O pôr do sol é deveras fenomenal,
Prenuncio a uma noite calorosa,
Perfumes elucidativos exalam o quintal,
Inebriantes, volteantes, entre lírios e rosas.
Um verão em terras alto-minhotas,
Aqui o espirito esvaído indaga a natureza,
Esta lhe responde por palavras ignotas,
Murmúrios longínquos e ecos de incerteza.
Existenciais ambivalentes e dúbio viver,
Aqui o ocaso é deveras dulcificante,
O néctar a perfuma a vida e lhe da ser,
Entre rastros de luzes em matizes inebriantes.
Para além do horizonte se estende o universo,
Entre terras, povoados e, amenos ancoradouros,
Precipícios penetrantes de fogo em arremesso,
Chamas iluminando rotas e instigantes tesouros.
Por estas terras ignotas se fixa o espirito eterno,
Em suaves vestimentas e mais diversos aparatos,
Aqui nos extasiamos entre o verde e o azul ameno,
Em indeléveis pensamentos concretos e abstractos.