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Âncora

Floresta ancorense é motivo de controvérsia

Junta não foi tida nem achada na elaboração de ZIF

A criação de uma Zona de Intervenção Florestal envolvendo a Serra de Santa Luzia e, consequentemente, uma área da freguesia de Âncora, sem que os representantes desta povoação tenham sido chamados a pronunciar-se, suscitou reacção da Junta de Freguesia.

António Brás, presidente do executivo ancorense, no decorrer da última assembleia de freguesia, abordou este caso, em que expôs os argumentos que os levaram a contestar a integração na ZIF elaborada pelo Gabinete Florestal Municipal de Caminha e respectivo vereador.

Além de não terem sido chamados a pronunciarem-se sobre a elaboração deste plano, resultando daí críticas ao executivo caminhense anterior, António Brás discorda que se pretenda desmatar 6,1 hectares na zona do Picoto, ao ter sido considerada zona de prevenção florestal.

O executivo ancorense contesta a prioridade concedida a uma área de propriedade particular de floresta, antes defendendo limpezas em zonas de proximidade de habitações.

Acresce a isto, o facto de a Câmara de Viana do Castelo pretender que paguem 500€ da inclusão de Âncora nesta ZIF, de modo a poder candidatar este projecto e obter financiamento para a intervenção na floresta. Âncora já disse que não está disposta a disponibilizar esse dinheiro, nem a integrar a ZIF, a despeito de o município vianense estar disponível para suportar essa importância, de modo a ultrapassar a problema.

António Brás referiu ainda que havia zonas muito superiores em área a desmatar no município de Viana do Castelo, comparativamente aos 6,1 hectares do Picoto.

Contudo, o autarca ancorense agora no seu segundo mandato, não assaca culpas ao município vizinho, mas tão só aos responsáveis florestais caminhenses que "cozinharam isto".

A Junta de Âncora vai apresentar uma contraproposta que permita à autarquia intervir em espaços que considera mais prioritários. Vai mais além, e assegura que "com muito menos dinheiro podem fazer muito mais trabalho".

Reparações, custas judiciais, inventariação de bens, obras

Nesta reunião em que foi guardado um minuto de silêncio pelo falecimento de um antigo presidente da Junta, Paulino Velho Gomes, e pelo presidente sul-africano Nelson Mandela, foram prestadas algumas informações sobre a gestão da freguesia, desde que foram empossados os novos orgãos autárquicos.

Uma reunião com a vereadora Ana São João, permitiu detectar in loco algumas deficiências na escola primária e no jardim-de-infância. Foram realizadas limpezas nos telhados da escola e seda da Junta e levadas a cabo três acções de compostagem nas escolas e autarquia.

Os problemas com a justiça decorrentes da gestão do PSD continuam a absorver muito do tempo (e dinheiro) da gestão da Junta, como foi o caso do processo em averiguação pela PJ dos 130.000€ reclamados pela massa falida de uma empresa que terá feito obras na freguesia, cuja acção interposta contra a Junta obrigou a contestá-la, a par do já conhecido caso "António Ramos".

O embargo decretado a algumas construções em Laboradas, obrigou a Junta a proceder ao levantamento topográfico da zona, deu conta o líder do executivo ancorense aos delegados e público presentes.

Magusto gorou-se

A Junta lamentou que a SIRA não tivesse organizado o Magusto de Outono, do qual a junta de freguesia tinha abdicado a favor dessa associação.

Pretendendo cumprir o programa eleitoral, pelo que o arranjo do degradado parque infantil merece prioridade.

A proliferação de uma bactéria que tem afectado os pinheiros, merece preocupação por parte da autarquia, vem prestando esclarecimentos às pessoas sobre a melhor forma de lidar com esta praga.

A inventariação dos bens da junta está em curso e será apresentada em próxima sessão, prometeu a junta, a par de se manter empenhada em "dignificar o mais possível" o espaço do cemitério.

O Plano de Actividades e Orçamento para 2014 aprovados nesta assembleia reflectiu algum cuidado na sua elaboração, quer pela necessidade de recuperar alguma dinâmica perdida no passado devido à ausência de disponibilidades financeiras camarárias, e à situação com que o novo executivo se deparou após tomar posse.

A venda de um terreno na Guarita, a pintura interior da casa mortuária e a materialização de uma candidatura em conjunto com Vila Praia de Âncora para arranjo do pontão da Torre e respectivos acessos que deverá ter a primeira fase concluída até Abril, são três doa projectos a concretizar este ano.

Definição dos limites da freguesia

Será mantido o processo de levantamento topográfico da freguesia na Espiga e Forte do Cão (depois de concluído o de Laboradas), de modo a determinar os limites da freguesia, a par do interesse no "conhecimento do património físico, bem com da zona envolvente da Cividade de Âncora".

A Junta tem consciência da situação financeira complicada herdada pelo actual executivo, mas continuará a pugnar pela concretização de um Plano realista.


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