O Ministério do Ambiente abriu a consulta pública para a limpeza de um canal de navegação de acesso ao cais e estaleiros dos Pescadores, em Caminha, que se encontra assoreado e impede os barcos de atracarem em mais de metade dos períodos das marés.
A tarefa hercúlea de transportar o pescado e apetrechos de pesca durante mais de duzentos metros depois de cada faina diária, ao longo do extenso areal que se forma no estuário do rio Minho, é uma prática a que os pescadores são obrigados, devido à inexistência de condições de trabalho.
De acordo com o parecer do estudo de lançamento da obra, "a degradação das condições de exercício da actividade piscatória" tem contribuído para uma "forte tendência regressiva que o sector" está a verificar.
Desta forma, esta solução será "o melhor compromisso entre as necessidades de navegação da frota existente e os objectivos de conservação da natureza no Estuário do Minho".
Após um compromisso assumido pelo actual secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, a abertura deste inquérito público até ao próximo dia 29 de Maio, poderá representar uma luz ao fundo do túnel para a classe piscatória caminhense, prevendo-se que a obra de desassoreamento se inicie até ao próximo mês de Novembro.