Jornal Digital Regional
Nº 597: 21/27 Jul 12
(Semanal - Sábados)






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Na voragem da tempestade

O pais foi assolado estrondosamente,
Por furacão soprando, violento, espoliador,
Tragando o desemprego vorazmente,
E os investimentos produtivos do trabalhador.

Anos de trabalho, de alta contribuição,
Arrazados por guelas devoradoras,
Continuamente insatisfeitas, sem contenção,
Desperdiçadoras, ladras, na voragem desalentadora.

Acaba-se a carne, a batata e o peixe,
Mesmo o pão advém escasso na mesa portuguesa,
Vive-se, na vida sem vida, ja não ha enfeite,
Tudo advém obscuro, até o sol infunde tristeza.

Nada mais nos acalenta, nem alegra a vivência,
Vivemos absortos, num amanhã sem auguro,
Quem sômos, o que fizemos, para tal ingência,
Advir a mã sorte de quem tudo deu com apuro.

Antonio R. Vasconcelos