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Caminha

Ex-funcionário da "Alfândega" rejeita responsabilidades na actuação dos seguranças

Na segunda sessão do julgamento de uma acção cível intentada por um cliente da discoteca "Alfândega" contra os seguranças deste estabelecimento de diversão nocturna, Rogério Paulo da Costa Alvarenga, natural de Riba d'Âncora, ex-funcionário da "Cibercresce Lª" entre 2008 e 2010, a empresa a quem tinha sido concessionada a exploração do dancing, referiu ser a empresa de segurança privada "365", a responsável pela actuação dos quatro seguranças na noite de 22 de Agosto de 2009.

Noite "Vip"

Nessa noite "especial" dedicada a uma revista do coração, um cliente terá sido agredido por três seguranças, dentro e fora do recinto, daí resultando uma queixa-crime da qual resultou o arquivamento por não ter sido possível identificar os agressores.

O cliente avançou com uma acção cível na tentativa de se ressarcir dos danos físicos e materiais, a qual se encontra presentemente a ser apreciada pelo tribunal.

A "Alfândega" é propriedade da "Sonoite Ldª", dona do alvará de funcionamento, a qual concedeu a exploração da discoteca à "Cibercresce Ldª" por contrato celebrado a 30-4-09.

Rogério Alvarenga, sem se definir como gerente da discoteca, disse ter trabalhado simplesmente para a empresa exploradora e ter sido o responsável pelos funcionários, embora o recrutamento, distribuição e actuação dos seguranças no recinto, corresse a cargo da "365".

"Não vi nenhuma agressão"

Negou que conhecesse ou tivesse visto os seguranças a agredir o cliente, e que se teriam limitado a agarrá-lo e a pô-lo fora das instalações, enquanto que este "gesticulava" e "dava biqueiros", dizendo ainda que não vira nada do que se passara "lá fora".

A instâncias do advogado do autor da acção (Carlos Vieitas, o cliente presuntamente agredido), o empregado da "Cibercresce Ldª admitiu que os seguranças se encontravam lá para proteger a discoteca, possuíam placas de identificação (embora não garantisse que as ostentavam no momento da confusão) e não usavam traje, mas apenas t-shirts com a identificação nas costas e o logotipo da empresa à frente.

Rogério Alvarenga disse que o alvará de funcionamento era de 2004 e não existir qualquer averbamento a passar a exploração para a "Cibercresce Lª", situação que o advogado do autor pretende esclarecer, levando-o a apresentar um requerimento ao Tribunal para que seja perguntado à Câmara de Caminha se tinha existido alguma alteração ao alvará de licenciamento 81/04, de 21/4.

O Tribunal acedeu ao pedido.

Esta sessão foi ainda preenchida com a audição de familiares do cliente que diz ter sido agredido pelos seguranças, referindo que se dirigiram à GNR para apresentar queixa, sendo aconselhados a não se deslocarem lá após os acontecimentos, mas quando a força policial compareceu, já não se encontravam os seguranças no interior da discoteca.

Outros familiares revelaram o estado em que o jovem se encontrava após o incidente e as mazelas decorrentes.


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