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MOLEDO
"Serração da Velha" encheu auditório do Centro Cultural
Moledo não desmereceu a tradição e a "Serração da Velha" subiu ao palco do auditório do Centro Cultural de Moledo no passado dia 15, numa iniciativa da Associação Moledense de Instrução e Recreio, cuja receita reverteu a favor do Centro Cultural e Desportivo Moledense.
Duas pequenas peças (com várias referências à ASAE) e um telejornal antecederam o prato forte da noite, com as notícias mais marcantes da freguesia a dominar as atenções da assistência: "Tochas para iluminar a freguesia" - "Coletes fosforescentes para os cães vadios" - "Rampas de madeira na ecovia para entrar e sair das leiras" - "Autocarro para o Grupo de Futebol" - "Hospital particular em Moledo" - "Kick-Box na freguesia".
Marcou presença neste telejornal o Cardeal D. Manuel Azevedo a fim de dissertar sobre os novos pecados decretados pelo Vaticano, abordando a manipulação genética e o aquecimento global para chegar à conclusão de que o homem é que muda o clima com as elevadas temperaturas que consegue atingir (40º graus (!) na praia de Moledo), apresentando ainda outros dogmas que aqui nos abstemos de enunciar para que o "efeito de estufa" não estorrique ainda mais o palavreado utilizado pelo emérito….
Por último, o julgamento da Velha (algo trapalhona na leitura das deixas porque "via mal", conforme justificou uma das testemunhas de acusação) rematou o serão, com o sempre picante testamento com que presenteou os conterrâneos e amigos e algumas instituições
José Canas, actor e dirigente do Moledense, considerou ter sido "muito complicado" ensaiar em apenas mês e meio, vendo-se obrigados a "ficar aqui até bem entrados na madrugada".
Escasseiam ao actores e pela segunda vez foi forçado a alinhar nestas representações, embora soubesse os seus papeis de cor.
"Isto é muito bom para o Moledense e é muito grato ver tanta gente a assistir" acrescentou, para agradecer igualmente a colaboração da AMIR e dos próprios dirigentes do clube de futebol.
Madalena Lourenço foi "engatada" à última hora para fazer de bruxa e ler as deixas, razão pela qual se atrapalhou um pouco, embora rejeitasse qualquer receio de as dizer em voz alta: "Sempre para a frente!" asseverou. Eis algumas das deixas: Ao Henrique do Frade
E ao seu filho Máquinas
E também quero deixar
Ao padre da freguesia
Ao Bento Sobreiro não vou deixar
À Nanda cabeleireira
A Junta da Freguesia
Ao Zimbra do Perrinchão
E ao Tio Zé Veiga
Ao Luís Carteiro
Ao meu amigo Quim Seixo
Ao deputado Jorge Fão
Ao Manuel Alexandre
À Madalena do Presigo
Ao café do Katimar
Ao juiz do tribunal
Aos jogadores do Moledense
Ao pessoal de Cristelo
À Câmara de Caminha
À filha do João Conde
E ao seu amigo Quim Guardão
E ao pessoal de Caminha
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