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RIO ÂNCORA O QUE TE ESPERA

Há ainda três décadas quase ninguém se preocupava com o ambiente. E, aqueles que procuravam chamar a atenção para certas autorizações de obras ou actuações de gente responsável na área ambiental, logo outros se apressavam a catalogá-los de "fundamentalistas, empecilhos ou, laconicamente, de poetas. Querendo dizer com isso que eram parvos.

Mas a natureza não se compadece com a ignorância e não pactua com os corruptos, o que levou os cientistas a alertarem a comunidade mundial sobre as alterações que já se começavam a fazer sentir, como o, buraco de ozone, radiações ultravioletas e um interminável rol de sintomas que iriam originar alterações climáticas que já se começaram a sentir, sem nunca os responsáveis admitirem os erros por eles cometidos.

Depois de muito disparate feito, procurando a sensibilização dos povos, os responsáveis mundiais apressaram-se a criar um calendário com o Dia da Terra, o Dia da Água, o Dia da Árvore, o dia do não Fumador, o dia do Burro, etc.

Ao fim de quinze ou vinte anos os políticos aperceberam-se que o problema ambiental já é "amanhã".

As superpotências juntaram-se para discutir o futuro, os empresários congregaram esforços para apoiarem e contornarem riscos mas de forma a facturar mais, os políticos virtualmente mudaram a cor da cartilha revolucionaria e também se tornaram doutores do ambiente, e os governantes até criaram o ministérios do ambiente.

Criaram cartas da REN, da RAN e da Rede Natura, integrando esses dados nos PDMs. Mas por vezes faziam "tábua rasa", e havia algo que não os deixava ver(?), que certas áreas a proteger, obrigavam os deferimentos a uma série de critérios a respeitar.

Todos se quiseram conotar com o ambiente, mas esqueceram-se que essa disciplina é extremamente complexa, por ser muito abrangente e talvez por isso às vezes esse respeito pela natureza, era esquecido.

Mas o problema do ambiente está relacionado com a própria vida, ou melhor dizendo com a "qualidade de vida", pelo que a regra básica dessa qualidade devia estar estudada ontem, porque hoje já é tarde.

Tudo isto para nos focalizarmos no rio Âncora, que durante uma série de anos, meia dúzia de estudiosos, apresentaram diversos estudos, quer sobre a ictiofauna, fauna e flora, arqueologia industrial, património etc., que integram espaços na REN, na RAN, e na rede Natura, mas que devido a lóbis endinheirados, diversos serviços, quer autárquicos como governamentais tem vindo a deixar destruir as suas margens, permitindo construções.

Nestes meses de Inverno -a situação tornou-se caótica, com o aumento do caudal do rio Âncora que devido à falta de limpeza das suas margens e afluentes, está a originar o arrastamento de resíduos deixados no terreno pelos madeireiros e restos de ramagens provenientes dos fogos. Depois é a fixação nas raízes de árvores que se localizam nas margens do rio, que por sua vez vão forçar as raízes daqulas árvores arrastando-as e dando origem à destruição daquelas.

O caudal de lixo vai aumentando e a força demolidora daquele vai-se fixar nos pegões dos passadiços existentes neste rio, arrastando-os, como o caso do passadiço do Cruzeiro, do da Fábrica etc.

E depois esta gente vem falar de turismo de qualidade?!.

É certo que não temos mosquitos para recepcionar os turistas, nem sequer água quente para reprodução de microorganismos, mas temos um património natural que deixamos destruir, que devido ao seu arrastamento pelo rio vai criar uma descontinuidade em diversos percursos de natureza existentes.

Tratando-se de uma zona que complementa a praia de Vila Praia de Âncora, parece-me que seria uma mais valia, a recuperação desses passadiços, de forma a criar uma maior diversidade turística para quem visita o Vale do Âncora.

Joaquim Vasconcelos -22-01-2014


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