CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 264: 19/25 Nov 05 (Semanal - Sábados)

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CIRVILARMOURENSE RECORDOU O SEU PASSADO
EM DIA DE ANIVERSÁRIO

O Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense organizou um debate sobre o seu passado, recapitulando as actividades que estiveram na génese da colectividade e as diversas fases pelas quais passou ao longo dos seus 70 anos de existência, até chegar aos dias de hoje, com novas secções, correspondendo aos tempos modernos.

Paralelamente, na sala da escola de música do CIRV onde teve lugar o encontro de gerações vilarmourenses, esteve patente uma exposição sobre o trabalho desenvolvido pelo GEPPAV (Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense).

Jorge Alves, presidente do CIRV, após agradecer os apoios conseguidos para as celebrações dos 70 anos, optou por "ouvi-los a vocês", dirigindo-se aos associados que compareceram, relatando a suas experiências pessoais.

"TRABALHO ADMIRÁVEL"

Por seu lado, Carlos Alves, presidente da autarquia, destacou a comunidade vilarmourense que "tem dado homens e mulheres que possibilitaram que o CIRV produzisse um trabalho admirável", nomeadamente no campo do teatro -secção pendular da colectividade-, além dos Almoços dos Reis, música, desporto ("o entusiasmo do futebol foi determinante para a fundação") ou o tiro.

Carlos Alves concluiu que o CIRV possui "um rica história cultural e desportiva", que a autarquia tem auxiliado devidamente.

TESTEMUNHA PRIVILEGIADA

Convidado e presente para o debate, Dantas Lima, actual responsável pelo Teatro Diogo Bernardes de Ponte de Lima e que durante 27 anos apoiou a secção de teatro do CIRV enquanto funcionário do INATEL, foi testemunha privilegiada do desempenho de sucessivos intérpretes das secções de teatro, "com altos e baixos", embora a associação vilarmourense sempre tivesse revelado importantes índices de actividade no que a esta arte se refere.

Após mostrar disponibilidade para continuar a apoiar o CIRV dentro das suas disponibilidades, apenas lamentou que o INATEL ("que curiosamente, hoje mesmo, completa 40 anos", anotou) e o IPJ, tenham deixado de dar apoio no terreno às colectividades de instrução e recreio.

De modo a entrar directamente no debate, Paulo Bento, membro do GEPPAV e sócio da colectividade e que moderou a tertúlia, destacou que a criação do CIRV em 1935 se ficou a dever à dinâmica imprimida pela I República às instituições de instrução e recreio, a qual ainda se manteve durante os primeiros anos do Estado Novo.

Segundo ele, o CIRV revela cinco fases notórias na sua existência, umas com mais dinâmica do que outras, dando como exemplo de uma época menos brilhante, aquando da emigração para a Europa, coincidindo com a Guerra Colonial.

Serafim Vau, João Laerte e João Violante

João Laerte, um dos associados mais antigos, recordou a realização de bailes "em casa de cada um", antes da criação do Centro.

As operetas de Natal e do Dia de Reis, acompanhadas com música a cargo da Tuna de Vilar de Mouros e ocasionalmente com elementos da Banda de Lanhelas contratados para o efeito, foram uma constante entre 1936 e 1956, trazendo grandes enchentes ao antigo Clube, sendo recordados os êxitos conseguidos com a peça "Festejos na Aldeia" ou "As pupilas do Sr. Reitor".

António Neves

Foi recordado que, na ausência do habitual desenhador dos cenários, o Arq. José Porto, um senhor de Âncora, "muito pobre", vinha por vezes pintar os cenários, um deles extraído de fotografias de uma peça levada ao palco em Coimbra, pela companhia Rafael de Oliveira, "As Pupilas do Senhor Reitor", e que o filho do presidente da direcção de então, António Neves, enviara para seu pai.

Recordou-se que graças à disponibilização de 4.500$00 por um associado foi possível comprar o antigo lagar de azeite da Batalha, adaptado a sede do "Clube", após o sócio Joaquim Guerreiro ter adiantado 16.500$00 para obras.

Plácido Souto Rosa Violante

João Violante falou do futebol do seu tempo, Plácido Souto da tuna e operetas, Rosa Violante destacou o "feito" de ter sido a única mulher a participar numa das representações, em que no final da actuação da peça "Erro Judiciário" "estava tudo a chorar".

"Cheguei a tocar bandolim na tuna", assinalou Olímpia Fontes, tal como Basílio Barrocas, então com apenas 12 anos.

Aliás, este sócio atribuiu à mudança da antiga sede para a actual, a razão para algum declínio na actividade teatral, atendendo a que a primitiva sala, embora mais pequena, possuía uma acústica excepcional o que não sucede com o novo salão.

João Violante e João Laerte evocaram os cursos de maquetas em meados dos anos 80 (o tecto da antiga estufa foi restaurado por Manuel Renda e seus instruendos), uma arte trazida nos anos 40 pelos alemães, recordou o segundo, assinalando Paulo Bento que Ticiano Violante fez em 1950 uma maqueta em gesso de Lisboa de antes de 1755, muito citada recentemente a propósito da evocação do Terramoto.

"Foi pena não ter continuidade", embora um rapaz (José Carlos Barreiros) tivesse chegado a participar num curso em Veneza, sublinhou João Laerte.

Em 1982 -fruto dos ventos de Abril- as mulheres tiveram direito, pela primeira vez, a participar no Almoço dos Reis, até então exclusivo dos homens.

Actuação em Caminha, 1976 ?

"As mulheres só eram convidadas a lavar a louça, até que alguém constatou isso, decidindo-se então a sua inclusão nesse convívio da comunidade vilarmourense", referiu João Violante.

Daí para cá, as actividades do CIRV estão mais presentes, tais como a criação do GEPPAV em 2004 e Escola de Música criada nos anos 90 e "a menina dos olhos" do actual presidente Jorge Alves, que no final do debate confessou que o seu sonho era obter verbas comunitárias suficientes para a reconversão do actual edifício do CIRV.


SAÍDA DO IC1 EM VILAR DE MOUROS SEM SINALIZAÇÃO

São inúmeros os automobilistas que saem do Ic1 no final do troço em Vilar de Mouros e não encontram qualquer placa na N301, indicando as localidades para onde pretendem dirigir-se.

A Direcção-regional de Estradas deverá colmatar esta falha rapidamente, pois quem não conhece a zona, ou segue às cegas ou terá de pedir informações a quem por ali passe na altura.

JUNTA DE FREGUESIA DE VILAR DE MOUROS

Horário de Atendimento ao Público

De 2ª a 6ª Feira - 19H / 20H

Posto Público de Acesso à Internet
Horário: 18H/20H (Todos os dias úteis)
Feriados e fins de semana

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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