Continua a decorrer a acção interposta pela Junta de Freguesia de Seixas, na tentativa de evitar que uma escritura justificativa de posse de terreno a favor da Confraria de S. Bento, conceda a esta irmandade a titularidade do Largo de S. Bento, espaço este que a autarquia entende ser público.
Após serem apresentados inúmeros documentos, o que ainda sucede por parte da ré (Confraria) no decorrer da audição das testemunhas, o Juiz sugeriu a possibilidade de ser encontrado um ponto de convergência entre ambas as partes.
Recorde-se que este diferendo vem dividindo a freguesia, havendo quem tome partido por uma parte ou outra, ou mesmo quem entenda que esta situação não faz sentido, pois o largo é usufruído livremente por toda a comunidade.
No recomeço de mais uma sessão do julgamento na passada Quinta-feira, o Juiz interpelou os advogados sobre um eventual acordo, mas a avaliar pelas suas expressões, a coisa ainda está verde.
Nesta fase, estão a ser inquiridas as testemunhas arroladas pela Confraria, expressando a sua convicção -na maior parte dos casos baseando-se no que os seus antepassados lhes transmitiram- de que o largo pertence a esta instituição religiosa, além de referirem que as obras, benfeitorias e limpezas correram a seu cargo.
Confrontando as actuais declarações com as das testemunhas apresentadas pela junta e já ouvidas, o Juiz chegou a desabafar que "está tudo em contradição".
Perante este cenário, veremos se a proposta de entendimento resulta.