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Sporting Club Caminhense

Entrega de faixas de campeões nacionais 2018/19
a reviver o passado glorioso do clube

Em ambiente de algum desalento perante os resultados da época desportiva 2028/19, e num círculo demasiado fechado (talvez não tivesse havido interesse em divulgar o acto ou, então, que alguns não marcassem presença), a direcção do Sporting Club Caminhense (SCC) realizou na tarde do passado dia 14 (data da fundação do Clube) a cerimónia de entrega de faixa de campeões nacionais: Shell/4- Fundo ; Shell/2 - F ; Skiff Iniciado H e Skiff Benjamim F.

Estes quatro títulos foram os que verdadeiramente interessam ao Sporting Club Caminhense, apesar do desfiar de campeonatos de remo indoor individuais e estafetas e de remo de mar que não desmerecem o valor e empenho dos atletas, mas que nada representam para o clube.

Três sucessos terminados em 9

Por alguma razão, João Pinto, ex-remador e técnico do Caminhense, apresentador deste acto realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, elencou três feitos de equipas e atletas desta associação desportiva, todos eles relacionados com o remo olímpico, como não poderia deixar de ser:

- A 12 de Março de 1989, o Shell/8 do SCC conquistou definitivamente o troféu Minho Internacional, ao vencer pela terceira vez de uma forma consecutiva esta prova que era organizada em conjunto pelo Clube de Caminha e o de Tuy. Esta vitória teve um espectador privilegiado, João Santos, na altura presidente do Benfica, e que nutria uma grande admiração pelo SCC, do qual foi técnico e contribuiu decididamente para que o REMO se afirmasse em Caminha, uma vila pequena mas que ombreava e superava os seus rivais sediados em cidades, como era o caso do Porto, Gondomar, Aveiro, Viana do Castelo, Barreiro, Figueira da Foz, Setúbal ou Lisboa.

- Cumpriu-se igualmente este ano o sexagésimo aniversário da única vitória do SCCaminhense na disputa da Taça Salazar (Shell/4+), um troféu emblemático dentro do contexto político da altura, em que as equipas estrangeiras convidadas a disputá-lo eram os habituais vencedores. Para que se fizesse uma ideia do ambiente eufórico vivido nessa ocasião - e sempre que o Caminhense conquistava títulos, diga-se em abono da verdade -, João Pinto leu um extracto do jornal Comércio do Porto, no qual se narrava a recepção feita aos remadores em Vila Praia de Âncora, a realização de uma caravana automóvel desde esta vila até Caminha, onde prosseguiram os festejos, incluindo o recebimento nos Paços do Concelho.

- E ainda relacionado com celebrações relacionadas com anos terminados em 9, João Pinto assinalou e pediu uma salva de palmas para Artur Antunes, remador júnior que no princípio de Agosto de 1999 se sagrou Campeão do Mundo em 2X (juntamente com Bruno Antunes, que remava em Itália), um feito único no panorama do remo nacional.

Salva de prata ficou por entregar

A direcção do SCCaminhense tinha encomendado uma salva de prata para entregar ao ex-remador nesta ocasião, mas algo correu mal, porque nem Artur Antunes nem qualquer representante seu compareceu a este acto.

Após este fiasco, Pedro Fernandes, presidente do Clube, ao discursar nesta cerimónia, insistiu em falar de Artur Antunes, apontando-o como um exemplo a seguir pelos actuais remadores, porque "concentrando-nos nesse objectivo é possível ser Campeão do Mundo", assegurou, a par de estar convicto de que não será necessário aguardar por mais 20 anos para que este objectivo seja novamente atingido. Nesta linha de pensamento, o próprio presidente do Município, Miguel Alves reforçou que "todas as vitórias são possíveis".

"O remo está a evoluir"

Pedro Fernandes mostrou contentamento pelos títulos de remo de mar conquistados na época anterior, entendendo que a aposta neste desporto de água salgada demonstra que " o remo está a evoluir" e terem sido "visionários" ao optarem também por esta vertente que terá, segundo disse, um ponto alto em 2020, quando se realizar em Portugal o Campeonato do Mundo.

Se no passado recente Pedro Fernandes acreditava que o Posto Náutico seria entregue ao Sporting Club Caminhense até final de 2018, agora, apenas promete que isso será "uma realidade", sem precisar datas. Igualmente o presidente da Câmara somente admitiu que "o Posto Náutico é um objectivo de todos", existindo "vontade, projecto e conversações", mas não passando daí, optando assim por não se comprometer com datas, porque "não sei quanto tempo vai demorar" a conseguir a recuperação do edifício.

"Há que trabalhar já! Todos os dias!"

Entretanto, enquanto esta ambição não se concretiza, o posto náutico foi remodelado e foram adquiridos novos equipamentos. Apesar das dificuldades em reunir um grupo significativo de seniores, Pedro Fernandes desafiou a Câmara a colaborar na aquisição de "uma frota de competição", porque, a que existe no clube, reforçou, "não está à frente dos nossos adversários". "Vamos trabalhar para conseguir isto", vincou, e em termos de trabalho, acrescentou que "há que trabalhar já! Todos os dias!".

"Bom relacionamento com as escolas"

O protocolo envolvendo este Clube, a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha revela "um bom relacionamento com as escolas", com o fim de angariar jovens para o Remo, comentou Pedro Fernandes.

A existência de um Centro Escolar de Remo em Caminha mereceu de igual modo uma apreciação positiva da parte do presidente da Câmara, "criando-se condições para que as gerações mais jovens regressem ao contacto com o rio", estando convicto de que este projecto "vai-nos trazer campeões a curto e médio prazo, nomeadamente nos seniores", a par do do programa "Caminha sabe nadar" dirigido à prática da natação.

"Remadores são um exemplo para todos nós"

"Isto não se faz na caminha, mas é em Caminha", que os atletas se tornam campeões, admitiu Miguel Alves, antes de referir que "os remadores são um exemplo para todos nós", porque "temos os melhores do país, da Europa e até do Mundo, como se viu", referindo-se ao título mundial de juniores de 1999, e, prosseguiu, "atrás destes títulos estão outros resultados que honram o concelho".

Baseado no passado do Caminhense, o autarca assumiu que "devemos estar honrados pelo que o SCC tem feito nos últimos 93 anos", para cujo sucesso a Câmara Municipal também contribuiu.



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