Miguel Alves apontou algumas apostas que pretende concretizar no caso de vir a assumir a presidência da Câmara Municipal de Caminha, por as considerar essenciais para o desenvolvimento concelhio, face ao definhamento que se verifica após 12 anos de domínio e controle asfixiante social-democrata.
Perante centenas de pessoas presentes na tarde deste Sábado no Centro Cívico de Vila Praia de Âncora, o candidato socialista considerou essencial ressuscitar o Festival de Vilar de Mouros, retomar a candidatura da Bandeira Azul para a praia de Vila Praia de Âncora - e não "escondê-la" como se não existisse - e recuperar o projecto de modernização da marginal de Caminha.
Considerou estar nos seus planos interagir com o movimento empresarial e comercial concelhio, aproveitando as potencialidades que o mar, rios, património e montanha colocam ao seu dispor, numa perspectiva de desenvolvimento turístico, apoio à pesca e ao tecido empresarial (ainda incipiente).
Fundamentando a sua visão do município de Caminha, nas raízes históricas em que se baseia a sua riqueza, Miguel Alves, ao abordar este ponto, apontou o dedo aos seus opositores que teimam em espalhar o boato de que o candidato socialista não é deste concelho.
Num dos momentos mais vibrantes do seu discurso improvisado, emocionado, Miguel Alves recordou que toda a sua ascendência familiar reside em Caminha, aqui estudou desde criança até que ingressou na universidade, pelo que lhe doía que insistissem nessa campanha de falsidade.
Convictamente, disse aos presentes que o ovacionavam ser necessário resgatar os habitantes do concelho de Caminha do "medo", da "perseguição", dos "processos judiciais", devendo-se respeitar as opiniões de todos num clima de "liberdade", palavra que enfatizou e tocou o auditório composto em esmagadora maioria por pessoas que vieram ouvir pela primeira vez o que Miguel Alves tinha para lhes transmitir.
No final, era notório o envolvimento dos presentes na lufada de ar fresco (antes uma "nortada" de ar fresco, como fez questão de salientar peremptoriamente o candidato do PS, perante a "brisa" que muitos dizem estar já a sentir-se no concelho de Caminha).
"Temos homem", referiu-nos uma assistente no final da apresentação, empolgada pela oratória do candidato à presidência da Câmara Municipal de Caminha.
Antes desta sessão de apresentação, o candidato à presidência à Câmara de Caminha percorreu algumas artérias de Vila Praia de Âncora, partindo do Portinho, acompanhado de apoiantes e de figuras do Partido Socialista, entre as que se incluíam António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, José Manuel Carpinteira, presidente da Federação Distrital do PS e da Câmara de Vila Nova de Cerveira e Rui Solheiro, coordenador autárquico deste partido para as próximas eleições de Setembro e presidente da Câmara de Melgaço.
Na sessão de apresentação, marcaram presença António Magalhães, presidente do Município de Guimarães "com quem aprendi muito", precisou Miguel Alves; Pita Guerreiro, primeiro autarca a presidir ao executivo caminhense após as eleições realizadas depois do 25 de Abri (1976) e que permaneceu neste cargo até 1993; o deputado socialista Jorge Fão; Rodriguez Freitas, alcalde de A Guarda; e o presidente do município de Monção, José Emílio Gonçalves.
Na próxima edição do C@2000, apresentaremos uma cobertura mais ampla deste acto político público.