Portagens agravaram cenário crítico verificado no final de 2010. Perdas médias de 30 por cento registadas no volume de facturação no concelho de Viana do Castelo. Tecido empresarial do Alto Minho perdeu 31 empresas entre Março e Junho de 2011. Há mais de 10 mil inscritos nos centros de emprego do distrito. Perspectivas para o 3º trimestre são pouco animadoras.
O inquérito enviado ao painel de amostragem dos sócios da AEVC durante o mês de Julho dizia respeito ao 2º trimestre de 2011 (ABRIL, MAIO e JUNHO) e visou não só avaliar o desempenho do tecido económico e as razões para o cenário que viesse a ser detectado, como também apurar quais as expectativas dos empresários para o trimestre seguinte (JULHO, AGOSTO e SETEMBRO).
Da análise realizada no âmbito do 1º trimestre de 2011 (JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO) ao nível da cidade havia-se detectado ainda alguns efeitos do decréscimo de vendas durante a época natalícia, a primeira após a entrada em vigor da cobrança de portagens electrónicas na A28.
Mas verificou-se sobretudo que o volume de negócios ao nível do comércio e serviços apresentou, de forma sucessiva, uma acentuada quebra face ao período homólogo de 2010 sem que se vislumbrassem, por parte de dois terços dos inquiridos, optimismo no sentido da retoma económica.
O inquérito realizado em Abril reflectiu mesmo a particularidade de, ao nível da causa/efeito da introdução de portagens, os empresários dos sectores da restauração, hotelaria e turismo terem registado quebras superiores a 50 por cento ao nível do número de clientes espanhóis durante o período da Páscoa quando comparado com a mesma época festiva de 2010.
Fazendo a comparação dos dados entre os dois primeiros trimestres do ano de 2011 nota-se a confirmação da tendência de diminuição do volume de negócios e/ou facturação registada no primeiro trimestre do corrente ano.
Neste segundo trimestre, os dados obtidos continuam reflectir uma quebra média da ordem dos 30% na facturação (já registada no primeiro trimestre do ano de 2011) quando comparada com o período homólogo de 2010.
De igual modo, desde o mês de Janeiro de 2011, o painel de amostragem (mais alargado no 2º trimestre) indica que continuam a não existir sinais de retoma tendo em conta o facto de a taxa de respondentes que indicam um aumento ou manutenção das quebras de facturação e vendas atingir agora, neste 2º trimestre, os 82 pontos percentuais contra os 70% registados no primeiro trimestre.
De igual modo, é de registar o dado de 67% dos inquiridos ter considerado que o volume de facturação e/ou vendas piorou do 1º para o 2º trimestre ao mesmo tempo que em relação às expectativas de negócios para o 3º trimestre, 71 por cento considera que a tendência de quebra deverá manter-se ou mesmo deteriorar-se.