CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 243: 25 Jun a 1 Jul 05 (Semanal - Sábados)

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VENADE

REDE DE ESGOTOS POR TERRENOS PARTICULARES
NÃO AGRADA A TODOS

"Se tentarem passar com um cano de esgoto pela minha propriedade, sujeitam-se às consequências", foi este o aviso deixado por António Alves, o proprietário de terrenos junto à EN301, entre as pontes Grande e de Rio Tinto, após ter constatado que uns "astronautas" tinham andado a fazer sondagens, sem a sua autorização.

Referia-se ao projecto de instalação da rede de saneamento em Venade, mas que, segundo ele, deveria passar pelos caminhos públicos, manifestando-se ainda indiferente ao facto de quem vive no loteamento de Aldeia Nova, não pretender manter as fossas., pois a "culpa não é minha", numa alusão a quem deixou construir essas vivendas.

"OPORTUNIDADE ÚNICA"

Diamantino Bártolo, presidente da Junta, tentou demover o seu conterrâneo, dizendo que todas as freguesias "pugnaram pelo saneamento".

Após recordar que convocara as pessoas para discutir o projecto, mas, com escassa receptivdade, referiu que acompanhara os técnicos do Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Minho nas operações de sondagem.

Considerou esta oportunidade como "única" e explicou que nos pontos citados por António Alves, os canos passarão pelos caminhos, apenas se pedindo aos particulares que cedam ao calcetamento e ao alargamento nas curvas apertadas, a fim de permitir a passagem das condutas.

Avisou que se não for a bem vai a mal -numa alusão a eventuais expropriações-, perguntando se é preferível manter as fossas a despejar para os caminhos.

O autarca negou também que alguém vá desviar a água do tanque existente ao cimo da Av. Barão de S Roque, referindo que ela serve para regar os campos e encher piscinas (pagando).

Este caso e o restauro do Cruzeiro da Rua, foram outros dois assuntos levados à reunião da Assembleia de Freguesia por António Alves, obrigando o presidente da Junta a referir que "não queremos fazer obras atamancadas", num alusão ao restauro do cruzeiro ("uma luta tua e de todos nós", precisou), mas alegou a falta de dinheiro, pois, "todos os meses, são centenas de contos em salários".

Este caso levou o delegado independente Luís Levada a elogiar as "pequenas obras que estavam esquecidas" levadas a cabo pela Junta nestes oito anos, em detrimento de "obras de fachada".

Este delegado levou ainda a assembleia a admitir a inclusão em acta de uma referência à morte de Álvaro Cunhal e no decorrer da reunião, foi mantido um minuto de silêncio por proposta do presidente da Junta, pela morte de um ex-membro da autarquia, José Matos, antigo tesoureiro do primeiro executivo venadense eleito após o 25 de Abril.

Por último, foi ratificada a constituição de uma nova sociedade (Empreendimentos Eólicos da Espiga), no seguimento da deliberação já tomada em 7/12/01 e Diamantino Bártolo referiu que a câmara tinha "as contas em dia" com Venade, no que a 2004 se referia, além de possuir as contas equilibradas, apesar de já ter pago 14.000 contos de limpeza de valetas.

Terminou, informando do acordo celebrado com um particular para o alargamento do caminho da Chão, tendo este ainda contribuído com 500 contos para a obra.

Junta de Freguesia de Venade

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