A Câmara de Caminha colocou à apreciação da Assembleia Municipal a abertura de um concurso público destinado a alienar 15% da sua participação no projecto do Parque Eólico da Espiga.
A proposta foi aprovada e o município caminhense poderá arrecadar para os seus cofres 4,2 milhões de euros, destinados às comparticipações a que a Câmara será obrigada, no que respeita às candidaturas a apresentar ao novo Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Caminha segue assim as pisadas dos seus homólogos de Melgaço, Paredes de Coura, Monção e Valença, todos pertencentes ao Empreendimento Eólico do Vale do Minho -considerado o maior parque eólico da Europa- e que já realizaram idêntico processo de venda das suas acções.
Iniciado em 2001, o projecto de aproveitamento de energia através do vento no Alto da Espiga, no Monte de Santo Antão, foi consumado em Fevereiro de 2006, tendo sido estimada em 16GWh a produção de energia dos três aerogeradores instalados no seu cume, o que equivaleria a 35% do consumo total de electricidade do concelho de Caminha.
Além deste parque eólico, Caminha tem ainda instalado um segundo no seu território, designado Parque Eólico de Arga, localizado na Serra d'Arga, no Alto da Portela, abrangendo as aldeias de Arga de Cima e Arga de Baixo. Inaugurado há cerca de cinco meses, possui 12 torres com capacidade para produzir anualmente 72 GWh, o equivalente a ano e meio de consumo no concelho de Caminha.
Estes dois parques e o de S. Paio, em Vila Nova de Cerveira, foram os primeiros a entrar em funcionamento no Vale do Minho, estando previsto que os demais estarão prontos até final de 2008.