Jornal Digital Regional
Nº 382: 22/28 Mar 08 (Semanal - Sábados)
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HÓQUEI

SEGUNDOS FINAIS FATAIS PARA O HÓQUEI CLUBE DE SEIXAS

TÍTULO DA III DIVISÃO DA SÉRIE A ESCAPOU POR UM TRIZ

Um pénaltie convertido pelo Infante Sagres a 30 segundos do final do jogo, estabelecendo o empate a três bolas e uma outra grande penalidade desperdiçada pelo Seixas a 7 segundos do término do tempo regulamentar, impediram que este clube se sagrasse vencedor da Séria A do Campeonato Nacional da III Divisão.

Foi uma partida de emoções fortes jogada virilmente e em algumas situações até com demasiada dureza, a que se assistiu no ringue do Seixas apinhado de espectadores das duas equipas no passado dia 15, em que estava em causa o primeiro lugar dessa série e o acesso directo ao Campeonato Nacional da II Divisão da próxima época.

O Seixas Hóquei Clube partia para esta derradeira jornada com dois pontos de atraso em relação ao seu rival, apenas lhe interessando a vitória para o ultrapassar na classificação.

Desde início se verificou um pendor mais ofensivo do Seixas, perante um Infante mais retraído e tentando impedir que o ritmo aumentasse, recorrendo por diversas vezes a paragens para que os seus jogadores recebessem assistência.

Era grande a tensão dos jogadores e a faltas sucediam-se com alguns jogadores "entalados" contra as tabelas.

Aos 21' o Infante mandou uma bola à barra e mesmo a terminar a primeira parte os da casa efectuaram três remates seguidos à baliza adversária mas sem conseguir marcar, mantendo-se o zero a zero inicial favorável aos portuenses.

A segunda parte apresentou-se mais rápida por parte das duas equipas e aos 5' Nuno rematou ao poste após bom passe de Rudi, voltando o Seixas a desperdiçar nova oportunidade para inaugurar o marcador quando um minuto depois o mesmo Nuno não consegui desfeitear o guarda-redes adversário na marcação de um livre directo que ditou um cartão azul para um hoquista do Infante.

Até que a insistência dos visitados resultou, quando aos 10' Rudi rematou de longe apanhando desprevenido o guardião adversário, batendo-o por baixo e fazendo o primeiro golo perante o júbilo dos adeptos locais.

Ainda se faziam ouvir as manifestações exuberantes dos apoiantes seixenses quando o Infante empatava de seguida.

Assistiu-se então a alguma menor concentração da defesa seixense a permitir situações complicadas frente à baliza de Vasco, talvez devido a um algum cansaço da equipa que mais atacou, até que os visitantes viraram o resultado aos 18'.

Apesar deste percalço, o Seixas reagiu e, aos 19', com um remate de meia distância, de raiva, do ainda júnior de primeiro ano Rafa que tinha regressado ao ringue, foi restabelecida a igualdade, criando fundadas esperanças nos seus apoiantes.

Assim sucedeu e um minuto depois Nuno aproveitou bem uma bola frente ao guardião adversário e deu a volta ao resultado, criando um ambiente de grande euforia no recinto.

Quando já não se acreditava que o Infante pudesse voltar a marcar, uma intervenção do guarda-redes do Seixas a tentar desviar uma bola, foi entendida pelo árbitro como merecedora de sanção, daí resultando o empate a três.

Quando tudo parecia perdido, novo alento surgiu a 7 segundos do fim, quando o árbitro assinalou grande penalidade a favor dos seixenses.

Mas o destino estava traçado porque Nuno não conseguiu converter, para alívio dos adeptos do Infante e desilusão dos seixenses.

Não se pode dizer que o resultado seja injusto, mas para quem via o primeiro lugar mesmo ali na ponte do stick a escassos segundos do fim da partida, como aconteceu com o Seixas a jogar em casa, o empate foi bem penoso de digerir.

Nora Terleira, principal responsável pela secção de hóquei da Casa de S. Bento, depois de ter dado os parabéns aos vencedores, referiu ter sido "um jogo entre David e Golias", atendendo a que o Infante possuía outras capacidades, bastando ver que os seus jogadores eram remunerados, ao contrário do que sucede com os de Seixas, totalmente amadores.

Disse não compreender a mudança do árbitro "à última hora e alguém terá de dizer porquê", afirmando que se o Seixas não ganhou "foi porque o árbitro não o quis", numa alusão ao penaltie marcado à ultima hora e que "nunca o foi".

Apesar deste percalço, reconheceu que os jogadores seixenses dignificaram as camisolas, "caindo de cabeça levantada" num bom jogo, embora insistindo na actuação do árbitro que "não esteve à altura".

Apontou ainda o dedo à Associação de Patinagem do Minho, pela falta de apoio aos clubes seus filiados, dado que se "preocupam com outras coisas" e não com o facto de "serem nomeados árbitros do Porto nos jogos do Porto e para os do Minho vêm árbitros de fora".

"Coisas do desporto", desabafou.

Resta agora ao Seixas participar numa liguilha a quatro, dos quais são apurados dois que subirão à II Divisão.

Junta de Freguesia de Seixas

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