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REUNIÃO CAMARÁRIA
NOTÍCIAS NOS JORNAIS PERTURBAM PRESIDENTE DA CÂMARA AFINAL SEMPRE HÁ PLANO DE EMERGÊNCIA MUNICIPAL
Após criticar o Partido Socialista pelo comunicado enviado para a comunicação social, a respeito da eventual sobreposição de concursos de obras em Vila Praia de Âncora, a presidente Júlia Paula centrou os seus ataques à imprensa que ousa dar voz à oposição e a outros extractos da sociedade. Utilizando cópias de notícias publicadas nos jornais, comparou o que escrevem uns e outros -os que lhe agradam e os que a enfurecem-, a propósito de reportagens publicadas sobre a feira de Caminha. Negou que o comércio local tenha saído prejudicado com as restrições operadas no recinto feiral, assegurou que "vamos resolver o problema do estacionamento nos dias de feira" e acusou o PS de incluir o estacionamento agora proibido na marginal de Caminha, como uma das áreas a menos para esse fim. Pedro Ribeiro, o único vereador socialista presente na reunião -e que mereceu o privilégio de dialogar com a presidente, no período prévio- ripostou, afirmando que nunca defendera o estacionamento nesse ponto da marginal e desafiou-a a mostrar-lhe documentos onde o PS tivesse essa posição. "CHOCADO" COM ELEITO PELO PSD
Este vereador acusou ainda o presidente da Junta de Vila Praia de Âncora, de lhe ter mandado umas bocas quando se encontrava a conversar com outra pessoa na Pr. da República, dando a entender que ambos estariam a "rezar" para que houvesse um acidente, a fim de culpabilizar os donos da obra em curso. Júlia Paula não gostou e prometeu ir pedir ao autarca ancorense que venha à próxima reunião esclarecer esta troca de palavras que até levou um dos adjuntos da presidente a intervir na ocasião, assinalou o vereador "rosa". "LAMENTÁVEL COINCIDÊNCIA" Outro dos pontos de diálogo (coisa rara nos períodos prévios) entre ambos, estabeleceu-se quando Pedro Rbeiro pediu explicações sobre o facto de o site da câmara não incluir as fotos dos vereadores da oposição, apenas mantendo a de Nuno Silva, edil que, por sinal, já renunciara ao mandato, ao passo que a de outro vereador (Humberto Domingues) do PSD, igualmente eliminado da vereação, já tinha sido substituída. A autarca social-democrata defendeu-se, dizendo que lhe é difícil saber quem são os vereadores socialistas, voltando a mostrar-se incomodada com a indefinição ("ambiguidade") do estatuto de Jorge Fão (deputado ou vereador?) e definiu a actualização da página camarária como um "processo dinâmico", de difícil gestão "para nós". Desafiou o PS a definir quem é quem, na vereação caminhense. CÂMARA NÃO QUER NOTAS PARA A IMPRENSA DA OPOSIÇÃO
A questão da eventual sobreposição dos concursos das obras na Pr. da República, em Vila Praia de Âncora, voltou a merecer esclarecimentos da presidente, atacando o PS por ter emitido uma nota à imprensa ao invés de pedir esclarecimentos em reunião camarária, acusando-os ainda de estarem mais interessados em "levantar celeumas". Para espanto do vereador Pedro Ribeiro, afirmou que "não desrespeitamos os orgãos de gestão", e que sempre têm respondido às questões levantadas pela oposição, considerando "ser muito mais responsável responder por escrito do que oralmente". Pedro Ribeiro não ficou indiferente e recordou uma série de pedidos orais ou requerimentos escritos, ainda sem resposta. "Se respondessem às nossas perguntas", não haveria necessidade de emitir estas notas para a imprensa, retorquiu, recordando ainda à presidente, que o seu Executivo procede de idêntica forma, ao inundar as redacções com comunicados. EXIGIDO MUSEU DO MAR
Outro tema que Pedro Ribeiro voltou a abordar, foi a exigência da criação de um Museu do Mar em Vila Praia de Âncora, assegurando existirem locais apropriados na vila para tal fim, como seria o caso do Forte da Lagarteira. Este edil denunciou ainda a existência de muitas barreiras arquitectónicas, dando como exemplo a R. do Sol Posto, onde os deficientes motores "não têm hipótese de circular em segurança", ou o facto de as passadeiras de peões estarem "milimetricamente" colocadas nos entroncamentos das ruas. O caso do Plano de Emergência Municipal, levou Júlia Paula a admitir agora que tal documento já existia desde o mandato anterior, tendo sido apenas efectuadas "pequenas alterações", como seja o estabelecimento de parcerias com empresas, designadamente, municipais. CRIADO GABINETE TÉCNICO FLORESTAL Anunciou igualmente a criação de um Gabinete Técnico Florestal, encarregue de estabelecer parcerias e definir funções de "vigilância e primeiras intervenções", dando como exemplos práticos de actuação, a abertura de caminhos no monte. Aproveitou para criticar alguma confusão existente actualmente entre a tutela e as autarquias e louvou a actuação de bombeiros e sapadores florestais. |
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