Jornal Digital Regional
Nº 382: 22/28 Mar 08 (Semanal - Sábados)
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Mini-férias de Páscoa – Alojamento quase a 100%

As previsões de quarenta unidades hoteleiras e hotéis-rurais nos Vales do Minho, Lima e Cávado reflectem uma óptima taxa de ocupação (dados recolhidos até 17 do corrente mês). Assim e por Vales:

Vale do Minho – 16 unidades hoteleiras e hotéis-rurais num total de 1600 camas. Na pergunta sobre igual período de 2007 (taxa de ocupação), em 2008 foram as seguintes: dez (igual), quatro (superiores) e dois (inferiores).

No ano corrente (2008) onze hotéis têm taxas de ocupação entre 90 e 100%; englobando todos os restantes hotéis uma média de 80%; maioria dos turistas nacionais.

Vale do Lima – 10 unidades hoteleiras – totalizando 820 camas. Na pergunta sobre igual período de 2007 (taxa de ocupação), em 2008 foram as seguintes: seis (igual), três (superior) e um (inferior).

No ano corrente (2008) quatro unidades entre 90 e 100%, englobando todos os restantes hotéis uma média de 81,4%, maioria nacionais.

Vale do Cávado – 14 unidades hoteleiras – totalizando 1600 camas. Na pergunta sobre igual período de 2007 (taxa de ocupação) em 2008 foram as seguintes: onze (igual), três (superior).

No ano corrente (2008) sete unidades entre 90 a 100% e englobando as restantes uma média de 81%, sendo maioritariamente turistas espanhóis.

Também no Inquérito feito nos Restaurantes (Domingos Gastronómicos), respectivamente nos Concelhos de Viana do Castelo (56 Restaurantes / Bacalhau à Gil Eanes / Meias-Luas); Barcelos (33 Restaurantes / Papas de Sarrabulho e Rojões / Doces de Romaria); Monção (28 Restaurantes / Lampreia à Moda de Monção / Barrigas de Freira); Esposende (27 Restaurantes / Arroz de Lampreia / Clarinhas de Fão); Arcos de Valdevez (17 Restaurantes / Cozido à Minhota / Bolo de Mel do Soajo); Terras de Bouro (26 Restaurantes / Cozido de Couves com Feijão / Aletria), mantêm-se as perspectivas dos anos anteriores com a maioria a trabalhar bem. As previsões para o período de Páscoa são boas. A época da lampreia, se de inicio, a abundância dos ciclóstomos nos três rios (Minho, Lima e Cávado) foi manifesta com primazia para o rio Minho ultimamente tem havido uma grande diminuição da "flauta de sete buracos" o que condiciona o preço. Dizem os pescadores que a falta de chuva o que condiciona o caudal dos rios e, portanto, a falha de água doce na foz dos três rios, não encaminha a diabólica, mas também divina "chupa-pedras" para entrar nos rios onde desovam. Segredos da natureza de quem tem a linda idade de mais de trezentos milhões de anos (mais velha que os dinossauros)!

Como vem referido no Roteiro dos Domingos Gastronómicos, o Domingo de Páscoa faz folga, pois todos os Concelhos têm o chamado Jantar da Cruz oferecido pelo Mordomo da Cruz. Jantar que não é mais que o nosso almoço, obedecendo assim ainda à tradição das refeições do Mundo Rural: desdejum (seis horas da manhã); almoço (nove horas), já de garfo, o jantar pelo meio-dia, a merenda às cinco horas da tarde e a ceia já de noite.

O Compasso Pascal

O compasso já anda na rua! Vizinhos e amigos apressam-se a desejar as "Boas Festas" ao dono e ao pessoal das casas: Boas Festas alegres / Corporais e espirituais / Ressuscitou Nosso Senhor / Aleluia … Aleluia …

Atapetam-se as ruas e os caminhos de palmas, espadanas e flores. E aquela amálgama de gente corre, de casa em casa, não esquecendo um vizinho, pobre ou rico, um amigo. É um reboliço! Há risadas e gritos, "trocas" de conversados. Beijos e abraços. Alguns mesmo, já não cabem na "sala grande" e espalham-se por outros compartimentos. A dona da casa aflita, já não sabe a quem atender, se ao rapazio que mexe em tudo, se aos amigos e familiares que, por tradição, ali vão beijar a Cruz. Quando chega o compasso é o Pároco que saúda todos os presentes dizendo: "Paz a esta casa e a todos os seus habitantes, Aleluia", enquanto asperge com água benta a "sala grande" onde, por hábito, está colocada a "mesa".

Depois, o mordomo dá a cruz a beijar ao dono que, depois de beijar a cruz, a dá a beijar aos presentes. O dono da casa ou a pessoa mais velha convida, então, o senhor Abade a sentar-se um bocadinho (que a caminhada é grande), oferecendo-lhe da "mesa" onde nada falta, desde o arroz doce até ao "sortido", passando pelo vinho da última colheita que graças a Deus, era de estalar … até ao vinho "fino", geropiga ou algum licor conventual.

O Jantar da Cruz

Ao meio dia, compete ao Mordomo da Cruz, noutras terras, ao Juíz, oferecer o "jantar" da Mordomia, por norma, um jantar de "substância", que varia, também, de aldeia para aldeia e que vai desde, os entreténs de boca - com orelheira, toucinho, chouriças da matança, bolinhos de bacalhau, bacalhau frito, broa e azeitonas, a que se seguem os filetes de pescada de Viana, a vitela assada, o sarapatel de cabrito, o pica no chão, para terminar na sopa de cozido e no cozido à minhota.

À sobremesa não pode faltar o bate (pão de ló), o leite de creme queimado, o arroz doce, a aletria com desenhos de canela, os "papudos", os doces de sequilhar, os bolos brancos (de gema), os rosquilhos, os beijinhos de Páscoa, as amêndoas, os rebuçados. O vinho é de pipa, fazendo gala o Mordomo que seja o melhor da adega. No final, uma girândola de foguetes diz que o "jantar" já terminou e que o ritual vai continuar da parte de tarde, visitando os restantes lugares e casas da freguesia.

Em Fontão, e em Meixedo, durante o "jantar", às vezes mais de 400 pessoas, é eleito o Mordomo da Cruz numa cerimónia que consiste, no seguinte: o actual Mordomo entrega a uma criança um ramo de laranjeira que, calculadamente, o deixa ficar no lugar onde se encontra a "vítima" ou o "brioso" que deverá "carregar a cruz do próximo ano" o que significa, também, fazer e pagar o "jantar da Cruz".

Gastronomia Minhota (castelense) na Rádio Alfa, em Paris

O Restaurante "o Augusto", em representação da Região de Turismo do Alto Minho e, naturalmente de Castelo do Neiva, vai estar presente na Semana da Gastronomia Portuguesa, de 14 a 24 de Março de 2008, na sala Vasco da Gama, na Rádio Alfa, em Paris.

Acedendo ao convite desta emissora de rádio (www.radioalfa.info), o empresário castelense vai apresentar um cardápio de dois menus, a pensar em "todos os que se encontram na região de Paris", convidando-os também "a desfrutar da boa mesa minhota, do peixe à carne, até aos doces tradicionais."

Praça da Alegria

Também esteve connosco o Jornalista – RTP - da Praça da Alegria Hélder Reis (exteriores) para em período Pascal visitar três Restaurantes: Camelo onde filmou o "Pé Descalço" (arroz de galo), Encanada (Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima) e Casa das Velhas (Arroz de Lampreia à Moda de Vila Nova de Cerveira). Também, filmaram diversos apontamentos de uma casa minhota com a tradicional mesa de doçarias e vinhos "finos" e outras vitualhas e que recebe o Compasso Pascal.


TURISMO EM MEIO RURAL - FÓRUM

Realizou-se no dia 19 de Março, pelas 15 horas, no Centro de Congressos do Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo, a apresentação do Relatório Preliminar do Estudo do Turismo em Meio Rural, no âmbito de candidatura feita ao Prime.

Presentes os Municípios da área da RTAM, as Associações de Desenvolvimento Local (Leader), as Associações Empresariais da área do Turismo no Espaço Rural – Turihab e Privetur, bem como a Adere-PG, o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Este Estudo pretende discutir o futuro, adaptando o território às mudanças que hoje se verificam no nosso País e na União Europeia. Por isso, mais do que diagnosticar o passado, espera-se desenvolver um trabalho que consiga dar resposta:

Às mudanças no mundo rural, com as alterações que se vêm preconizando em toda a estratégia de desenvolvimento para os territórios rurais;

Às mudanças no sector turístico, em que o investimento no espaço rural já não procura cobrir carências de oferta, mas sim dar resposta a uma nova procura que se divide em segmentos cada vez mais específicos, com necessidades diferenciadas;

Às mudanças no sector ambiental, onde se assume o turismo como sector/parceiro estratégico para o desenvolvimento do espaços naturais de especial interesse;

À evolução económica e social dos territórios rurais, para os quais o turismo foi motivo de grandes expectativas que, na grande maioria dos casos, não foram concretizadas.

Para dar resposta a estas questões, a RTAM desenvolveu todo o estudo tendo por base a divisão do seu território entre o que são freguesias rurais e freguesias urbanas.

Esta análise resultou no quadro adiante apresentado:

Esta análise, permitiu perceber que nos encontramos numa região predominantemente rural, em que apenas algumas freguesias do concelho de Viana do Castelo e as sedes de outros concelhos não são rurais.

Significa que as questões acima apresentadas que foram a base de partida para o estudo, fazem todo o sentido pois irão abranger uma mancha significativa do território do Alto Minho.

Perante este diagnóstico territorial, o estudo foi estruturado com 3 objectivos principais:

Objectivo 1:

Conhecimento da situação actual do turismo em meio rural (TMR) no Alto Minho.

Para responder a este objectivo esta a ser efectuado o diagnóstico de toda a oferta, por freguesias, tendo como principal objectivo perceber a dispersão territorial da oferta instalada. Não se concentrou apenas na oferta de alojamento, alargando-a a restauração (destacando os estabelecimentos recomendados por guias turísticos com notoriedade pública); empresas e actividades de animação; produtores/engarrafadores de vinho verde; artesanato; produtos locais (estes sem identificação territorial).

Tal análise poderá ser relevante por reflectir a dispersão territorial da oferta turística, assim contribuindo para o planeamento e definição de propostas de intervenção.

Do lado da procura turística, a análise em desenvolvimento não incidirá sobre dados convencionais da procura, por falta dos mesmos para o alojamento TER, mas sim sobre a procura de um perfil da procura nestes territórios.

Objectivo 2:

Fomento do turismo em meio rural como produto turístico integrado

Decorrendo de toda a produção teórica na área do turismo e também dos documento estratégicos hoje definidos para o espaço rural, deve-se olhar para aquele como um produto integrado, que resulta do complemento de actividades, oferecidas ao turista enquanto produto compósito e integrado.

Assim, através do cruzamento entre: os documentos estratégico previstos no estudo (PENT, PEN, Turismo no Norte de Portugal: uma região - quatro destinos, PRODER, entre outros); a análise da oferta turística; a análise da procura turística; pretende-se definir conceitos de produto integrado que deverá ser aplicado no Alto Minho.

Objectivo 3:

Definição das linhas de orientação para os próximos 10 anos de actividade

O envolvimento das instituições públicas e privadas no presente estudo não resulta de qualquer cumprimento legal do projecto.

Resulta sim de uma vontade da RTAM de que as propostas finais daqui resultantes sejam adequadas à realidade territorial e passíveis de concretização.

Através da estruturação de fichas de propostas, onde entre outros campos surgirão líderes de projecto, que não a RTAM, pretende-se definir um conjunto restrito de propostas passíveis de desenvolvimento pelos sectores público e/ou privado.

Ciente da reestruturação institucional do sector turístico, e também da anunciada reestruturação de competências administrativas, a RTAM pretende que este estudo possa ser uma base para trabalho futuro, sempre com um princípio de orientação: a qualidade da oferta turística de base de um território é a essência da sua actividade turística.

Tal significa que, se a promoção é essencial para um destino, tal como em qualquer outro produto comercial, pensar o território em função dela é manifestamente insuficiente, seja do ponto de vista institucional, ou da intervenção.

No entanto, se não houver uma oferta qualificada, gerida por quem tem competências para o fazer, por quem tem competências e capacidade de investimento, seja uma entidade pública ou privada, jamais se terá uma oferta qualificada e, consequentemente, um produto turístico de qualidade.

É a procura desta qualidade da oferta para o espaço rural, que vai do pequeno produtor até ao Hotel com SPA, que se pretende definir no presente estudo. Este trabalho constante foi o suporte da marca Alto Minho, hoje com forte notoriedade no mercado nacional e em mercados estrangeiros de proximidade.

FÓRUM,

O Fórum, bastante participado, permitiu à equipa técnica do Estudo – empresa NML, retirar alguns elementos para de seguida avançar com consultas individuais aos Municípios, às Associações de Municípios, as Associações de Desenvolvimento Local, as Associações e Centrais de Reservas do Turismo no Espaço Rural, as Associações do sector da Animação e de outros Produtos do território rural.

Informação RTAM




ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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