António Felgueiras, vice-presidente da direcção da Associação de Pescadores para a Preservação do Rio Minho, manifestou-nos o descontentamento latente na comunidade piscatória seixense, face ao agravamento (mais de 400%) da taxa de vistoria às barracas onde guardam os apetrechos de pesca, na marginal desta freguesia.
"Já pagamos 75€ à câmara pela utilização das barracas sem que tenhamos qualquer benefício e 12€ pela licença de a possuirmos, e agora somos confrontados com este aumento de 3€ para 35€/ano pela vistoria", lamentou-se este pescador seixense.
João Cabeças, comandante da Capitania de Caminha, confirmou-nos a existência de uma portaria que estabeleceu uma taxa única para todo o país sem atender à área ocupada, o que considerou errado, facto já comunicado à Direcção-Geral da Autoridade Marítima a fim de ser alterada, embora não possua qualquer informação de que tal venha a suceder.
Entretanto os 48 pescadores possuidores das barracas desesperam perante tanta taxa e indiferença da parte das autoridades locais e centrais.