O Governo decidiu proibir os festivais de música deste Verão devido ao perigo de contágio generalizado que a grande concentração de assistentes poderia ocasionar.
Até final de Setembro, todos estes eventos estão cancelados.
Entre estes espectáculos, encontra-se o Festival de Vilar de Mouros marcado para o último fim-de-semana de Agosto, cuja recuperação da sua afirmação no seio dos eventos musicais mais importantes de Portugal estava em crescendo.
Já se previa que esta decisão seria tomada, face ao risco de propagação do Coronavírus, cuja ameaça ainda pende sobre a humanidade.
Tentamos ouvir o presidente da Câmara Municipal de Caminha sobre esta decisão do Governo, mas até agora sem resultado.
Quem se pronunciou sobre a suspensão do Festival de Vilar de Mouros deste ano, foi Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia.
Embora ainda não soubesse da decisão, tinha conhecimento que "estavam a estudar a situação", e, "embora sem perder a esperança de que ele se viesse ainda a realizar por ser em finais de Agosto", reconheceu que seria "um risco", perante a situação de pandemia actual.
Apesar desta adversidade, Carlos Alves mostra-se confiante no futuro do Festival que celebrará 50 anos da 1ª edição no verão de 2021.
Entretanto, soubemos que tal medida arrastará como consequência a suspensão de outros programas de verão similares ou que reúnam muita gente, mesmo que ao ar livre, sendo os casos da Feira Medieval e Festa da Cerveja, do mês de Julho, a par das diversas festividades religiosas que têm lugar nas diferentes freguesias do concelho de Caminha, conforme já o determinou igualmente a Conferência Episcopal.