Após todas as partes envolvidas nas diversas queixas-crime mútuas decorrentes do designado caso da faca (ou fake caso) se terem comprometido a erguer a bandeira branca, desistindo de todas as participações criminais que envolviam Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora e encarregado geral camarário no Vale do Âncora, o presidente da Câmara Miguel Alves, o seu vice Guilherme Lagido e a secretária deste, o caso chegou ao fim.
Crime público complicava
Se, posteriormente, havia interesse de todos em colocar uma pedra sobre um caso que deu a volta ao país a 27 de Outubro de 2017, havia um pormenor que o Ministério Público (MP) destacou e que impedia um entendimento tout court: o acto alegadamente cometido por Carlos Castro configurava um crime público, o que interferia no acordo que vinha sendo estabelecido discretamente. A ser confirmada esta acusação do MP, teria que haver julgamento de Carlos Castro, o único sobre quem pendia a acusação do MP, uma vez que os outros inquéritos tinham sido arquivados.
Abertura de instrução resultou
Assim, como forma de tentar resolver a situação, a defesa de Carlos Castro avançou com um pedido de abertura de instrução, e, se a audição corresse bem - como sucedeu, obviamente -, o caso ficava encerrado.
Assim sucedeu. O Juiz de Instrução decidiu arquivar. A parte criminal terminou. Nem faca, nem fake.
Falta agora conhecer o recurso apresentado por Carlos Castro junto do Tribunal Administrativo de Braga, relativamente à pena de suspensão de dois meses (suspensa por dois anos) aplicada em reunião camarária com os votos contra do PSD, decorrente do processo de averiguações interno que o presidente da Câmara decidira abrir.