Ubuntu – Paz, Amor, Fé e Sonho. Uma série de quatro livros inspirada no ideal Ubuntu, com ensaios biográficos, fotografias e citações de outras tantas figuras que o encarnam : Madre Teresa (Amor); Mahatma Ghandi (Paz), Desmond Tutu (Fé) e Martin Luther King (Sonho). São livros para oferecer a alguém, ou, se calhar, a nós próprios, apresentados em bolsas de pano individuais – uma prenda que já vem embrulhada, mas cuja riqueza vem toda de dentro.
MeWe – Love, Humanity and Us. Uma autêntica jóia que fala a mais universal de todas as línguas e um álbum de fotografia que guarda a memória do que todos somos para nos aquecer o coração em qualquer circunstância. Cerca de 200 fotografias, a que o adjectivo “magnífico” se aplica como em poucas ocasiões, que nos contam histórias de amor de pessoas das mais diversas proveniências, que nos recordam que cada um de nós é feito de todas as cores, de todas as formas, de todas as culturas e religiões, de todas as latitudes e longitudes do planeta. Com uma introdução do arcebispo Desmond Tutu, este é o livro para oferecer sem medo a qualquer pessoa que queremos que se sinta bem, independentemente da idade ou do sexo – a quinta-essência do Ubuntu está aqui: nas histórias de amor e de humanidade de todos os milhões de seres que somos nós.
Desporto — Como já vem sendo tradição na QuidNovi, o Natal é também altura para aquecer o coração (ou consolar as mágoas, consoante a classificação presente do clube de cada um…) aos adeptos daquele a que os ingleses chamam ”the beautiful game”: 100 Momentos do FCPorto, de Júlio Magalhães, 100 Momentos do Sporting, de Jorge Gabriel e 100 Momentos do Benfica, de João Malheiro, são as propostas deste ano, porque o Ubuntu também está na beleza do jogo, na confraternização, no fair play, nos risos e nas lágrimas, nas derrotas e nos triunfos que perpassam nestes instantâneos de três grandes clubes com muita história para contar.
E ainda – Dois relançamentos “com prenda” de dois sucessos da QN: a grande biografia Mandela, Um Retrato Autorizado, de Mike Nicol, numa edição especial apresentada numa caixa com oferta de um DVD, e o coffret de oferta de Caves d’Ouro/ The Port Wine Heritage, nas versões portuguesa ou inglesa, respectivamente, apresentado numa belíssima caixa que, para além do livro, inclui uma garrafa de Quinta do Noval Late Bottled Vintage 2001 e dois copos para degustação de Vinho do Porto.
A FICÇÃO
O Último Minuto na Vida de S., de Miguel Real – O último grande amor português – o de Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro – rememorado por S. no seu último minuto de vida, quando a avioneta onde ambos viajam se incendeia e está prestes a despenhar-se. Uma narrativa de onde emerge uma personagem feminina forte, apaixonada e lúcida, cujo sentido crítico e de independência não se verga às convenções sociais, morais e políticas do Portugal ainda arcaico e provinciano das décadas de 1960 e 70. Uma pequena grande narrativa que, apoiando-se em factos históricos, presenteia os leitores com uma das personagens mais fortemente romanescas da nossa história contemporânea.
Shantaram, de Gregory David Roberts – Um romance sobre a aventura de um homem, a alma de um povo e a paixão de uma vida – assim se pode caracterizar esta saga gigantesca que parte da própria vida do seu autor: um australiano ex-revolucionário e toxicodependente, que foge da prisão onde cumpre pena por assalto à mão armada e aporta a Bombaim, onde conquista, a pulso e à sua custa, uma nova vida, um novo nome e uma nova forma de ver e estar no mundo.
Uma história de crescimento e evolução espiritual numa aventura vertiginosa e impossível de parar de ler. Não por acaso, Johnny Depp disputou (e ganhou) com Brad Pitt o direito de produzir e protagonizar a adaptação cinematográfica de Shantaram para o grande écran: está previsto para 2008 a estreia de Shantaram – o filme – realizado por Mira Nair e com Depp no papel titular. Antes que o imaginário cristalize e Shantaram ganhe para sempre as feições de Johnny Depp e do restante elenco, escolhido entre a nata dos actores de Bollywood, não perca por nada a oportunidade de ler esta aventura verdadeiramente inesquecível na íntegra, porque ela e os personagens merecem.
A NÃO-FICÇÃO
Banida, de Jasvinder Sanghera – Um testemunho e um repto de esperança escrito por uma mulher de coragem que desafiou a lei ancestral que a impedia de estudar e a forçava a casar-se, ainda adolescente, com um homem muito mais velho que passaria a ser seu dono e senhor. Uma história que não se passa em qualquer país africano ou asiático mas sim em plena Europa, no seio de uma família da comunidade sikh emigrada em Inglaterra.
Banida do seu meio familiar e sociocultural pelo crime de desobediência, abandonada inteiramente à sua sorte depois de ter fugido de casa, Jasvinder é até hoje vítima de ameaças de morte, principalmente por parte da família, mas conseguiu, apesar de todas as adversidades, cumprir o seu maior sonho – prosseguir estudos universitários. É activista internacional contra os crimes de honra, fundadora e presidente de um abrigo para mulheres asiáticas (Karma Nirvana) e acaba de ser galardoada em Londres, no passado mês de Outubro, com um Prémio Mulher do Ano/ Janela para o Mundo, quer pelo seu livro, quer pelo trabalho de denúncia que tem desenvolvido em prol das mulheres vítimas de casamentos forçados.
ar por mais este motivo de orgulho proporcionado por um dos seus autores num ano que se tem revelado particularmente pródigo: três semanas após a atribuição do Prémio José Saramago a valter hugo mãe pelo seu notável “o remorso de baltazar serapião”, é agora a vez de Marina Nemat ver premiada a coragem e o talento de escrita por este galardão que muito nos honra