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ESTUDOS PRÉVIOS DO PROLONGAMENTO DO IC1 ATÉ VALENÇA E LIGAÇÃO DA A3 A PAREDES DE COURA E VILA NOVA DE CERVEIRA ESTARÃO CONCLUÍDOS ATÉ AO 3º TRIMESTRE DE 2009
Paulo Campos, secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, veio até Valença, sede da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho, assinar os autos de consignação dos estudos prévios do prolongamento do IC1 desde Vilar de Mouros até Valença e da ligação à A3 entre Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura.
Serão duas as hipóteses em estudo em ambos os traçados, quer aproveitando a actual EN13, no primeiro caso, quer as actuais EN302/303, no segundo, ou criando-se traçados totalmente novos mais para nascente das actuais vias. O facto de as três estradas nacionais apresentarem diversos constrangimentos nos seus traçados, designadamente a existência de inúmeras habitações junto às suas bermas, poderá fazer pesar os estudos a favor da abertura de novas faixas de rodagem, embora estas apresentem outros óbices, casos de uma orografia com mais relevo, zonas de Rede Natura ou de interesse arqueológico (castro da Gávea). O prolongamento do IC1/A28 deverá ter uma extensão de 22 km com duas vias para cada lado, com custos estimados em 65 milhões de euros, enquanto que a ligação Paredes de Coura/ Vila Nova de Cerveira à auto-estrada (A3), terá 20 km e importará em 30 milhões de euros. Ambos estudos deverão estar concluídos no terceiro trimestre de 2009. Também a nova estrada Ponte da Barca-Lindoso se encontra em avaliação estratégica com as respectivas autarquias, sendo estabelecido um perfil de 27 km, implicando um investimento de 132 milhões de euros. O membro do Governo referiu ainda que a taxa de execução do Plano Rodoviário Nacional no que ao distrito de Viana do Castelo se refere, se cifra actualmente nos 68%, oito pontos acima da média nacional e, quando, "chegámos ao Governo", adiantou Paulo Campos, "esses valores quedavam-se pelos 45%, quando a nível nacional, já se atingira os 49%". MENOS SINISTRALIDADE Quanto a sinistralidade no distrito, dos 19,8% de 2002, passou-se para 7,9% em 2007, revelou.
Sobre a ligação Viana do Castelo/Caminha e que "estava a ser muito contestada" quando os socialistas chegaram ao poder, decidiram "avançar apenas até Vilar de Mouros e reformular a projecto da ligação a Caminha (Gondarém), cujas obras terminarão no 1º trimestre do próximo ano. Paulo Campos disse a propósito das assinaturas dos contratos efectuadas nesse dia, que "demos hoje mais um passo importante na direcção do desenvolvimento sustentável de toda esta região" e que pretendia "compatibilizar valores ambientais e o progresso económico", de modo a "atrair mais investimento".
Este acto permitiu ainda aos autarcas de Valença e Paredes de Coura tecer algumas considerações, alertando o primeiro para a necessidade de ser criada a curto prazo uma alternativa ao trânsito que se tornará caótico no interior da vila, logo que entrem em funcionamento as plataformas logísticas de Salvaterra do Miño/As Neves e a de Valença. Pereira Júnior, por outro lado, embora contente pelo avanço verificado no projecto de ligação da auto-estrada a Paredes de Coura, recordou que teve de esperar 12 anos, quando logo na governação de Cavaco Silva se deveria ter concretizado a obra. Agradeceu a solidariedade dos seus colegas da Comunidade do Vale do Minho e o empenho dos deputados do distrito na consecução deste projecto. "DECISÃO, CLARA, INEQUÍVOCA"
À entrada da sede da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho, a CDU manifestou-se contra a introdução de portagens no IC1 Viana-Porto, um tema aproveitado pelos jornalistas para confrontarem o governante que assumiu ter já tomado uma decisão e que será implementada, entendendo "não valer a pena colocar a questão se há alternativas ou não" ao IC1, prometendo apenas uma solução "racional, justa e equilibrada". Confrontado com possíveis erros nos estudos levados a efeito por uma empresa encomendada pelo Governo e que lhe viriam a servir de base para introduzir portagens no troço entre Viana e Porto, Paulo Campos, embora admitisse essa possibilidade, disse que ainda não tinha sido detectado qualquer facto que os levasse a duvidar desses estudos, pelo que insistiu na "decisão, clara, inequívoca e baseada em estudos" tomada e que vai avançar, adiantou, implacável. Admitiu, no entanto, que nos troços onde o tráfego esteja congestionado, seja possível a utilização do IC1 sem penalizações, insistindo no entanto na sua teoria de que uma auto-estrada não serve os interesses locais mas sim para "ligar regiões" e que quer os ICs, como os IPs podem ser autoestradas, razão pela qual o Governo entende deverem ser portajados, encontrando assim um argumento para contrariar aqueles que falam na inexistência de alternativas, como bandeira para evitar os pagamentos. |
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