A Corema assinalou o Dia da Floresta Autóctone com uma acção de formação dirigida pelo engenheiro florestal Miguel Cardoso no auditório do Museu Municipal, seguindo-se uma visita de campo em Arga de Cima.
No decorrer da prelecção sobre as espécies endógenas, José Gualdino, presidente da Corema, tendo a seu lado o vereador Guilherme Lagido, no início da sessão, fez votos para que o ambiente e o património "venham a ser beneficiados" no futuro, em contraste com o passado recente.
Este ambientalista, elencou alguns dos problemas com que a floresta se debate em Portugal e no concelho, denunciando a predominância da mono-cultura em detrimento da "nossa floresta natural".
Na sua intervenção, Guilherme Lagido assumiu que a floresta "é uma temática que me apaixonou nos últimos tempos", atendendo, entre outros factores, à "importância grande na relação que temos com o território".
Este edil elencou uma série de dados com implicações na floresta, como é o caso da necessidade de regular os cursos de água que se encontram ao abandono; o aparecimento de espécies exóticas de "difícil controlo"; a preocupação que representa o futuro da Serra d'Arga, cujo ordenamento "deve ser visto com muito cuidado", dado ser "a cabeça deste território"; o problema dos fogos florestais ou a importância a ter com as espécies autóctones ("as que estão mais adaptadas ao território", caso contrário está-se a permitir a proliferação de incêndios).
Uma dinâmica diferente
Guilherme Lagido rejeitou que a problemática da floresta seja vista mais como um discurso do que um recurso, frisando a necessidade de "debater e pôr as coisas a funcionar preventivamente", revendo "tudo a que se tem vindo a assistir".
"A floresta não é só árvores"
"A floresta não é só árvores e presta serviços intrínsecos e extrínsecos à comunidade em que se insere", referiu Miguel Cardoso, autor de diversos trabalhos e obras sobre a floresta, antes de iniciar uma exposição acompanhada de imagens sobre as diferentes espécies de árvores e fauna existentes no território nacional.