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VILAR DE MOUROS "É triste que vamos para o terceiro ano deste mandato e verificamos que não há investimento"- Carlos Alves, presidente da Junta Junta e PortoEventos definem posições Criação de espaço de lazer na Travessa da Lapa
A Junta de Freguesia de Vilar de Mouros considera "uma situação completamente inédita estar tanto tempo sem investimentos" na sua freguesia, como vem sucedendo desde o início do actual mandato, acusando ainda a Câmara de Caminha de "nos ter habituado já a que os seus planos de actividades não são para cumprir", acentuou Carlos Alves, presidente da autarquia vilarmourense.
Estes desabafos foram proferidos quando a Assembleia de Freguesia analisava o Plano de Actividades e Orçamento da Junta para o corrente ano, acrescentando que no plano camarário apenas duas obras tinham verbas definidas, podendo, por isso, vir a ser realizadas. Contudo, mostram-se cépticos, apesar de a Câmara lhes ter pedido para indicarem as intervenções que considerassem prioritárias, fazendo votos para que em 2009 "sejam feitas obras, já que é ano de eleições". A autarquia, embora descrente dos apoios que possam vir a receber ("Não há um tostão que a Junta preveja que venha da câmara", desabafou Carlos Alves), apontam para números na ordem dos 140.000€ no seu Orçamento, sendo que grande parte desta verba dependerá de dinheiros próprios.
Terminar o alargamento do cemitério novo, alargamento dos caminhos do Depósito e da Sª da Lapa (ambos em Marinhas), construção do caminho do Riadouro, criação de um espaço de lazer na Trav. da Lapa, arranjo do aqueduto à entrada do caminho de Campos (há vários anos à espera de uma reparação solicitada à câmara), são alguns dos projectos contemplados no plano vilarmourense ou no da câmara, e que gostariam de ver concretizados. "DISCREPÂNCIAS" No ano passado, a Junta de Vilar de Mouros recusou receber a incumbência de limpar os arruamentos municipais, através de um protocolo que a câmara pretendia implementar, disponibilizando para tal efeito 7.500€. Considerou a verba insuficiente. Em 2008, aumentaram para 9.000€, mas autarquia vilarmourense continua a achar que é pouco para realizar um trabalho cabal em toda a freguesia, acusando ainda o executivo social-democrata liderado por Júlia Paula de praticar "disparidades", dando como exemplo a freguesia de Venade (PSD) que viu aumentada a sua verba para 15.000€, perguntando a Junta de Vilar de Mouros qual a razão para tal discrepância, atendendo a que essa aldeia não possui mais extensão de caminhos municipais do que a sua. "CÂMARA ENVIOU PESSOAL E EQUIPAMENTO" Citou outros exemplos, denunciando ainda Carlos Alves que em certas freguesias que aceitaram delegação de competências para limpar ruas e valetas, a Câmara "também enviou pessoal e equipamento" a fim de realizar esse serviço.
Em matéria de limpezas, foi igualmente apontado o dedo ao estado da estrada de Marinhas, em que as valetas e bermas se encontram em mau estado, além da vegetação invadir as faixas de rodagem. PROLONGAMENTO DO IC1 ATÉ VALENÇA SEM REPAROS
Tendo já sido recebido o estudo de impacte ambiental do prolongamento do IC1, desde Vilar de Mouros até Valença, a Junta de Freguesia, após apreciá-lo, não lhe mereceu grandes reservas, mas "não sabemos o que vão fazer", referiu Basílio Barrocas, secretário da autarquia. PONTE ROMÂNICA MARCA PASSO
O restauro da ponte românica de Vilar de Mouros continua a marcar passo, conforme salientou Jorge Alves, delegado eleito pela CDU, pedindo por isso explicações à Junta, a qual se baseou nas justificações apresentadas pela Câmara, alegando que o novo atraso se estará a dever à fusão do IPPAR com a Direcção Regional dos Edifícios e Monumentos Nacionais, levando a que o protocolo a celebrar entre o Estado e o Município ainda não tivesse sido celebrado.
Da parte da oposição social-democrata, a delegada Anabela Vau interpelou o executivo da CDU sobre a obra no caminho de Riadouro e a realização do Festival de Vilar de Mouros. FESTIVAL AINDA SEM OPÇÃO Relativamente ao primeiro assunto, a Junta está a equacionar a abertura do caminho, depois de efectuar o levantamento de um muro, e quanto ao segundo, "nem há boas, nem más notícias", referiu Carlos Alves. O autarca reconheceu que já lhes deram dois ultimatos (Porto Eventos), pois há direitos que a autarquia reclama, nomeadamente financeiros, mas existem outros que essa empresa também reclama. Foi programada uma reunião para este mês (já concretizada, aliás) a fim de tentar clarificar a situação e só depois a Junta tomará uma opção.
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