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VILAR DE MOUROS "Este Executivo camarário vai ficar para a história Estado da estrada da Cavada é o exemplo mais flagrante Junta faz ponto da situação do Festival de Vilar de Mouros
A Junta de Freguesia de Vilar exige que a Câmara de Caminha "explique os critérios" a que obedecem a disponibilização do dobro do dinheiro à freguesia de Dem ou Venade, em comparação com Vilar de Mouros, uma aldeia com mais moradores, e que muito tem contribuído para a promoção do concelho, quer pela sua beleza, quer pelos festivais que aqui se realizaram. O assunto foi despoletado no decorrer da última Assembleia de Freguesia, em que Basílio Barrocas, secretário da Junta, também aludiu aos 9.000€ com que a Câmara se preparava para conceder à Junta a fim de que ela procedesse à limpeza dos caminhos, uma verba considerada manifestamente insuficiente, levando a que a autarquia rejeitasse tal oferta, porque "não estamos para subsidiar a Câmara", salientou o autarca. "ESCANDALOSO"
Foram dados vários exemplos do ostracismo a que Vilar de Mouros tem sido votada neste mandato, com valetas por limpar e mato a crescer. Carlos Alves, presidente da Junta, no clamor das reclamações, acrescentou que a Câmara pode não gostar da Junta comunista, mas "faça as obras que lhe compete", desafiou-a.
Outro exemplo "gritante", prendeu-se, uma vez mais, com o estado deplorável da Estrada da Cavada -considerada a pior do concelho-, totalmente esburacada, com o piso irregular, formando enormes poços de água quando chove e que encharcam os transeuntes quando passam carros -conforme António Fiúza (PS) apontou, ao dar um exemplo presenciado por ele, em que quatro pessoas ficaram molhadas "dos pés à cabeça". "NÃO INVESTIU, NEM DEU DINHEIRO"
Carlos Alves salientou que com 14/15 mil contos já se resolvia um problema que vem sendo adiado ano após ano, agora agravado com a obra do IC1, entretanto finalizada, registe-se.
O presidente da Junta referiu que a Câmara nem sequer quis contribuir para executar a obra de reposição de um muro junto à Escola Primária, nem resolve o problema de uma valeta que aluiu com a passagem dos TIRs transportando vigas para o viaduto do ICI sobre o Coura. CENTRO DE DIA NA LISTA DE ESPERA O impasse na construção do Centro de Dia foi igualmente objecto de comentários na reunião. Aqui, as críticas foram para a Segurança Social, devido à falta de investimento nesta área, a exemplo de muitas outras situações no resto do país, denunciou Carlos Alves, atendendo a ser um processo novo a que o Estado não vai dar prioridade, criticando as obras faraónicas previstas para a capital do país ou os dois milhões de euros dados para a Fórmula 1.
Como única obra levada a cabo em 2007 com dinheiros da Junta, saliente-se, a conclusão da 2ª fase da obra de ampliação do cemitério. "AS PESSOAS QUE SE QUEIXEM…" As falhas na luz pública também geraram protestos, permitindo a Basílio Barrocas pedir aos delegados para lhe indicarem essa situações a fim de as comunicar à EDP, uma vez que esta empresa, presentemente, "nem sequer faz inspecções", ficando a aguardar que "as pessoas se queixem". O lançamento de entulho no caminho para o caminho da Senhora do Crasto foi outra das situações apresentadas na assembleia, pela voz de Ana Bela Vau (PSD). Esta sessão permitiu ainda aprovar as contas de 2007, num valor um pouco acima dos 100.00€ . Em maré de "vacas magríssimas", a Junta apenas vaticinou como compensação para este ano (Junho), o fim do pagamento das tranches da compra do edifício do futuro Centro de Dia. FESTIVAL - NEGOCIAÇÕES PROSSEGUEM
Embora o assunto do Festival não tivesse sido abordado na reunião, com excepção de uma pedido da delegada do PSD, para que a Junta confirmasse se todas as parcelas do Largo de Chousas estavam na posse da autarquia vilarmourense (apenas não estão três ou quatro), o Relatório de Actividades/07 apresenta uma retrospectiva do conflito latente que levou ao cancelamento das edições de 2007 e 08 e explana o que está em jogo presentemente: 2007 foi um péssimo ano para o Festival de Música de Vilar de Mouros, que viu
interrompidas as suas edições ao fim de seis anos de realizações consecutivas. É bem sabido e unanimemente reconhecido o papel determinante desta Junta de
Freguesia no relançamento do Festival de Música de Vilar de Mouros, interrompido durante 14
anos, desde 1982 até 1996. Fizemos tudo isto sozinhos e obtivemos o êxito que obtivemos graças a muito esforço,
empenhamento e ao sentido de dever cívico e de bairrismo dos vilarmourenses, que preferiram
perder muito dinheiro em alternativa à inviabilização do festival. Por incompatibilização entre as duas empresas, fomos forçados a renegociar, a partir de
2005, não em conjunto mas separadamente, novo pacote de festivais, tendo sido convidada cada
uma delas, no respeito pelo acordo inicial, a apresentar as suas propostas. Pareceu-nos natural que assim fosse, na sequência de compromissos que nos forçaram a assumir, no respeito pelos mesmos e na defesa dos interesses da freguesia. Não o entendeu assim a Sra Presidente da Câmara Municipal de Caminha, que nunca aceitou não ter sido convidada a participar em todo o processo desde o início e passou a ter uma atitude de distanciamento, para não dizermos de marginalização, relativamente ao Festival. Embora nunca o assumindo publicamente, por razões estratégicas, foi de facto isso que se constatou, nunca tendo, por exemplo, aceitado receber pessoalmente quer a organização quer a Junta de Freguesia, não respondendo às cartas que conjuntamente lhe enviámos, “esquecendose” de escrever uma palavra que fosse na Agenda Cultural do município sobre o Festival de 2006, atrasando, segundo informações da Porto Eventos, a passagem das indispensáveis licenças até ao último momento, cortando nos apoios habitualmente concedidos, que passaram a ser mínimos, limitando-se a pouco mais que ao fornecimento de água e execução de limpezas. Face a este contexto não foi com grande surpresa que recebemos a proposta de suspensão
da edição do Festival de 2007, por parte da Porto Eventos, alegando não ter condições para a
realizar. A Junta de Freguesia lamenta que as coisas tenham levado o caminho que levaram.
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