Jornal Digital Regional
Nº 600: 8/14 Set 12
(Semanal - Sábados)






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Ferry pára à Segunda e reduz horário

Espanha não disponibiliza verbas para dragagem do canal

Desde princípios deste mês que o ferry-boat Stª Rita de Cássia tem restringido o seu funcionamento, por alegados recortes financeiros.

O barco imobiliza-se à Segunda-feira e no período de almoço está parado todos os dias entre as 12H30 e as 14 horas. Aos fins-de-semana apenas inicia o funcionamento (para Espanha) às 10 horas e faz a última viagem para cá às 18H30.

Entretanto, também o tarifário sofreu alterações a partir de Junho: a viagem de um adulto custa 1€ e o de uma criança entre os 4 e 13 anos, 50 cêntimos ; os carros até cinco lugares pagam 3€ (incluindo o bilhete do condutor) e com mais desse número, 5€ ; um ciclomotor paga 1,25€, um motociclo 2€ e as autocaravanas 5,50€

Governo de Madrid não responde à Câmara de A Guarda

O município de A Guarda continua sem resposta do governo espanhol, perante os insistentes pedidos da autarquia galega para que seja desbloqueado o processo de limpeza do canal de navegação do ferry-boat.

O assoreamento do canal é cada vez mais acentuado e nas marés baixas - nomeadamente nas marés de águas vivas - o transbordador que liga Caminha e A Guarda é forçado a permanecer nos cais, devido à acumulação de areias.

Domínguez Freitas, alcaide de A Guarda, voltou a insistir junto dos ministérios do Ambiente e Fomento do governo central do Partido Popular, para que se definam quanto a este problema que ameaça paralisar este transporte fluvial criado em 1995.

O autarca galego recordou que a actual ministra do Fomento, Ana Pastor, enquanto deputada pelo PP, criticara há dois anos o governo socialista pela situação do ferry, acusando-os de estarem a contribuir para que este serviço acabasse e incitando-os a resolver o problema da falta de limpeza do fundo do canal. Agora, que está no poder, Ana Pastor nada faz para disponibilizar as verbas que possibilitem a dragagem do canal.

Recorde-se que a última dragagem feita por Espanha (as autoridades da administração central deste país decidiram em finais de 2007 chamar a si as operações de dragagem que até então corriam sob controle da Câmara de Caminha) decorreu em finais de 2011. Contudo, tratou-se de uma pequena intervenção e que, aliás, mereceu críticas de especialistas portugueses directamente ligados ao serviço do barco, pela forma como foi desenvolvida.

Perante este impasse, teremos necessariamente a curto prazo, novos desenvolvimentos do lado português.