As contas de gerência de 2006 foram aprovadas unanimemente no decorrer da Assembleia de Freguesia deste mês mas nem por isso deixaram de merecer comentários de cariz contrário.
José Luís Lima, antigo presidente da Junta eleito pelo PSD e agora delegado por este partido neste órgão autárquico, recordou que durante 2005, ano em que ainda liderava a Junta, a taxa de execução se cifrara em 56%, comparativamente aos "míseros" 16,5% do ano seguinte, levando-o a mostrar esperança em que "façam algo mais em 2007".
Esta constatação não ficou sem resposta, pois, Júlio Afonso, actual presidente socialista, retorquiu, dizendo que "se a Câmara nos tivesse transferido as mesmas verbas do seu tempo, de certeza que teríamos a mesma execução".
O facto de uma semana antes se ter realizado um assembleia de compartes dos baldios de Azevedo, o que lá se passou acabou por ter repercussão nesta reunião, como sucedeu com a informação prestada por Júlio Afonso, de que os membros da Junta tinham abdicado de receber seis meses das suas compensações que a lei lhes confere, de modo a minorar os efeitos das dificuldades financeiras que atravessaram, levou José Luís Lima a questionar as contas apresentadas referentes a 2006.
Referiu a existência de apenas 2.000€ explícitos no relatório de contas respeitantes a essa rubrica e não os cerca de 6.000€ apontados na reunião dos baldios, acrescentando que "ou a senhora tesoureira anda descontrolada ou isto não bate certo".
O presidente da Junta reafirmou que fora essa a verba ainda não recebida pelos três membros do executivo.
A situação do funcionário da Junta, igualmente objecto de apreciação na referida reunião dos Baldios, mereceu um comentário de José Luís Lima, pedindo à tesoureira que reconfirmasse que tivesse dito que ele já tinha sido despedido quando a nova Junta tomara posse, em Outubro de 2005.
Segundo referiu José Luís Lima, o dito funcionário não tinha sido despedido mas, encontrava-se de férias, o que era habitual por altura das colheitas e que o seu contrato terminava em Fevereiro.
A tesoureira achou estranho que o funcionário tivesse férias por duas vezes e a Junta desmentiu que o contrato acabasse no mês indicado, o que sucedeu antes da sua investidura, precisaram, além de salientarem que tinham tido uma "informação" diferente da apresentada pelo delegado Lima.
A aprovação do protocolo a celebrar entre a Junta e Câmara respeitante às limpezas de caminhos foi outro dos pontos agendados para a reunião e que mereceu concordância de todos, tendo ainda Júlio Afonso informado que pedira à Câmara a correcção dos passeios do caminho de Labagadas.