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VILA PRAIA DE ÂNCORA
PESCADORES EXIGEM MEDIDAS PARA O PORTINHO
WATERGATE CAMINHENSE PROJECTO PARA A REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS ATRASADO PRAZO ATÉ FINAL DO ANO PARA CORRECÇÃO Os pescadores de Vila Praia de Âncora questionam a "funcionalidade" do seu porto de abrigo, encerrado às embarcações de maior porte desde final de Janeiro pela Capitania de Caminha devido ao assoreamento, pedindo aos autarcas locais que intervenham.
José Amorim, presidente da associação de pescadores desta vila, recordou no decorrer de uma reunião de assembleia de freguesia, que a obra de beneficiação de porto de abrigo concluída em 2004 não resultou, tendo sido prometido pelo Instituto Portuário de Transportes Marítimos o desassoreamento para o mês de Março, o que não sucedeu, além de se insurgir contra a eventualidade de os inertes poderem ser comercializados.
A venda das areias foi igualmente rejeitada por Alfredo Pinto e Manuel Marques (presidentes da Assembleia e Junta de Freguesia), tendo ambos exigido a sua deposição na Duna dos Caldeirões, depois de realizados competentes estudos de correntes e areias que permitam encontrar uma solução técnica para o entupimento do porto, conforme o IPTM prometera. Manuel Marques, acrescentou que será o primeiro a ir à frente "se tirarem a areia e a venderem", ameaçou. CAPITANIA MANTÉM INTERDIÇÃO A BARCOS DE MAIOR CALADO
A Capitania de Caminha ignora em que fase se encontram os estudos técnicos -embora já tenha enviado um registo fotográfico da situação- e adianta que não encerrou a navegabilidade a todos os barcos, como exige agora a Associação de Pescadores, "atendendo à situação sócio-económica que se passaria a viver", como referiu o Comandante Proença Nunes, deixando as pequenas embarcações de "poder ir ao mar ou incorrendo em infracção" se contrariassem essa disposição legal.
Frisou que "enquanto poder ser feita a entrada e saída sem perigo para as embarcações" manterá a barra aberta às masseiras, esclarecendo não haver necessidade da respectiva sinalização (luzes à noite e sinalização durante o dia), para que não exista confusão "nas alturas em que se fecha a embocadura para todos devido ao mau tempo". No decorrer da Assembleia de Freguesia, José Amorim denunciou também uma série de roubos de que as embarcações amarradas no Portinho têm vindo a ser alvo, Manuel Marques informou que já alertara a GNR para a situação que classificou de "grave", pois "já se rouba para comer", precisou. Sobre este assunto, Proença Nunes recordou que apenas tinha conhecimento de duas situações que nem sequer tiveram seguimento, por decisão dos seus autores, assegurando que a vigilância policial existe, "numa área de acesso franco", relevou. Assinalou, contudo, que as embarcações são de boca aberta e facilmente podem ser roubadas.
Referiu que quando for executada a 2ª fase do projecto, existirá um acesso limitado a essa área, o que protegerá mais os barcos ancorados, apesar de, presentemente, a Polícia Marítima fazer a vigilância possível, tal como a polícia o faz noutras situações, mas sendo impossível vigiar 24 horas por dia. PESCADOR PROTESTA EM CIMA DO SECO
Alguns dias depois, a 29 de Abril, uma mesa, um guarda-sol e uma cadeira no meio do areal que barrou a entrada do porto de abrigo de Vila Praia de Âncora durante cinco horas nessa manhã, foi a forma que um pescador encontrou para expressar o seu descontentamento pela situação angustiosa que a classe piscatória atravessa. As marés vivas dos últimos dias voltaram a pôr a nu o progressivo assoreamento que se regista entre os dois molhes de protecção do porto, devido às correntes dominantes que empurram os inertes, entupindo a entrada com mais de quatro metros de areia de altura e penetrando mesmo no seu interior. Desde final de Janeiro que a Capitania de Caminha, por razões de segurança, interditou a navegação aos barcos de maior calado, como já referimos, após o presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) ter visitado o porto alnguns dias antes e prometido desassorear dentro de mês e meio, o que não veio a suceder. "SÓ SAÍMOS DE MEIA MARÉ PARA CIMA"
O pescador António Araújo, sentado na "cadeira do protesto", tal qual um turista em pleno areal, lamentou que "ninguém se decida a remover a areia daqui, porque nós precisamos de sair para o mar, onde temos os nossos aparelhos", apenas o podendo fazer "de meia maré para cima". "Ainda ontem estivemos à espera até às 2 horas da tarde, até que subisse a maré, para os barcos entrarem e, hoje, só dois barcos é que foram ao mar", denunciou este pescador ancorense, arrais do "Mar de Fátima" que não entende a razão porque proibiram a navegação aos barcos de convés e não aos mais pequenos, dado que "a qualquer momento pode suceder uma tragédia", referiu-nos, receoso. Cerca de 25 embarcações de boca aberta estão a ser afectados com esta situação, a par das de maior calado, constrangidas a escolher o porto de Viana do Castelo para ancorarem 10 milhões de euros foram investidos na obra do novo porto de abrigo de V.P.Âncora, concluída em 2004, mas segundo afirmam os pescadores, os técnicos duvidaram dos seus conselhos e não apostarem num quebra-mar entre o penedo "redondo" e a pedra "nova", nem prolongando o molhe sul, evitando-se assim a entrada das correntes. "Só não vê quem não quer", afirmou o pescador, pedindo o fecho da actual entrada do porto e o prolongamento do molhe norte, de modo a permitir que continuem a pescar o polvo, robalo, sargo ou a faneca. "ELES PERCEBEM DISTO…"
António Amorim, proprietário do "Dina Alexandra", um dos pescadores veteranos desta comunidade, enquanto que transportava à mão o pescado através do seco, desde a embarcação encalhada à entrada da barra até ao seu interior, onde outro barco vinha recolhê-lo, a fim de o trazer para terra, referiu que "irá ser difícil resolverem isto", atendendo a que "tiram areia hoje e amanhã torna a vir".
Aponta como única solução, a ideia lançada pelo seu camarada, no sentido de "fechar o molhe sul com o do norte e abrir um novo quebra-mar para norte", uma hipótese avançada junto dos técnicos que idealizaram o projecto lançado em 2001, mas "disseram-nos simplesmente que nós percebemos de mar e eles disto e o resultado está à vista", lamentou. O deputado Jorge Fão, eleito por Viana do Castelo, vai-se encontrar com o presidente deste instituto no próximo dia 8 de Maio, a fim de clarificar a situação. "CONCURSO A 25 DE MAIO Contactado Eduardo Martins, presidente do IPTM, garantiu que a 25 de Maio será lançado o concurso de uma "dragagem de urgência", garantindo que os inertes não serão comercializados, estando a ser ainda avaliada a forma de os remover e onde os depositar. Quanto à intervenção de fundo que os pescadores e autarcas reclamam, a equipa projectista e técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil encontram-se a "avaliar laboratorialmente" a situação, dado que estão perante um estudo "mais demorado", prevendo a sua conclusão para finais do Verão. "HÁ CULPADOS"
Recorde-se que a Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora tinha solicitado à Inspecção-Geral das Obras Públicas um inquérito à obra, o qual confirmou que os molhes causavam assoreamento, mas pediu a intervenção de um técnico a fim de comprovar se a obra estava de acordo com o projecto. Manuel Marques, presidente da Junta, entende que o projecto escolhido "foi uma opção política para se gastar menos dinheiro". Afirma que há "culpados", mas, segundo pensa, o inspector "teve medo de agir contra certas pessoas", sendo agora exigido pela autarquia um estudo das correntes e areias que aponte soluções, mostrando-se ainda contrário à comercialização dos inertes. NAVALHAS E BERBERECHE
Refira-se ainda como curiosidade, que navalhas e berberiche grande vêm enrolados na areia para o interior do porto ancorense e são apanhados por alguns pescadores, servindo para o seu próprio consumo ou para venda. Afirmam os mais velhos, pessoas com mais de 80 anos, que nunca tal sucedera, sendo resultado do transporte de inertes. WATERGATE CAMINHENSE
Na Assembleia de Freguesia de V.P.Âncora, no decorrer da discussão das Contas do Exercício de 2005, Manuel Marques, presidente da Junta, relevou o facto de a sua autarquia ter recebido 2 milhões de euros da Câmara de Caminha nos últimos quatro anos, tendo ainda a haver 70.000€ relativos a 2005. Acerca da polémica dos protocolos, o autarca ancorense apresentou-se como defensor dos protocolos a estabelecer com a Câmara. Prometeu colocar relva sintética no campo do Âncora-Praia e salientou estarem agora a chegar as obras ao centro urbano a vila, depois de "termos melhorado a vida das pessoas" ao longo dos últimos anos, designadamente na parte alta de V.P.Âncora. Manuel Marques rebateu a análise ao Exercício de 2005 feito pela oposição socialista, acusando Daniel Labandeiro de reproduzir as contas "feitas por José Luís Presa".
Daniel Labandeiro rejeitou a acusação e lembrou à Junta social-democrata que já são poder em V.P.Âncora há 13 anos e recordou uma série de problemas que persistem, tal com a falta da relva sintética no campo de jogos de clube local, o polidesportivo, jardim infantil a ludoteca encerrada, a falta de saneamento em diversos pontos da freguesia, jardim infantil, Bombeiros com o cine-teatro encerrado e sem quartel "ao fim de quatro anos de negociações", sublinhou. O delegado socialista avançou com números na casa do milhão de euros de investimento nos últimos quatro anos, metade do que Manuel Marques tinha referido. No decurso da discussão das contas, Manuel Marques teve um desabafo, quando se referiu às estratégias do PS nas últmas Autárquicas: "Até sei de algumas coisas de que vocês falaram na campanha eleitoral", dando a entender que o PSD conhecia bem por dentro o que se passava no seio da Oposição socialista. ZIFs PARA DEFENDER A FLORESTA
A associação de diversas freguesias, a fim de combater mais eficazmente os fogos florestais, deverá ser protagonizada pela criação de ZIFs (Zonas de Intervenção Florestal), segundo revelou Manuel Marques aos delegados, tendo já participado em reuniões, sendo assente que os particulares terão de alinhar neste processo de prevenção. "Funcionará como um condomínio e terá um gestor" informou o autarca, revelando ainda que a área prevista para a sua constituição será de 100 hectares, um espaço demasiado extenso para as características da nossa região, como foi salientado na reunião.
Críticas ao estado de abandono que se verifica na Rotunda da Sandia, foram ouvidas na reunião, levando a que no final desta semana, tenha sido cortada a erva que tinha crescido desmesuradamente, ao passo que o social-democrata José Presa pediu a colocação de um out-door no local, a fim de fazer propaganda à vila. CICLO-VIA NA AV. RAMOS PEREIRA
A instalação da rede de águas ao longo do passeio da Av. Ramos Pereira, obrigou à modificação do piso, cuja reposição (em granito) deverá estar concluída antes da época balnear, conforme prometeu o presidente da Junta, atendendo ao pedido de esclarecimento formulado por Daniel Labandeiro, após terem apresentado essas preocupações ao Executivo camarário.
Acrescentou Manuel Marques que a clico-via passará por esta avenida, enquanto que pediu compreensão para as obra em curso, dado que sempre causam incómodos aos moradores, embora a do acesso desde a Rua Mesquita da Silva até ao nó de Erva Verde, tenha sido definida para um período de um mês -como o placard indica- mas já vai em mais de meio ano.
Referiu também o líder do Executivo ancorense que o jardim infantil e creche ficarão instalados em terrenos por detrás da Escola Básica 1,2, cujas negociações com os seus proprietários decorrem a bom ritmo, e no que se refere à ludoteca, continuam a aguardar que seja fornecido o equipamento.
Tendo o socialista Sérgio Torres chamado igualmente a atenção para a impossibilidade de utilização dos contentores para a diferenciação do lixo colocados na R. do Sol Posto, recebeu como resposta que havia problemas com o fornecedor, o que estava a atrasar a colocação dos recipientes. PROJECTO PARA A REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS ATRASADO
Após uma reunião realizada no Governo Civil a 12-12-05, a fim de analisar a situação da rede de águas da Sandia/Belfurado, decorrente da abertura da ligação do IC1 à N13, nunca mais voltaram a saber nada do assunto, apesar do encontro com o secretário de Estado das Obras Públicas aquando da inauguração do troço da nova estrada. Alfredo Pinto, presidente da AF de V.P.Âncora, voltou a alertar para o impasse que se verifica na conclusão do projecto que o IEP (Instituto de Estradas de Portugal) ficou encarregue de apresentar, contemplando ainda algumas intervenções em caminhos paralelos, taludes e outras situações, lamentando igualmente que o relatório técnico camarário se tenha revelado demasiado sucinto, relativamente ao volume de correcções necessárias, afirmando que Vila Praia de Âncora "continua à mercê das cheias", devido à falta de drenagem e bacias de decantação. PRAZO ATÉ FINAL DO ANO PARA CORRECÇÃO
Alfredo Pinto, presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora, dá como último prazo para rectificação das deficiências de que enferma a obra de requalificação da Pr. da República, o final deste ano. A Câmara de Caminha já é conhecedora deste ultimato dado pelo presidente da assembleia e ter-se-á comprometido a elaborar um estudo das imperfeições detectadas, de modo a intervir proximamente, conforme revelou Manuel Marques, presidente da Junta ancorense. A obra, concluída em meados do passado ano e representando um investimento de 700000€, teve como autor do projecto um professor catedrático, como destacou o presidente do Executivo ancorense, no qual foram introduzidas algumas inovações à medida que decorria a obra, acrescentou. Manuel Marques mostrou-se "compreensivo" em relação à "tristeza" evidenciada pelo presidente da Assembleia, o qual apelidou mesmo de "borrada" a obra executada -"tal como sucedeu com a do Portinho", precisou-, embora enaltecesse o volume de trabalhos levados por diante na sua freguesia. A Junta de Freguesia prometeu "não desfalecer" na prossecução das promessas do Executivo camarário, de modo a que os erros existentes venham a ser reavaliados e corrigidos no prazo estabelecido pelo seu colega e que exigiu a presença em Vila Praia de Âncora dos autores do projecto e "fazê-los reconsiderar" algumas opções tomadas. Um dos principais problemas decorrentes da intervenção que permitiu ao centro cívico da vila "readquirir a qualidade enquanto espaço de encontro e de lazer por excelência", conforme a Câmara a definiu, foi a inclinação verificada no murete construído em frente à Capela da Senhora da Bonança.
A utilização indevida do espaço pedonal da praça -agora unida numa só, depois de eliminado o arruamento que a dividia a meio- por parte dos automobilistas que aí estacionam, foi outra das reclamações ouvidas, a par do aproveitamento dos repuxos da fonte seca instalada para "lavar os carros", como denunciou ironicamente o delegado Vilas Ribeiro. Deficiências verificadas:
Escadas da capela tortas e mal dimensionadas
Inexistência de soleiras nos passeios, obrigando à colocação improvisada de pedras em granito para acesso aos comércios
Entrada lateral da capela
Falta de floreiras decorativas e de obstáculos ao estacionamento indevido de viaturas que acabam por danificar o lajedo
Inexistência de solução para impedir o trânsito desde a R. Miguel Bombarda, recorrendo-se à improvisação, com recurso à colocação de grades provisórias
Lajes soltas em diversos pontos da praça
Bancos demasiado altos
Árvore seca
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