Aquela que era a "menina dos olhos" da ex-presidente da Câmara Municipal de Caminha, a piscina municipal de Vila Praia de Âncora, revela uma fragilidade técnica inacreditável para uma obra que custou aos cofres camarários mais de cinco milhões de euros.
A Federação Portuguesa de Natação impede que aí se realizem provas oficiais com carácter nacional, pelo facto de terem colocado os vidros entre a assistência e a piscina.
O público tem de estar em contacto com a água - embora à distância, naturalmente - para que decorram competições oficiais de âmbito nacional, sendo assim apenas permitidas as regionais ou locais.
Como resultado deste erro técnico que, segundo dizem, irritou solenemente Júlia Paula quando posta ao corrente da situação, não restará à nova equipa camarária outra solução que não seja retirar os vidros e recolocá-los noutro ponto (se possível, caso contrário será mais uma despesa a adicionar ao já complexo, polémico e dispendioso processo destes equipamentos desportivos) se pretender que se disputem provas de categoria nacional.
Durante estes cinco anos de funcionamento das piscinas, não houve oportunidade para solucionar o caso.