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SEIXAS LAR DE S. BENTO
A Direcção do Lar do Centro de Bem Estar Social de Seixas pretende mantê-lo "entre os melhores Lares de Idosos do país" mas as dificuldades financeiras são grandes e se não fosse a venda de uma moradia em Vilar de Mouros, doada por um casal de utentes do lar, "o resultado líquido do exercício de 2006 teria sido negativo", segundo consta do relatório e contas aprovado em assembleia da instituição. Com uma média de 58 utentes (na sua maioria, acamados ou grandes dependentes) e 34 funcionários, as despesas tornam-se difíceis de suportar, sendo que só com a assistência médica foram gastos 40.000€, apesar se ter sido possível reduzir estes custos no ano transacto. Como exemplo das despesas que os responsáveis por esta instituição de solidariedade social encaram anualmente, foi citado o caso do gasóleo (verde) utilizado no aquecimento do lar, cuja factura anual foi de 18.000€. Os donativos (80.000€) e ajudas dos utentes, amigos e sócios apresentam-se como predominantes no equilíbrio das contas, dado que o número de idosos com fracos recursos económicos vem subindo, implicando mais dificuldades na gestão financeira da Casa de S. Bento, como é mais conhecida. Atingiram os 703 mil euros os proveitos de 2006, evidenciando a proveniência de 95% das receitas do Lar, enquanto que as secções de folclore e hóquei mantêm a sua autonomia financeira e "bem geridas", conforme salientou João de Deus, membro da Mesa da Assembleia Geral, ao apresentar os documentos contabilísticos. Este relatório elucidou os presentes sobre os investimentos levados a cabo nesse ano, com realce para a colocação de portas corta-fogo, trabalhos de remodelação da instalação eléctrica, aquecimento e canalizações do lar, a par da substituição do sistema motorizado do elevador. As aquisições de diversos equipamentos para a cozinha, salas de convívio, protecção contra incêndios e de higiene, foram outros dos investimentos efectuados, registando-se ainda uma renovação nos sistemas de comunicação e escritório.
Como projectos a concretizar e adiantados por Artur Lima, presidente da Direcção, encontram-se a contratação de uma animadora sócio/cultural e a pintura do interior do edifício, cujo orçamento poderá elevar-se a 30.000€. IDA A ANGOLA POR DEFINIR
Os responsáveis pelas duas secções da Casa de S. Bento aproveitaram a reunião para fazer o ponto da situação, tendo Nora Terleira salientado os êxitos dos hoquistas juvenis e juniores, apesar de os seniores não terem conseguido conquistar o primeiro lugar na III Divisão Nacional e ascender ao escalão superior, essencialmente devido às lesões de quatro dos seus atletas. Este seccionista lamentou o aumento do preço das inscrições dos jogadores, passando de 200 para 700 contos e deu conta que a deslocação a Angola poderá acontecer em Agosto ou Outubro, embora apostasse em participar no torneio (financiado pelo presidente de Angola) do segundo mês, baseado em que o nível competitivo estaria mais adequado ao dos Seixas Hóquei Clube. TRAJES NECESSITAM SUBSTITUIÇÃO
Quanto ao Rancho Folclórico, António Martins destacou as comemorações dos 30 Anos, o recrutamento de novos elementos para o grupo de cantatas e as dificuldades que surgem para motivar a juventude da terra, além de informar da necessidade de substituir e preservar ao trajes mais antigos, cuja simples lavagem já representa risco de deterioração. Conforme já anunciara ao C@2000 por ocasião do festival folclórico que assinalou a efeméride, o lançamento de um CD vai avançar, como o apoio da Junta de Freguesia e do apuro dos Cantares das Janeiras deste ano. ABANDONO DA MARGINAL CAUSA INDIGNAÇÃO
Os órgãos autárquicos de Seixas vão realizar um levantamento fotográfico da situação actual da marginal entre os cais de S. Bento e S. Sebastião, e enviá-lo à Câmara de Caminha, de modo sensibilizá-la para a necessidade de proceder a uma intervenção urgente que ponha cobro à degradação progressiva a que se assiste.
Esta proposta foi apresentada pelo delegado social-democrata José Emílio Malheiro, no decorrer da Assembleia de Freguesia de Abril, após enumerar um sem número de anomalias resultantes de um projecto polémico, uma obra pouco conseguida e um aparente desleixo que tem arrastado a situação por longos anos.
Um dos pontos negros é a limpeza, mas quanto a este caso, a Junta vai intervir, depois de ter assinado um protocolo com a Câmara, mas os demais (sistema de rega avariado, candeeiros derrubados e sem luz e podendo constituir um perigo para as crianças, árvores secas, placas de sinalização inexistentes, etc.) não são da competência da autarquia local, conforme frisou Aurélio Pereira, presidente da Junta.
A Assembleia também pediu que a Junta apresentasse levantamentos topográficos dos terrenos pertencentes à autarquia, no intuito de evitar erros de confrontações. A um pedido de esclarecimento da socialista Paula Aldeia, o presidente da Junta mostrou confiança em que uma caixa multibanco venha a ser instalada na sede da autarquia muito em breve, dado que já estiveram a realizar medidas no local, dando conta ainda de que têm sido poucas as pessoas a utilizar o posto de Internet disponibilizado pela Junta a fim de preencher e enviar as declarações de IRS. Quanto ao relatório de contas da gerência/06, foi aprovado por unanimidade.
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