Jornal Digital Regional
Nº 382: 22/28 Mar 08 (Semanal - Sábados)
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SANTA CASA DA MISERICÓRDIA COM RESULTADOS POSITIVOS

FECHO DO ATL PODERÁ ACARRETAR DESPEDIMENTOS

Transformação do espaço da comissão de festas em núcleo museológico

Das palavras de António Afonso, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, ao abrir a Assembleia Geral que aprovou as contas de 2007, pôde-se depreender que a instituição se encontra numa situação financeira estável, chegando mesmo a afirmar que "excedemos as expectativas".

Satisfeito com os "resultados positivos" alcançados à custa da "redução de custos", a Mesa da Misericórdia mantém como objectivo o "progresso" da instituição.

Com um movimento de 692.000€ e um saldo de cerca de 70.000€, a instituição tem apostado em alguns projectos novos, tal como a ampliação da creche mercê de uma candidatura ao Programa Pares, a inventariação do património já disponível no site da União das Misericórdias, estabelecimento de um protocolo com a Junta de Caminha para fornecimento de computadores, edição de revista, candidatura conjunta com a Gulbenkian destinada a dotar o pré-escolar com kits de música no próximo ano lectivo, pintura exterior do Centro Infantil e obras de remodelação e licenciamento do café deste complexo infanto-desportivo, foram algumas das actividades desenvolvidas no último ano, expressas no Relatório de Actividades e escalpelizadas por Pedro Giestal, tesoureiro da Santa Casa.

Embora as despesas com pessoal tenham sido reduzidas, devido, essencialmente, a licenças por parto de algumas funcionárias, o espectro de despedimentos paira sobre as funcionárias, a partir do momento em que encerrou o serviço de Atendimento de Tempos Livres (ATL) em Julho do ano passado, originado pelo prolongamento do horário escolar.

Esta situação comum a outras instituições afins poderá gerar dispensa de trabalhadores, caso não sejam criadas alternativas, conforme deu a conhecer Pedro Giestal, sendo que as funcionárias destacadas pelo Estado para exercer funções nas valências da Misericórdia deverão ter o lugar assegurado, equivalendo a dizer que as demais correm mais riscos.

O estabelecimento de horários entre as 7 da manhã e as 9 horas e das 18 às 21 horas, de modo a preencher os tempos em que as crianças não estão na escola, torna-se incompatível, temendo ainda que os jardins de infância venham a sofrer idêntica medida.

"BONS RESULTADOS"

No entanto, a Santa Casa pretende aumentar o número de utentes no Lar de Stª Rita, em Vila Praia de Âncora, bem como conceder mais apoio domiciliário face à procura existente, conforme destacou Rui Matos, presidente do Definitório (Conselho Fiscal), o qual, ao ler o parecer deste órgão relativamente às Contas em apreciação (aprovadas por unanimidade), elogiou os "bons resultados" com a duplicação dos lucros, concluindo que a instituição tem "capacidade para se auto-financiar", a despeito das "medidas tomadas pelo Governo" que afectaram algumas valências.

CRIAÇÃO DE NÚCLEO MUSEOLÓGICO DIVIDE OPINIÕES

Um assunto que vem gerando alguma polémica no seio da Irmandade relaciona-se com a decisão da Mesa Administrativa de transformar a sede da comissão de festas do Concelho de Caminha e em honra de Sta Rita de Cássia num núcleo museológico dos bens móveis da instituição.

António Cavalheiro pediu esclarecimentos à Mesa e António Afonso confirmou essa opção, tendo em vista preservar e divulgar o património móvel existente num espaço que se encontra fechado onze meses no ano, numa sala localizada na zona mais nobre da vila de modo a torná-la numa "área de atracção turística".

Explicou o processo resultante deste objectivo e as diligências efectuadas junto da comissão de festas, levando depois Victor Couchinho, membro da referida comissão, a dar a sua versão do sucedido

Como conclusão da discussão, António Afonso referiu nada ter contra a comissão de festas e existir vontade da Mesa em encontrar um local "alternativo e digno", conforme o secundou Fernando Miranda, membro da Direcção da Santa Casa.

Contudo, também outras senhoras pertencentes a comissões anteriores, se revelaram contrárias à extinção deste espaço, alegando que sempre foi reconhecido como o local histórico para a organização das festas.

CAPELA PERTENCE À SANTA CASA

Numa tentativa de desfazer boatos que corriam na vila, o irmão José Lima interpelou a Mesa sobre a titularidade da Capela da Misericórdia, numa altura em que o ex-IPPAR procede ao controle técnico da intervenção que decorre neste templo.

Segundo reafirmou a Mesa Administrativa, a capela pertence à Misericórdia e encontra-se registada no seu nome, desvalorizando, portanto, o que se diz na rua.

Relativamente aos reparos do mesmo irmão, sobre o cuidado a ter com o interior do templo enquanto que durarem as obras -nomeadamente a substituição da cobertura-, concordou que as talhas devem ser protegidas do pó.

José Lima chamou à atenção da Mesa da necessidade de "pôr este espaço (auditório) a funcionar", reactivando o cinema e realizando colóquios, obtendo como resposta que se prevê a vinda de técnicos a este equipamento no intuito de avaliar as suas capacidades e funcionalidade.

"O cinema não é rentável", afirma a Mesa, pretendendo adaptá-lo e criar parcerias "fora e dentro do município", sendo recordado que presentemente, "tudo muda muito rapidamente", dando como exemplo o que sucedeu com os ATLs: "-Quem diria há três anos que iriam fechar?".

SEMANA SANTA - Procissão do Enterro

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De 2ª a 6ª Feira - 9-12H e 14H30-19H

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
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