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Prédio Coutinho: Aliança exige responsabilização da Câmara Municipal de Viana do Castelo
Num acórdão que é um autêntico revés para a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Tribunal Central Administrativo do Norte anulou a Declaração de Utilidade Pública do Edifício Jardim, emitida em 2005. Um acórdão que arrasa a atuação da autarquia vianense neste processo e que, em traços largos, implica que volte tudo à estaca zero, ou seja, à altura em que a DUP foi pedida com caráter de urgência, 2005.
Recorde-se que em agosto passado, uma delegação do Aliança encabeçada pelo seu presidente, Pedro Santana Lopes, esteve com os moradores "resistentes" do Prédio Coutinho, sendo que uma das muitas questões abordadas foi o facto de já não ser válido o principal pressuposto que levou a Câmara Municipal a querer demolir o prédio, ou seja, a construção de um mercado municipal. É certo e sabido que, atualmente, a construção de um mercado naquele local seria mais um erro de gestão urbanística. Também certo é que há outros locais na posse da autarquia mais indicados para instalar um novo mercado municipal.
Mas o Aliança entende que chegou a altura de pedir responsabilidades à Câmara Municipal de Viana do Castelo, uma vez que está agora provado que não foram acautelados os reais interesses dos vianenses. Quanto é que o erário público já pagou por este processo? Quanto mais é que irá pagar? Quanto custará aos cofres municipais a anulação da Declaração de Utilidade Pública, uma vez que a Vianapólis terá de gastar em indemnizações numa possível reversão do processo de expropriações? E como ficam os ainda moradores, aos quais a Câmara decretou uma verdadeira guerra psicológica e contra os quais avançou recentemente com um pedido de indemnização que, com este acórdão, vê os seus argumentos caírem por terra? Até onde é que pretende levar esta questão e quanto é que isso vai ainda custar ao dinheiro de todos nós? A Câmara e a Vianapólis têm a obrigação de apresentar contas aos vianenses!
Mas o Aliança vai mais longe e volta a defender uma solução já preconizada pela Distrital do partido desde que foi anunciada a intenção da autarquia vianense em adquirir o antigo pavilhão da AIMinho, no Campo D'Agonia, entretanto concretizada. Pela sua localização privilegiada, num local desafogado e junto da feira semanal, com espaço mais do que suficiente para circulação e estacionamento, este seria o espaço ideal para acolher o Mercado Municipal que Viana do Castelo perdeu e merece voltar a ter. Assim haja a consciência que tem faltado à gestão socialista de mais de duas décadas na Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Cerimónia Comemorativa dos 40 Anos da Área Arqueológica do Freixo e dos 30 Anos da Escola Profissional de Arqueologia
A Direção Regional de Cultura do Norte promove a Cerimónia Comemorativa dos 40 Anos da Área Arqueológica do Freixo e dos 30 Anos da Escola Profissional de Arqueologia, no próximo dia 23 março 2020, pelas 15 horas, no Auditório da Área Arqueológica.
A sessão será presidida pela Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, e pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa.
Programa
15h00 - Sessão Solene Comemorativa
15h45 - Inauguração da Exposição 40/30 da Área Arqueológica do Freixo e da Escola Profissional de Arqueologia
16h15 - Visita à Exposição Pedagógica Tongobriga 2.0
16h45 - Apresentação do projeto desenho técnico/artístico, uma parceria da Escola Profissional de Arqueologia com a Escola Secundária de Paços de Ferreira, no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular
17h00 - Verde de Honra, oferecido pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses
Sobre Tongobriga
A revelação de Tongobriga, para a arqueologia e para a população em geral, ocorreu a partir de 1980, com o projeto de investigação desenvolvido pelo arqueólogo Lino Tavares Dias e a sua equipa, que aí desenvolveu, durante mais de 30 anos, um trabalho que permitiu identificar e valorizar um significativo conjunto de ruínas, atribuíveis à época romana.
Hoje em dia, Tongobriga e a aldeia histórica de Santa Maria do Freixo dispõem de um serviço permanente de investigação arqueológica e de atendimento ao público, incluindo um restaurante/cafetaria, um auditório e o centro interpretativo, com uma exposição temática intitulada "Mudar de Vida", designação que pretende realçar as mudanças que, a partir do século I d.C, a integração no império provocou na vida dos habitantes do noroeste peninsular.
A investigação aí realizada desde 1980, permitiu a afirmação de Tongobriga romana no panorama científico português e internacional, afirmação essa que foi essencialmente baseada no conhecimento do seu urbanismo, entendido no contexto da respetiva promoção a capital de civitas.
Sobre a Escola Profissional de Arqueologia
Em 1990, foi criada a Escola Profissional de Arqueologia, escola pública de âmbito nacional, promovida pelos Ministérios da Cultura e da Educação, procurando responder à necessidade de formação especializada de técnicos intermédios, para intervir em Património classificado.
O sítio escolhido para instalar esta escola profissional foi a Área Arqueológica de Freixo, espaço de cerca de 50 hectares, classificado como Monumento Nacional em 1986, como consequência das descobertas ali feitas desde 1980, pelo arqueólogo Lino Tavares Dias.
O primeiro curso a avançar foi o de Assistente de Arqueólogo, seguindo-se o Curso de Técnico de Museografia e Divulgação do Património e o de Assistente de Conservação e Restauro. Mais recentemente, a Escola apostou no curso de Técnico de Recuperação do Património Edificado, em resposta às necessidades identificadas no mercado.
Desta forma, a escola prepara técnicos intermédios com formação global e específica para integrar equipas que trabalhem nas vertentes de investigação, conservação e divulgação do Património.
Viana recebe Seminário com Guillermo Heras
O Teatro do Noroeste - CDV organiza o Seminário de Dramaturgia e Leitura Dramatizada dirigido por Guillermo Heras, de 10 a 14 de março, no Café Concerto do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.
Este segundo Seminário Teórico-Prático de 2020 realiza-se sob o signo O Desejo: teoria, debate, escrita, análise, leitura dramatizada, apresentação pública de textos criados pelos participantes.
De terça a sexta das 21h00 às 23h00 e sábado das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00, o Seminário de Dramaturgia e Leitura Dramatizada será desenvolvido ao longo de dois momentos presenciais (março e novembro), conjugados com atividades à distância, orientadas por Guillermo Heras.
O encenador vai também dirigir uma leitura dramatizada da obra Agora Sou Medeia, de Luís Mestre, que será apresentada ao público no sábado, 14 de março, às 18h30, no Café Concerto do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo com entrada livre.
A frequência deste seminário tem o custo de 10€ mensais e as inscrições podem ser realizadas através dos contactos 258 823 259 / 967 552 988 / geral@centrodramaticodeviana.com.
Teatro do Noroeste - CDV acolhe O Teatrão
O Teatrão apresenta A Grande Emissão do Mundo Português, com dramaturgia de Jorge Palinhos, dia 7 de março, às 22h00, no Café Concerto do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.
A companhia conimbricense volta a Viana no âmbito de mais um Acolhimento do Noroeste, desta vez, com um espetáculo que conta com uma hora e meia de emissão durante a qual são condensados cerca de 20 anos da história de Portugal durante o Estado Novo.
Num estúdio da Emissora Nacional, cinco trabalhadores levam a cabo um programa que dura 21 anos de vida de um país encolhidos numa 1h30m de emissão. O seu início, em 1940, é mercado pela mudança na direção da Emissora - a saída de Henrique Galvão e entrada de António Ferro - que passa a coproduzir o programa com a Frente Nacional para a Alegria do Trabalho, procurando educar sem aborrecer a nação. Para este efeito, a emissão, gravada com público e estudo, segue um alinhamento variado.
Dirigido por Isabel Craveiro em cocriação com os atores, e interpretado por Ana Bárbara Queirós, Celso Pedro, Isabel Craveiro, João Santos e Margarida Sousa.
No final do espetáculo haverá o habitual Digestivo - Conversas Pós Espetáculo, no qual o público terá a oportunidade de conversar com os atores.
O preço dos bilhetes varia entre os 4 e 10 euros e podem ser reservados através do 258 823 259 / 967 552 988 / geral@centrodramaticodeviana.com.
PSD quer explicações do Governo sobre prédio Coutinho
O PSD pediu a audição urgente, no Parlamento, do ministro do Ambiente e da Ação Climática o sobre prédio Coutinho, em Viana do Castelo, na sequência de uma decisão judicial que deu provimento a um recurso dos moradores.
O grupo parlamentar do PSD explica que o requerimento apresentado, dia 28, à Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território "deve-se ao conhecimento público da decisão do Tribunal Central Administrativo (TCA) Norte que anulou a decisão proferida, em primeira instância, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) quanto à ação de impugnação da Declaração de Utilidade Pública (DUP) que os moradores interpuseram, e mandou repetir todo o procedimento".
A Declaração de Utilidade Pública foi publicada em "Diário da República" em agosto de 2005, requerendo, com caráter de urgência, a expropriação das frações, com vista à demolição do prédio situado no coração da cidade. "Colocado em causa todo o processo, que de acordo com os moradores não foi bem instruído na medida em que não houve julgamento e não foram ouvidas testemunhas, tudo parece indicar que voltará ao início, colocando-se inclusive a questão sobre se a DUP, que originou a expropriação das frações com caráter de urgência, é, afinal, legal", refere o requerimento do PSD.
No texto, os deputados social-democratas dizem que querem esclarecer com o ministro João Pedro Matos Fernandes as "medidas que tem previstas" para resolução do impasse suscitado pela decisão judicial.
O edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada desde então pelos moradores tem vindo a travar o processo.
Abertura do concurso para o cartaz da Romaria d'Agonia 2020
Quatro arguidos por furtos em residências
O Comando Territorial de Viana do Castelo, através do Núcleo de Investigação Criminal de Viana do Castelo, ontem, dia 3 de março, constituiu arguidos dois casais, dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e 31 anos, por furtos em residência, no concelho de Viana do Castelo.
No âmbito de uma investigação, a decorrer há três meses, relacionada com sete furtos em residências, foram efetuadas duas buscas domiciliárias e uma busca em veículo que permitiu recuperar diverso material, designadamente:
" Quatro televisores;
" Dois micro-ondas;
" Duas máquinas de café;
" Dois grelhadores;
" Uma máquina de lavar;
" Uma placa de fogão;
" Uma torradeira
" Uma aparelhagem de som
" Um sofá;
" Três mesas de sala;
" Sete cadeiras;
" Cinco candeeiros;
" Três móveis;
" Diversas peças decorativas.
Os suspeitos foram constituídos arguidos, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Viana do Castelo.
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