Jornal Digital Regional
Nº 597: 21/27 Jul 12
(Semanal - Sábados)






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Agregação: o fim das Freguesias!

Sou Presidente de uma das Juntas de Freguesia que, coma aplicação da actual lei que impõe a agregação de freguesias, está na iminência de desaparecer. Desaparecer digo bem! Porque é disso que se trata!

Nestes últimos tempos tenho lutado para travar a agregação de freguesias nos termos em que a lei a impõe. Escrevi às entidades competentes, expondo as razões pelas quais a população que represento ficará pior servida. Lamentavelmente, as respostas que recebi eram desprovidas de conteúdo e algumas nem me responderam. Trata-se de uma freguesia isolada que não é servida por transportes públicos e que dista cerca de 10km da próxima sede de junta, por uma estrada sinuosa e perigosa. Apesar do seu isolamento, é uma freguesia barquense cheia de história e tradição e que com a aplicação da actual lei está condenada ao desaparecimento. Só quem não conhece o trabalho que as juntas de freguesia desenvolvem nestas terras mais distantes da sede do concelho, é que pode defender esta lei.

A razão que inicialmente apresentaram ao povo para justificar a agregação de freguesias foi a necessidade de poupar dinheiro ao Estado num momento difícil, como o que estamos todos a viver. No entanto, recentemente o Prof. Carlos Abreu Amorim afirmou em Arcos de Valdevez, no passado dia 19 de Maio, que com a aplicação desta lei não só não vamos poupar dinheiro como se prevê que venha ser necessário gastar ainda mais algum. Se assim é, a justificação cai por terra! E não nos venham cá dizer que ganhamos escala e massa crítica. Para o povo isso não significa nada!

De qualquer maneira, quando se dizia que a razão para se a agregarem freguesias era a poupança, eu apresentei várias soluções para reduzir ou mesmo eliminar despesas, como por exemplo a eliminação dos valores que os membros da Junta de freguesia recebem. Mas de nada serviu! Fui às sessões de esclarecimento ouvir e debater este problema. Lutei até agora, e continuarei a lutar até ao último dia para que não se faça este atentado às freguesias.

Tanto se fala na desertificação e os poderes públicos, em vez de adoptar políticas públicas para combate à desertificação, está pelo contrário a condenar a viabilidade destas freguesias. Não compreendo esta teimosia. A agregação deveria resultar de uma análise caso a caso, em que o regime adoptado fosse baseado na vontade das populações.

Sempre nos disseram que com a agrega ção de freguesias o que acaba são as Juntas de Freguesia e não as Freguesias. Mais, diziam que as sedes de Junta iriam manter-se. Mas dizem uma coisa e fazem outra.

A Lei que impõe a agregação de freguesias diz no artigo 9º. "A freguesia criada por efeito da agregação constitui uma nova pessoa colectiva territorial, dispõe de uma única sede e integra o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas". Portanto, passa a haver só uma sede de junta, e todo o património das freguesias agregadas passa para a nova freguesia. Esta Lei diz também que os nascidos antes da agregação de freguesias podem solicitar a manutenção no registo civil da denominação da freguesia agregada onde nasceram. E os que venham a nascer depois? Aqui já se vê como existe perda de identidade, e do património.

E se agora vão as freguesias mesmo contra a vontade do povo, como é que vai ser quando se falar na agregação dos municípios? Quem nos vai defender?

Por isso, venho a público manifestar o meu total apoio à posição do Dr. Augusto Marinho e dos restantes elementos da comissão política do PS, por apresentarem a sua demissão, por não concordarem com a agregação de freguesias. Mais recentemente o Secretário Geral Ajunto e a Secretária da Mesa do Plenário da JSD de Ponte da Barca apresentaram também a sua demissão alegando o mesmo argumento o que reforça a posição de Comissão Política demissionária do PSD.

Com esta tomada de posição firme e de coragem, todas estas pessoas demonstraram que estão na política para defender os interesses dos barquenses. Existe muita gente no PSD que me diz que è contra esta agregação, mas eu não os vejo a tomar posições. O povo não vai perdoar quem, a troco de ser candidato a Câmara, ou para manter o seu lugar, ou ainda porque está a procura de um lugar, se acobarde e traia o seu próprio povo.

Confesso que esperava que a JSD de Ponte da Barca tomasse uma posição contra a agregação de freguesias, mas não o fez, veio ainda com um comunicado que não orgulha os jovens barquenses e que, não representa os jovens do nosso concelho.

Pela preocupação que tenho pelo futuro de Ponte da Barca, quero dizer ao Dr. Augusto Marinho que Ponte da Barca necessita de homens como ele e que na sua luta pelos direitos dos barquenses pode contar sempre comigo!

João Rodrigues Pereira
Presidente da Junta de Freguesia de Germil

Ana Laíns (en)cantou em Ponte da Barca

Foi com a voz vibrante de Ana Laíns que decorreu no passado sábado, no Largo da Misericórdia, uma noite de Fado promovida pela Câmara Municipal. Vencedora da Grande Noite do Fado em 1999 e por muitos considerada uma das maiores intérpretes da música portuguesa dos últimos anos, Ana Laíns apresentou-se em Ponte da Barca com o disco "Quatro Caminhos" numa viagem pela cultura musical portuguesa que encantou o numeroso público que ali se encontrava.


Edição do Festival Folk Celta de Ponte da Barca

Músicos Portugueses, Polacos e Espanhóis como Magmell, Briganthya, Beltaine, Quempallou, Zé Barros e Navegante e Pé na Terra compõe

A Câmara Municipal de Ponte da Barca promove, nos dias 10 e 11 de Agosto, com o apoio institucional da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Radio Difusão Portuguesa, através da Antena 1, a 5ª edição do Festival Folk Celta, que anualmente tem trazido ao concelho barquense artistas nacionais e internacionais de elevada qualidade, num cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas. O Cartaz deste ano é prova disso mesmo com a presença de músicos Portugueses, Polacos e Espanhóis, além de uma feira alternativa e de uma série de atividades paralelas aos espetáculos. A decorrer na Praça Terras da Nóbrega (antigo Campo da Nucha), um novo espaço concebido pela autarquia para a realização de espetáculos e outros eventos nas margens do Vade em Ponte da Barca, o festival é uma das apostas do atual executivo barquense justificada pelo Presidente da Câmara, Vassalo Abreu, "na divulgação do património tradicional e cultural do concelho que tem fortes ligações à cultura celta, como já acontece, também, com os Congressos Transfronteiriços de Cultura Celta que levamos a cabo desde 2006".

Sexta-feira | 10 de Agosto

O Festival arranca no dia 10 de Agosto com um espetáculo teatral no Largo do Curro (21h30) seguido do concerto dos portugueses Magmell, cujas raízes passam principalmente pela música Irlandesa, Celta e música da Península Ibérica. Do seu repertório fazem parte temas tradicionais e alguns originais, que criam um ambiente mágico com uma sonoridade muito viva e animada. Os Briganthya, uma das mais representativas bandas do País Basco - Espanha, são o grupo que se segue. Ao longo de mais de uma década de percurso têm cimentado junto do público e da crítica a reputação de grandes concertos com excelentes músicos que promovem um casamento perfeito entre o rock, a pop e a música folk e celta. Em Ponte da barca apresentarão o seu último álbum "Destino: Nuevos Aires" que marca um novo ponto na carreira do grupo com a introdução de uma nova vocalista.

Os Polacos Beltaine encerram o primeiro dia de Festival

Para encerrar o primeiro dia de festival chegam-nos da Polónia os Beltaine, um dos mais entusiasmantes projetos musicais europeus. O seu som único nasce da apetência natural dos seus membros para a mistura perfeita da música tradicional celta com os sons contemporâneos. Os seus concertos são uma mistura explosiva de improviso, espontaneidade, paixão e uma interação permanente com a audiência.

Sábado | 11 de Agosto

O segundo dia de festival é inaugurado pelos portugueses José Barros e Navegante com Isabel Silvestre, Rui Júnior e José Manuel David. O grupo Navegante nasce em 1993 e funde-se com o percurso do seu fundador José Barros, um dos mais estimulantes dinamizadores da música tradicional portuguesa. Ponte da Barca acolhe neste festival um alinhamento único, onde os Navegante são acompanhados por três grandes nomes: Isabel Silvestre (Grupo de Cantares de Manhouce), Rui Júnior (Tocá Rufar e Ó que som que tem) e José Manuel David (Gaiteiros de Lisboa), onde o público poderá assistir ao revisitar de grandes temas do cancioneiro tradicional português e outros originais.

De seguida, o palco está reservado para os Quempallou, grupo galego com mais de dez anos de existência, que tem levado a excelência da sua música e da sua herança aos quatro cantos da Europa. Em Ponte da Barca vão apresentar o seu novo álbum "Vellas Novas" que assenta na raiz da tradição musical galega com uma sonoridade característica apoiada nas percussões tradicionais, no acordeão, nas cordas, nas gaitas e claro, na voz.

O encerramento do festival estará a cargo dos portuenses Pé na Terra, que nos visitam após a sua atuação em 2009 em que terminaram o espetáculo fora do palco, a tocar e a dançar com o público. Os Pé na Terra geram sempre atuações e concerto únicos, pela dinâmica da renovação da música tradicional e pela empatia imediata que estabelecem com o público.

Os espetáculos têm início às 22h00, e o bilhete é de 3€/dia ou 5€ quando adquirido previamente para os dois dias.

Feira Alternativa com diversas atividades

Paralelamente aos espetáculos musicais e após o sucesso dos anos anteriores decorrerá, no mesmo espaço, uma Feira Alternativa, onde o público poderá usufruir de Yoga, Reiki, Massagens Terapêuticas, compra de produtos alternativos, danças orientais e danças do mundo, acupuntura entre muitas outras atividades. A feira funcionará a partir das 15h00, durante os dois dias de festival.

Recorde-se que o Festival Folk/Celta de Ponte da Barca tem apostado em novos e consagrados nomes do fenómeno musical das áreas folk e celta, e nas quatro edições anteriores contou com nomes como Uxia, Susana Seivane, Berrogueto, Toques do Caramulo, Galandum Galundaina, Luar na Lubre, Brigada Victor Jara, Adufe, Judith Mateo, entre muitos outros.

Informação Município de Ponte da Barca