Soma e segue, os dias vão passando,
Em afirmações e conclusões vinculadas,
Ao destino deste povo outrora remando,
A procura de reinos e terras anexadas.
Sempre adiante, à procura do desconhecido,
Não se descobrem vales, nem altas montanhas,
Agora que nada temos, tudo nos é proibido,
Vivemos envoltos, adestritos às teias de aranhas.
Pelos mares de ontem, hoje nem ondas esbatemos,
Nossas naus navegam ao desvento, sem rumo, nem rota,
Andamos na deriva entre assaltantes nos havemos,
Estagnamos nos séculos, sem poder dar a outra costa.
As raras ousadias neste mar de tantas vidas,
Não nos despertam para salutares acontecimentos,
Navegamos entre amarras, sulcando rotas incisivas,
Entre temporais, aguas bravas e mares violentos.
Neste mundo de viver insensivel, em desamor petrificado,
Não se encontram salvavidas, nem novos portos de abrigo,
Aonde o sol atravesse as nùvens com seus raios vivificados,
Para dias melhores, com esperança, num futuro com sentido.