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- Semanário - Director: Luís Almeida| 1ª Pág. | Cultura | Desporto | Óbitos | Política | Pescas | Roteiro | Ficha Técnica | Edições C@2000 | Assinaturas |
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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor
Nem tudo é um mar de rosas Vila Praia de Âncora engalanou-se para a festa da flor, com cor e alegria, deixando para trás aqueles pendões e cruzes funestas, exibidas durante a Páscoa. Em termos estéticos parece-me que o saldo é positivo e não desprestigia ninguém copiar bons exemplos, pelo contrário, evidencia aprendizagem. No entanto, há aspectos que tem de ser ponderados. Desde logo o tipo de materiais utilizados é pouco amigo do ambiente. O plástico para a confecção das flores gera um resíduo que, se não for devidamente reciclado, perdura no ambiente por dúzias ou mesmo centos de anos e o alumínio tem um ciclo de vida ainda mais longo. Espero sinceramente que tenha sido previsto pela organização, quando desmontarem os ornamentos, uma solução ambientalmente sustentada e minimizadora do impacto ecológico. A divulgação e publicitação de Vila Praia em Flor foram incipientes, daí resultando um evento apenas para consumo interno e alguns turistas casuais, bem ao contrário da Festa do Alvarinho, por exemplo, amplamente divulgada e que encheu Melgaço com uma multidão de forasteiros. Qual foi o ganho em termos económicos da Vila Praia em Flor para a área empresarial? Diminuto, certamente. Atrevo-me a dizer, insignificante. Reparei até que o comércio nem sequer alargou o horário de funcionamento. Esta constatação deixa-me uma interrogação. Será que vale a pena realizar eventos que dão imenso trabalho a produzir, que ficam caros e que depois não aportam um rendimento adicional ou que, no mínimo, traduzam um aumento de notoriedade da terra, das instituições e das suas gentes? A dúvida subsiste e uns dirão que vale a pena o esforço de tantas e tão abnegadas vontades. Outros dirão que é ano de eleições e vale tudo para cair nas boas graças dos eleitores, derreados pelo peso dos impostos e pelo aumento galopante do desemprego, que este desgraçado Governo nos tem proporcionado. Quanto a mim, a questão reside no caracter imediatista e efémero deste tipo de animação sociocultural, saltando de evento em evento, com o perigo real de transformar a Câmara Municipal numa imensa e dispendiosa comissão de festas. Brito Ribeiro |
Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Crónica Política (1906 - 1913)
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