Jornal Digital Regional
Nº 373: 19/25 Jan 08 (Semanal - Sábados)
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TRIBUNA
Espaço reservado à opinião do leitor


Lisboa-Dakar no norte de Portugal

Há dias fomos surpreendidos com anulação da prova de todo-o-terreno Lisboa-Dakar, devido a problemas de segurança. Parece que os terroristas da Al Quaid ou associados fizeram diversas ameaças que foram levadas muito a sério pela organização e pelos serviços secretos franceses.

Certo é que a prova foi anulada, pela primeira vez em trinta anos e diversos municípios e empresas portuguesas ficaram seriamente prejudicadas pois tinham já efectuado investimentos avultados nas mais diversas áreas.

Ocorreu-me que para minimizar os prejuízos e principalmente para não defraudar as expectativas dos concorrentes e dos aficionados, poderia ter saído para a estrada uma versão mais reduzida do Lisboa-Dakar, que passaria a ser o Lisboa-Valença, aproveitando algumas das melhores pistas do todo-o-terreno nacional.

A Nacional 10 ou a Nacional 1 por exemplo, e mais a norte, que é o que nos interessa, a Nacional 13.

Que suprema beleza ver os bólides a atravessar Vila do Conde e Póvoa do Varzim, quais aldeias africanas, a ponte de Fão ou a de Viana, para atingirem o clímax nas mais rudes pistas europeias, desde a saída desta linda cidade até Valença.

Só não sei se depois da viagem até à Princesa do Lima, os veículos iriam aguentar o último esforço de percorrer a EN-13. Iria ser duro para os pilotos e para as assistências, muitas peças iriam ceder pelo caminho. Enfim, isto é que é competição!

Isto vem a propósito das condições miseráveis, da vergonha que é a Nacional 13, semeada de buracos, o piso todo partido e irregular, que uns funcionários remendam quase diariamente sem qualquer resultado prático, que não seja pôr o pavimento ainda mais irregular.

O Instituto de Estradas continua a fazer vista grossa para a mais importante via de comunicação do Alto-Minho que é da sua jurisdição, na mesma semana em que se teve conhecimento que este Instituto com 1800 funcionários, possui 800 viaturas de serviço que abasteceram em 2007 mais de 5 milhões de euros de combustível. Estamos perante um consumo médio de consumo por viatura de 6.250 euros.

Nem vale a pena fazer contas aos quilómetros que teoricamente cada funcionário percorreu. E para quê, em serviço? Mas que serviço?

Mais um escândalo, mais um exemplo da roubalheira que opera (até agora) impunemente no Estado português.

Enquanto os portugueses na generalidade pagam os combustíveis a peso de ouro, devido aos pesados impostos aplicados, há uma minoria de portugueses que alegremente se passeia à nossa custa, nas estradas que, por missão, deviam zelar e conservar.

Brito Ribeiro

Bloco lança petição em defesa do SNS

As contínuas tentativas de boicote e desarticulação do SNS têm constituído uma característica marcante ao longo dos sucessivos ministérios da saúde. Por isso, o Bloco de Esquerda lança, neste domingo, uma campanha nacional cujo objectivo é recolher 100 mil assinaturas para obrigar o parlamento a tomar medidas em defesa do Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito. Nos próximos meses, esta campanha vai percorrer o país com bancas de assinaturas, sessões públicas e apresentação de várias iniciativas legislativas no domínio da saúde.

É significativo que o primeiro signatário desta petição seja António Arnaut, militante socialista e fundador do SNS.

Petição à Assembleia da República

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde geral, universal e gratuito

A actual política de saúde, em especial o encerramento de serviços e o corte de despesas necessárias ao seu bom funcionamento, tem degradado o Serviço Nacional de Saúde: o acesso é mais difícil e a qualidade da assistência está ameaçada. O SNS é a razão do progresso verificado nas últimas décadas na saúde dos portugueses. Ao serviço de todos, tem sido um factor de igualdade e coesão social. Os impostos dos portugueses garantem o orçamento do SNS e permitem que a sua assistência seja gratuita. Não é legítimo nem justificado exigir mais pagamentos.

Os signatários, reclamam da Assembleia da República o debate e as decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito.

Primeiro Signatário: ANTÓNIO ARNAUT, advogado e ex-ministro dos Assuntos Sociais Restantes Signatários: BATEL MARQUES, farmacêutico e prof. niv., presidente da Secção Regional de Coimbra da Ordem dos Farmacêuticos, Coimbra - CIPRIANO JUSTO, médico e prof. univ., especialista em saúde pública, Lisboa - JOÃO SEMEDO, médico e deputado à Assembleia da República, Porto - JOSÉ ARANDA DA SILVA, farmacêutico, ex-presidente do INFARMED, ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Lisboa - JOSÉ CARLOS MARTINS, enfermeiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Lisboa - JOSÉ MANUEL SILVA, médico dos HUC, prof. universitário, presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Coimbra - MANUEL ALEGRE, deputado e vice-presidente da Assembleia da República, Lisboa - MANUEL STRECHT MONTEIRO, médico especialista de ginecologia e obstetrícia, ex-director da Maternidade Júlio Dinis, ex-deputado do PS, Porto - NUNO GRANDE, médico e professor universitário, Porto - OCTÁVIO CUNHA, médico pediatra, director do serviço de cuidados intensivos neo-natais e pediátricos do Hospital Geral de Santo António, Porto - PEDRO NUNES, médico e bastonário da Ordem dos Médicos, Lisboa

Sebastião Torres

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
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