Ninguém se importou com as consequências de terem deixado sem luz pública o Terreiro de Caminha durante quatro dias (23/26 de Agosto), nem se deram ao luxo de informar os comerciantes e turistas das razões de tamanha aberração em pleno mês de Agosto.
Como resultado desta escuridão, aliada ao tempo instável que se fez sentir nos dias imediatos, as esplanadas esvaziaram-se mais rapidamente do que era normal.
Igualmente a Rua Direita apresentava apenas três candeeiros a funcionar, ou acabando por se apagarem todos ao princípio da madrugada, criando condições ideais para guerras de garrafas entre bandos rivais e outras rixas já habituais nestes períodos, com a intervenção dos bombeiros a prestar auxílio aos feridos.
A proliferação de lixo e restos da animação nocturna eram visíveis pela manhã.
E, tal como tínhamos previsto, as barracas da Feira Medieval mantiveram-se até às Festas de Stª Rita de Cássia, sem que se tivesse vislumbrado qualquer interesse real na sua permanência, face à escassa procura de que foram alvo.
Apenas serviram para dar um aspecto pindérico à vila e atrapalhar a vida aos moradores da zona. Contudo, a que estava situada na zona reservada ao estacionamento camarário, foi desmontada.
Na rua da Corredoura, uma das barracas encontrava-se em frente de uma garagem, levando o seu proprietário a exigir a sua retirada imediata logo que chegado a Caminha.