JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000 JORNAL DIGITAL REGIONAL CAMINHA 2000

Festival de Vilar de Mouros, Feira Medieval, Festa da Cerveja, festas religiosas e procissões canceladas este ano

Municípios não emitirão licenças para romarias, festas e eventos similares até final de Setembro

O Governo decidiu proibir os festivais de música deste Verão e "espectáculos da natureza análoga" devido ao perigo de contágio generalizado que a grande concentração de assistentes poderia ocasionar.

Até final de Setembro, todos estes eventos estão cancelados.

Entre estes espectáculos, encontra-se o Festival de Vilar de Mouros marcado para o último fim-de-semana de Agosto, cuja recuperação da sua afirmação no seio dos eventos musicais mais importantes de Portugal estava em crescendo.

Já se previa que esta decisão seria tomada, face ao risco de propagação do Coronavírus, cuja ameaça ainda pende sobre a humanidade.

No dia 7 de Maio avançamos com esta notícia e tentamos na altura ouvir o presidente da Câmara Municipal de Caminha sobre esta decisão do Governo, mas sem resultado.

Quem se pronunciou na altura sobre a suspensão do Festival de Vilar de Mouros deste ano, foi Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia.

Embora ainda não soubesse da decisão, tinha conhecimento que "estavam a estudar a situação", e, "embora sem perder a esperança de que ele se viesse ainda a realizar por ser em finais de Agosto", reconheceu que seria "um risco", perante a situação de pandemia actual.

Apesar desta adversidade, Carlos Alves mostra-se confiante no futuro do Festival que celebrará 50 anos da 1ª edição no verão de 2021.

Entretanto, soubemos que tal medida arrastará como consequência a suspensão de outros programas de verão similares ou que reúnam muita gente, mesmo que ao ar livre, sendo os casos da Feira Medieval e Festa da Cerveja, do mês de Julho, a par das diversas festividades religiosas que têm lugar nas diferentes freguesias do concelho de Caminha, conforme já o determinou igualmente a Conferência Episcopal.

No dia seguinte ao do avanço informativo de 7 der Maio, e quando se ultimavam reuniões para discutir a forma de "contornar" estas proibições, voltamos a insistir junto de Miguel Alves, conseguindo que nos dissesse que estavam a tentar assinalar alguns eventos de uma forma "simbólica", para que alguma da programação de verão não se perdesse totalmente este ano.

"Reconfiguração"

Miguel Alves admitiu que alguns dos eventos não terão lugar, mas "outros, poderão ter uma configuração diferente, no mínimo".

Deu como exemplo, um evento que "está muito próximo", em referência ao Corpo de Deus, que não será idêntico ao habitual, mas apontou para a possibilidade de "cobrir algumas fachadas de casas não habitadas das ruas onde normalmente são feitos os tapetes, com fotografias de anos anteriores".

O autarca disse-nos que "ainda não decidiram tudo sobre tudo, estando ainda a aguardar. Há várias reuniões em curso e admitimos que possam haver alguns apontamentos em alguns eventos", dando como amostra o caso de Vilar de Mouros, insistindo que "ainda não está posta completamente de lado a possibilidade de que naquelas datas" haja algo, que "não obrigue a juntar pessoas", precisou.

Conversas

Relativamente a outros eventos que não especificou, adiantou que "estamos a conversar", pretendendo chegar até final de Maio "com tudo divulgado e os eventos e a planificação de Verão anunciados".

Resumindo, e "genericamente, alguns eventos ficarão cancelados e outros reconfigurados para um mínimo simbólico e serão criados novos eventos, só que" precisou, "num espírito completamente diferente".

Um verão em moldes diferentes

Assegurou que apesar de todos os condicionalismos e compromissos existentes, "o Verão em Caminha não ficará sem eventos, sem animação cultural e isto vai continuar" desafiando por conseguinte as "pessoas a vir passar férias em Caminha porque vão ter as praias abertas, as ecovias preparadas, os restaurantes a trabalhar embora com restrições", par de "alguma oferta cultural e animação de rua mas em moldes completamente diferentes".

Tendo o C@2000 insistido sobre as referidas alternativas simbólicas que a Câmara poderia criar para eventos como seria o caso da Feira Medieval e Festival da Cerveja, o presidente da Câmara Municipal de Caminha garantiu que "seguramente, não serão nos mesmos moldes".

Nestes dois casos particulares, o presidente do Município pretende aquilatar da possibilidade de deixar alguns pequenos apontamentos que façam lembrar que naquela data havia esses eventos, mas que não permitam "ajuntamentos de pessoas", alertou.

CIM Alto Minho delibera em conformidade

Em consonância com a orientação do Governo e da Conferência Episcopal, o Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho reunido ontem com responsáveis pela Direcção-Geral de Saúde, Segurança Social e Protecção Civil do distrito, decidiram que "os municípios do Alto Minho não irão autorizar qualquer licença para romarias, festas e eventos similares que decorram até final do mês de setembro, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do COVID 19 no Alto Minho".



Edições C@2000

Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)"
Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000/Afrontamento
Apoiado pela Fundação EDP


Da Monarquia à República no Concelho de Caminha
Crónica Política (1906 - 1913)

Autor: Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)

Organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento
Edição: C@2000


Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora

Autor: Joaquim Vasconcelos
Edição: C@2000


Memórias da Serra d'Arga
Autor: Domingos Cerejeira
Edição: C@2000

Outras Edições Regionais