuais corpos gerentes e aprovadas as contas, nomeadamente com admissões de sócios, apontando essencialmente cinco denúncias.
"Escorraçados, não!"
Em resposta, Agostinho Gomes, presidente da direcção, disse estar "lisonjeado por terem feito uma petição contra mim" e assegurou que "só iremos embora quando a maioria dos sócios o entender".
Após pedir aos presentes para que votassem "em consciência" e prometer que em Janeiro próximo "discutiremos profundamente tudo isto", manifestou a sua "felicidade por ter a casa cheia".
Optou, portanto, por não fazer grandes discursos, porque, sublinhou, "tenho muito respeito pelas pessoas".
Apenas mais dois sócios intervieram nesta assembleia, com destaque para Idalina Gandres, evidenciando discordância quanto a uma maior divisão no seio da associação após a conclusão da reunião, conforme o primeiro sócio tinha referido.
Concluída a votação, a proposta de exoneração dos corpos gerentes foi derrotada, recebendo apenas 23 votos, contra os 63 de apoio à continuação da direcção e demais corpos sociais.