Carlos Mouteira, em resposta às acusações da delegada, rebateu a possibilidade de "mandar piadas" a quem quer que fosse e, sobre o cine-teatro centenário, reconheceu que era uma casa de espectáculos "pequena" a necessitar de "obras de profundidade", quando, na sua óptica, a vila necessitava de "algo maior".
Ainda a propósito das cerimónias do brasão de Caminha, Lucinda Araújo lamentou que em época de crise para o comércio local, a Junta tenha contratado uma unidade hoteleira de fora, para servir o copo de água.
A resposta não se fez esperar da parte da Junta de Freguesia, explicando Carlos Mouteira que o restaurante contactado não pôde corresponder ao convite, pelo que "tivemos de desenrascar", afirmou.
OBRA NO HOSPITAL INTRIGA SOCIALISTAS
Esta situação não deixa indiferente a Junta, estando já na agenda de Carlos Mouteira equacionar esta obra com a presidente da Câmara, quando for realizada a visita à sede do concelho, a exemplo do que vem sendo feito com as demais freguesia do concelho.
O autarca negou, contudo, que a obra se encontrasse paralisada, estando o empreiteiro apenas a aguardar a chegada de maquinaria apropriada a fim de reforçar a segurança das paredes que ainda se encontram de pé.
PARQUE MUNICIPAL E AV. SARAIVA DE CARVALHO PREOCUPAM
O ar de abandono que apresentam o parque municipal, a Av. Entre-Pontes e a Av. Saraiva de Carvalho (passeios e piso junto a um prédio em construção) forçaram a uma nova intervenção de Victor Cordeiro, obtendo como resposta que ainda não existe projecto para o parque e que quanto à Av. Saraiva de Carvalho, na parte que até há pouco tempo estava protegida por um taipal de obras, prometeu que todo o piso desta rua será repavimentado.
Este delegado socialista pediu ainda uma operação de limpeza num prédio pertencente à Câmara, junto ao Museu, onde existem galhos de árvores sobre a R. dos Hospital e a Travessa de S. João.
Esta série de interpelações da oposição, levou Carlos Mouteira a referir-se também à necessidade de reparar o piso na rua paralela à Av. Marginal (Dantas Carneiro), à limpeza na parte de dentro dos canteiros e anunciando que a intervenção no Largo da Cabreira não ficará por aqui.
Manuel Fernandes, delegado eleito pelo PSD, chamou a atenção relativamente aos poços de água no Terreiro e à necessidade de rever a sinalização à saída do parque de estacionamento do Tribunal e Finanças.
Os receios do "Prestige" continuam no pensamento dos delegados, como o provou Cristina Costa, ao perguntar ao presidente da Junta se tem continuado a acompanhar o processo, recebendo a resposta afirmativa deste autarca, exemplificada com a sua presença num colóquio realizado pela CDU em Vila Praia de Âncora, em que o temor de que o crude venha a atingir a costa portuguesa não foi descartado.
CONTAS DE GERÊNCIA E ABSTENÇÃO SOCIALISTA
Incluído na ordem de trabalhos da reunião, a análise e aprovação das Contas de Gerência/02, a oposição socialista não deixou passar em claro a oportunidade de tecer algumas críticas.
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Foi o caso de Lucinda Araújo, considerando incorrecta a existência de uma rubrica de "diversos" com 32% das verbas, pedindo mais clareza neste procedimento, bem como no aumento de 100% na despesa com a segurança social. |
Após lamentar a "má execução das obras na Av. Saraiva de Carvalho", pediu para consultar o processo da obra do Largo da Cabreira, e assinalou que a única obra concluída no ano findo (alargamento do cemitério) já tinha sido adjudicada no mandato anterior.
Estas interpelações mereceram comentários do presidente da Junta, passando em revista a actividade a obra executada em 2002 e referindo que o aumento das despesas com a segurança social se prendeu com um incremento de actividade.
VOTO DE PESAR
O falecimento de Paulino Carvalho, presidente da Junta de Cristelo, motivou um voto de pesar aprovado por todos os presentes, levando Delfim Moreira a realçar a sua prestação como campeão pelo Sporting Club Caminhense.
Tal comentário serviu de pretexto a Víctor Cordeiro para lembrar a necessidade de erguer uma obra de arte que simbolize a importância do remo no contexto da vila e do próprio país, uma lacuna que a sede do concelho ainda não conseguiu colmatar.
Este documento viria a ser aprovado por quatro delegados social-democratas e pela CDU, e com abstenções socialistas.
AV. SARAIVA DE CARVALHO EM FOCO
No capítulo reservado ao público, José Araújo pediu explicações sobre a inclusão de remos nos símbolos heráldicos da vila e a forma como vai ser pago o asfaltamento dos já aludidos 50 metros da Av. Saraiva de Carvalho.
A questão do brasão da vila levou a que Carlos Mouteira assegurasse que não tinha cobrado qualquer verba pela sua execução, embora o trabalho tivesse sido encomendado no mandato anterior, em que não era autarca.
Esta intervenção surgiu na sequência de um aparte do filho do próprio presidente, face aos boatos existentes e dos quais Carlos Mouteiro não tinha conhecimento.
PONTE MERECE REFLEXÃO