![]() Jornal Digital Regional Nº 551: 3/9 Set 11
(Semanal - Sábados) |
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Vila Praia de Âncora Rio Âncora novamente com problemas na época balnear Várias entidades envolvidas no assunto geram confusão Bandeira Azul arreada a 24 de Agosto Júlia Paula não gostou
A divulgação pela imprensa no passado dia 24 de Agosto de resultados das análises feitas às águas na praia de Vila Praia de Âncora, de acordo com dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos do Ministério do Ambiente, desencadeou uma série de esclarecimentos por parte de diversas entidades e tomadas de posição, reveladoras da confusão instalada entre diversos organismos, sendo difícil saber quem é quem na responsabilização pelas tomadas de medidas de salvaguarda da saúde pública.
Praia tranquila na manhã de 24
Pelas onze horas da manhã desse dia, nada de anormal se passava na praia de Vila Praia de Âncora.
Os banhos decorriam normalmente, as crianças brincavam no estuário e foz do rio Âncora, a Bandeira Azul mantinha-se hasteada, não havia quaisquer avisos para os banhistas e era totalmente desconhecida qualquer anomalia das águas, incluindo da parte de banhistas, ancorenses e concessionários dos apoios de praia.
Pelas 12H20, saímos do local e, poucos minutos depois, precipitaram-se os acontecimentos, com notícias e declarações nem todas coincidentes sobre o que se teria passado com as águas do rio Âncora e quanto ao número de análises realizadas. A Câmara de Caminha emitiu um comunicado e a Capitania confirmou-nos que pelas 12H30 tinham procedido ao arreamento da Bandeira Azul da praia, enquanto que o município diria que tinham colocado avisos desaconselhando os banhos. O assunto teria desenvolvimento na reunião camarária iniciada pelas 15 horas desse mesmo dia, após os vereadores do Partido Socialista terem solicitado explicações à presidente Júlia Paula sobre o que de verdade se passava na praia ancorense, atendendo a que eles próprios tinham recolhido informações no site do SNIRH, em que a apontavam como interdita e referindo a existência de "valores altamente tóxicos e poluentes" como resultado das análises feitas a 17 de Agosto. Jorge Miranda perguntou à presidente se sabia a data em que esse relatório tinha sido emitido e quais as medidas tomadas para salvaguarda dos veraneantes e as causas desse foco de poluição. Refira-se que esse relatório do SNIRH indicava valores elevados de escherichia coli e enterococos intestinais às análises realizadas a 16 de Agosto , respeitante ao período de controle compreendido entre 15 e 21 de Agosto, divulgando ter sido a praia "interdita temporariamente pelo Delegado Regional de Saúde". Como vem sendo habitual nestas ocasiões, análises e contra-análises são esgrimidas pelas diferentes entidades - desta vez apenas não aludiram aos locais exactos onde as amostras são recolhidas -, entidades estas que vão desde a Administração Regional de Saúde, Ministério do Ambiente através da ARH-Norte, e Câmara Municipal de Caminha. Após a delegada de Saúde de Caminha nos ter informado que não possuía qualquer informação sobre a situação da praia de Vila Praia de Âncora, remeteu-nos para Luís Delgado, responsável pela Unidade de Saúde Pública do Alto Minho. Embora admitindo a existência de alguns parâmetros menos bons nas amostras feitas a 17 de Agosto, adiantou que a 19 de Agosto a ARH fizeram novas análises e nada de anormal se passava, pelo que negou ter sido interdita a praia ou os banhos. Contudo, referiu que o controle feito pela ARH é diferente do que a Comissão da Bandeira Azul realiza, daqui se explicando a razão do arreamento da bandeira a partir do princípio da tarde do dia 24, a qual viria a ser reposta no dia 26. Quanto à apreciação da situação da praia da Vila Praia de Âncora e ao galardão da Bandeira Azul (BA), além do referido comunicado , Júlia Paula negou que existisse qualquer problema com este símbolo das praias com qualidade, mas tão só com uma decisão anterior de um executivo socialista ao ter apostado na construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais na Gelfa e de uma estação elevatória cujos problemas decorrentes "tentaremos minimizar e resolver". Júlia Paula admitiu a realização de uma reunião de "urgência" com a ARH-Norte junto à ETAR, a quem já solicitara autorização (posteriormente concedida e executada) para a abertura do canal na foz do rio Âncora a fim de permitir a circulação da água do mar no seu estuário e, dessa forma, aumentar os caudais e retirar as concentrações de detritos do seu interior, a par de ter oficiado o Serviço de Protecção da Natureza da GNR para que investigue eventuais focos de contaminação nesse ponto ou noutros. Contudo, no meio desta profusão de comentários, declarações e notícias, a Águas do Noroeste emitiu um esclarecimento em que refuta qualquer responsabilidade da ETAR na poluição verificada, assegurando "estarem a cumprir de forma rigorosa a licença de descarga, bem como todos os parâmetros exigidos pela lei" . Perante a insistência de Jorge Miranda para que precisasse com exactidão a data em que a Câmara teve conhecimento dos resultados negativos das análises, a presidente insistiu que tinha recebido comunicação oficial "hoje", pouco tempo antes da reunião, portanto. Acrescentou, no entanto, que o município possuía resultados de análises mandadas executar por ele mesmo e, sem esperar pelos relatórios de outras entidades decidira nesse dia (24/Agosto) retirar a bandeira e colocar avisos na praia, desaconselhendo os banhos, sem esperar por indicações de outras entidades. O assunto desencadeou uma discussão entre ambos, com Jorge Miranda a espantar-se com o facto de a Câmara ter esperado nove dias até decidir tomar medidas preventivas, e a autarca a referir que se as análises de 16/18 de Agosto tinham dado valores negativos (Vila Praia de Âncora, de entre as cinco praias do país com banhos interditos nessa altura, fora a que tinha revelado parâmetros mais preocupantes em dois dos seus valores) , mas numas contra-análises efectuadas de seguida, teriam revelados outros dados que não teriam suscitado preocupação nem necessidade de assumir medidas por parte da ARH, revelou Júlia Paula. Contudo, Jorge Miranda argumentou com documentos do próprio Ministério do Ambiente, revelando que a praia estava interdita a banhos desde 19 de Agosto, o que suscitou acesa troca de palavras entre ambos, alegando Júlia Paula que a Câmara não se poderia sobrepor às decisões da ARH - entidade que não teria decidido interditar os banhos -, embora anteriormente tivesse frisado, recorde-se, que no dia 24 (no dia da reunião camarária) não tinha esperado por qualquer ordem e, de acordo com análises levadas a cabo semanalmente pelo próprio município, optara por tomar as referidas medidas, colocando avisos referindo "praia imprópria para uso balnear" e apear a bandeira azul. Mas, mais adiante, no seguimento da discussão, Júlia Paula reforçou que competiria à Autoridade de Saúde Local interditar as praias, de acordo com as informações fornecidas pela Administração Regional Hidrológica do Norte, situação que não se teria verificado, nem a 19, nem a 24 de Agosto, frisou. Como resultado deste assunto atribulado e que ciclicamente se repete por estas alturas do verão, segundo referiu a presidente do município há resultados das análises às águas que justificam o arrear da Bandeira Azul, mas que não implicam a interdição dos banhos ou da praia, o que só se justificaria se algumas condicionantes (valores limites) fossem ultrapassadas. Festas em honra de Nª Sª da Bonança 8 - 11 /Set/11
Programa Dia 1 : 10H - Hastear da bandeira na Pr. da República 18H30 - Início da novena preparatória na Capela de Nossa Senhora da Bonança Dia 8 : Dia de Nossa Senhora da Ínsua 8H - Alvorada festiva ; 9H - Entrada do Grupo de Zés Pereiras "Os Bravos" de S. Vicente dos Arcos de Valdevez; 15H30 - Procissão Naval de Nª Sª da Ínsua e alocução alusiva à cerimónia e recolha do andor na Capela do Senhor dos Aflitos; 17H Abertura do Parque de Diversões; 21H - Procissão de Velas em honra de Nª Sª de Fátima Dia 9 : Noite Minhota 8H - Alvorada festiva; 9H - Entrada do Grupo de Zés Pereiras;10H - Recolha dos peteiros nas lojas/comércios e embarcações;16H - Exposição de Arte Sacra no Museu da Capela de Nª Sª da Bonança;17H30 - Inauguração no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora da exposição "Mosaicos de uma Cultura"/XV Aniversário do Grupo de Folclore da Casa de Portugal de Portugal, de Andorra:22H - Grande Espectáculo de Desfiles de Noiva/Gala-Variedades, na Praça da República Dia 10: Noite do Emigrante 8H Alvorada festiva Entrada do Grupo de Bombos de S. Gonçalo de Dém;12H - Entrada das bandas de música de Lanhelas e Fermentelos (Banda Velha), com o tradicional Fogo do Meio Dia; 14H30 - Entrada frente à Capela da Banda de Gaitas de São Tiago de Cardielos;15H - Cortejo Etnográfico do Vale do Âncora;21H30 - Desfile dos grupos folclóricos de Andorra, Etnográfico de Vila Praia de Âncora, Grupo de Danças do Orfeão de Vila Praia de Âncora que actuarão meia fora depois no Parque Ramos Pereira;22H Actuação das Bandas de Música na Pr. da República;24H - Despedida das Bandas de Música;00H30 - Serenata na Foz do rio Âncora Dia 11 - Grandiosa Procissão Religiosa 8H - Missas na Capela da Senhora da Bonança;10H - Entrada da Banda de Música de Lanhelas com passagem pelo Portinho;10H30 Missa solene cantada pela banda de Festa na Capela da Senhora da Bonança;14H30 - Entrada da Fanfarra dos Escuteiros de Vila Nova de Famalicão;15H - Recepção de entidades oficiais no salão paroquial da Capela da Senhora da Bonança;15H30 - Procissão em honra de Nª Sª da Bonança;17H30 - Concerto pela Banda de Música;19H15 Despedida da Banda;19H30 - Missa na Capela da Senhora da Bonança;22H - Espectáculo do Grupo Richard Baeta e Companhia, no Parque Ramos Pereira;24H - Despedida da Festa com monumental sessão de fogo de artifício.
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