O CAMINH@2000 deseja-lhe Boas Festas e um Próspero Ano Novo
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Nº 61: 22 a 28 DEZ 2001
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL

EXPOSIÇÃO

O SABOR
DO MEL

BLOCO DE ESQUERDA EM AUTO-AVALIAÇÃO
APÓS 16 DE DEZEMBRO

Em tempo de reflexão, também o Bloco de Esquerda acedeu a comentar para o CAMINH@2000 este período eleitoral apaixonante. Carlos da Torre, candidato à presidência da Câmara Municipal de Caminha, fez-nos o ponto da situação:

Passada uma semana sobre a ida a votos, arrefecidos os (des)ânimos mais exaltados de uns e a natural euforia vitoriosa de outros, é tempo de voltarmos à realidade menos exuberante do nosso dia-a-dia, diferentes e iguais. Diferentes, como sempre, porque do que aqui aconteceu todos retiramos algum saber. Iguais, porque o que considerávamos fundamental à uma semana continua pertinente e actual apesar da mudança nos protagonistas do poder local em Caminha.

Sobre a nossa participação no processo eleitoral, em si mesmo, naquilo que se avalia pela expressão directa dos votos, fazemos parte do grande grupo dos perdedores, muito embora sempre tenhamos dito que esse não era para nós o objectivo fundamental da candidatura, e sobre isso não ficaram duvidas, no entanto também afirmamos com a mesma convicção que iríamos até ao fim e que da contagem dos votos gostaríamos de extrair um reforço para o espaço político que defendemos, e isso não aconteceu. Os resultados eleitorais que o Bloco de Esquerda obteve no concelho de Caminha situam-nos como um pequeno pormenor no espectro das forças políticas em presença. Há que reconhecê-lo. E há também que trabalhar para modificar essa situação.

Da campanha eleitoral que produzimos, modesta por falta de organização local com experiência, modesta pela falta de recursos financeiros para a proporcionar com a visibilidade adequada, modesta também pelo facto de não nos colocarmos nunca no papel de quem tem as soluções acabadas e infalíveis para os problemas, obtivemos, apesar de tudo, a grata sensação de que o que temos para dizer interessa às pessoas e a nova cultura política que apontamos como raiz para a verdadeira mudança tem terreno fértil na consciência dos munícipes de Caminha. Daí, sairmos deste tempo eleitoral com redobrada esperança num futuro do concelho com maior empenhamento cívico de todos, que dê expressão prática ao entendimento, que apontamos no nosso manifesto, de que a actividade política não deverá ser um sistema de desresponsabilização com "procuração" a uns quantos que, a partir daí, decidem em nome de todos. Continuamos profundamente convencidos que deslocar a responsabilidade das decisões para um circulo maior de saberes, de sensibilidades, de interesses legítimos, de inteligência e de culturas melhorará a democracia e consequentemente a qualidade de vida e a dignidade das pessoas.

Sobre a importância de nos ouvirmos uns aos outros e sermos capazes de partilhar a responsabilidade do futuro olhando para o concelho com uma atitude crítica perscrutadora de oportunidades de desenvolvimento, um olhar orientado pela identidade cultural e pelo respeito à natureza que tão generosa tem sido com Caminha, insistimos agora como na campanha.

Finalmente, e em tom telegráfico, endereçamos ao novos poderes de Caminha votos de que governem com as pessoas e que interpretem com lucidez esta vitória eleitoral e aos protagonistas locais do Partido Socialista que recuperem rapidamente o sentido de responsabilidade e nos poupem a cenas domésticas pouco edificantes.

Resta-nos agradecer ao "Caminha2000", ao "Caminhense", à "Rádio Jornal Caminhense" e ao "Terra e Mar" o sentido de serviço público que demonstraram em todo este processo.

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