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MAMOA DA EREIRA

Depois de um abandono de quase 10 anos, a Mamoa da Ereira em Afife, está novamente visível aos olhos dos menos curiosos.

A Câmara de Viana do Castelo e a Junta de freguesia de Afife, devem ter concluído que a verba para limpeza daquele espaço, era um valor irrisório, e com o apoio dos sapadores florestais, a situação ficou solucionada com a limpeza da vegetação de toda a área envolvente, e o turismo cultural ficou enriquecido pois permite visitas a este monumento.

Trata-se do monumento funerário português mais próximo do mar, em cujos esteios dolménicos estão gravadas algumas gravuras.

Feito este investimento para ressurgimento deste local, falta dinamizar as visitas a esses espaços, e ter a capacidade da sua manutenção que não merece grandes investimentos. Deixá-los degradar novamente, seria a aceitação da destruição das nossas raízes culturais.

As visitas de estudo poderão voltar-se a realizar, e a associação do NAIAA, concerteza que irá aceitar parcerias para colaborar com a dinamização das mesmas, como o fazia há poucos ano atrás, colaborando com as escolas da região, dando a conhecer um pouco da nossa história do neolítico, e da razão que levava os povos que por aqui passavam, a executar aqueles monumentos funerários.

Criar novos pólos museológicos e percursos, são as metas da manutenção e dinamização desse património de forma a criar-se uma rede de turismo local e nacional, e a manutenção da nossa identidade cultural.

Os responsáveis não se podem esquecer que a funcionalidade desses polos visitáveis, servem para gerar um turismo cultural, que é importante em regiões "deprimidas".

Agora, para integrar este monumento numa rede Nacional do NEOLÍTICO será necessário que a sua localização, seja devidamente sinalizada, pois quem desconhece o local dificilmente descobrirá a sua localização.

Além disso, como se trata de um local marginal à E.N.13, cujo desvio, está localizado numa curva da referida estrada, onde existe bastante transito, a Câmara Municipal de Viana do Castelo devia, criar um pequeno parque de estacionamento, fora da referida estrada e colocar uma sinalética apropriada a cuidados de aproximação de forma a garantir maior segurança para quem visitar o dito monumento.

Será com esta atitude, alargada ao apoio associativo, que a nossa identidade se poderá preservar porque se trata do que nos resta da nossa independência. Agora só a nossa história e o nosso património é que permitem mostrar os valores culturais dum povo que se tornou num protectorado europeu.

É necessário que sintamos que a nossa cultura, é uma frondosa, que se chama Portugal, e que só com umas raízes muito possantes é que pode resistir a estes interesses obscuros dos países que lideram a Europa e o mundo .

São estas as nossas raízes culturais, é esta a nossa identidade que apresenta um Portugal sacrificado mas trabalhador que desbravou através dos séculos uma zona agreste desenvolvida e habitável, de grande beleza e de cuja cultura, somos "fieis depositários".

Joaquim Vasconcelos 05/2013

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