Azevedo programou um orçamento de 224.000€ para o próximo ano, em que a grande aposta recai na aquisição da antiga casa florestal, numa tentativa de a tornar num ponto de apoio do turismo rural.
Desactivada há largos anos e em estado de ruína, a Junta de Freguesia continua a insistir junto dos Serviços Florestais para que vendam o imóvel, dado que ele se encontra em terreno baldio da aldeia, cedido para que funcionasse como Casa Florestal.
Como tal, a autarquia teria prioridade na sua compra, dado que ninguém poderia construir no local, no caso de algum particular o pretender, sem que a Junta o autorizasse, apenas podendo levar consigo as pedras da construção eventualmente adquiridas
Júlio Afonso, presidente da Junta, mostrou-se convicto de que conseguirá atingir este objectivo.
DOIS CAMINHOS PARA 2008
Além da compra deste património, o Plano de Actividades (P.A.) da autarquia para 2008 inclui como prioritário o alargamento da R. do Regueiro ("onde um carro não cruza com outro", referiu o autarca) e do Carreiro Velho, danificada por uma linha de água proveniente do monte e que já derrubou um muro.
Contudo, tudo dependerá daquilo que a Câmara disponibilizar para a freguesia, mantendo-se a Junta em expectativa quanto a essa decisão, após uma reunião com o vereador com o pelouro das freguesias, o qual já se deslocou a Azevedo com um técnico a fim de avaliar a situação e custos das obras, mas cujo veredicto ainda era ignorado à data da realização da sessão.
REFLORESTAÇÃO DOS BALDIOS
A Junta também aposta na reflorestação dos Baldios, e avançou com um projecto que aguarda aprovação, de modo a "saber o que podemos fazer", explicou Júlio Afonso no decorrer da reunião da assembleia de freguesia em que o Plano e Orçamento foram aprovados por unanimidade.
O facto de os documentos respeitantes ao Plano de Actividades não terem acompanhado a convocatória enviada aos delegados, ainda levaram a Junta a apresentar a retirada deste ponto da ordem de trabalhos, mas perante a viabilização da sua aprovação manifestada pela oposição social-democrata, invocando o facto de o Orçamento já indiciar as obras pretendidas, e, no fundo, constantes do P.A., acabou por se manter, vindo a ser aprovado por unanimidade.
O facto de a escadaria de acesso à sede da Junta te sido removida, levou o social-democrata José Luís Lima a pedir explicações sobre o seu desaparecimento.
Segundo explicou Júlio Afonso, a protecção estava podre e ruiu, havendo agora necessidade de a substituir.
A assembleia aprovou ainda o regulamento de taxas a praticar pela junta, de acordo com a legislação actual.