O minha terra, rincão maravilhoso,
Berço de meu nascer até à juventude,
Em ti me portas-te com sorriso airoso,
Sem te cansares de oferecer tua virtude.
És encantadora, és terra generosa,
Dos pés até à cabeça, do rio ao monte,
Tudo em ti vibra afabilidade e prosa,
Natureza linda que o sol irradia no horizonte.
Em ti canta o galo, cedo, ao amanhecer,
A aurora ai vai crescendo iluminante,
Traz com ela os chilreios e o prazer,
Gratos à natureza e ao sol irradiante.
Os contrastes galaico-lusitanos deste torrão,
São de excepcional beleza, reflexos extasiantes,
Cujos perfumes rupestres exalam esmera distinção,
Nesta nesga paradisíaca aonde tudo são luxuriantes.
Quem me dera terra minha, quintão do meu coração,
Te reaver e em ti voltar a ser lindamente aconchegado,
Sentir-me no teu regaço que me acolheu com emoção,
E nele me ofereces-te os braços, o peito, em filho amado.