"Para o ano outra vez", assim se exprimiu Casimiro Baptista, ensaiador do grupo cénico do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense há já muitos anos e que na noite do Dia de Natal voltou a apresentar-se em palco, cumprindo uma tradição que honra os vilarmourenses, e que promete perpetuar-se no futuro, conforme também vaticinou Sónia Fernandes, presidente da direcção.
"É sempre difícil encontrar malta que goste e queira", admitiu Casimiro Baptista, mas, simultaneamente contente por ainda existir juventude persistente em Vilar de Mouros, "ano atrás de ano", já que o elenco é praticamente o mesmo dos últimos anos.
A escolha da peça é sua, depois de procurar textos antigos que as pessoas têm em casa, "preparando-os e adaptando-os de acordo com o conhecimento que já tenho dos actores".
Embora o público não fosse em número que entusiasmasse, atribuiu-o ao frio que se fazia sentir e "às fracas condições da casa", admitindo que aquando da reposição da peça, apareçam mais assistentes.
Os custos da montagem das peças é sempre elevado, levando este grupo de jovens a "trazer o guarda-roupa da casa".
Esperam agora contactos de outras colectividades a fim de puderem actuar em diversas freguesias.
Sónia Fernandes, presidente do CIRV e fazendo de ponto nesta actuação, reconheceu ser difícil nos dias de hoje juntar um grupo de jovens que desde finais de Setembro começaram a ensaiar até ao próprio dia do espectáculo.
Todo o grupo aderiu e ajudou a montar o cenário, apesar das noites de frio que tiveram de suportar, pelo que "louvo o seu trabalho, a boa vontade e gosto, ao sujeitarem-se a este frio a fim de manter a tradição neste dia, e que seja por muitos e muitos anos".
Todos os adereços resultaram da sua utilização em anos anteriores e alguns novos usados nesta representação foram doadas por diversas pessoas ou cedidos pelos próprios intérpretes, embora outros tivessem de ser adquiridos.