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Etnográfico concretizou projecto e levou espectáculo de folclore e música até A Guarda

Integrado no programa de comemorações dos 40 Anos do Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, o AMFF in Concert Folclore chegou a A Guarda no final de Julho, depois de ter sido um sucesso dois dias antes em Vila Praia de Ancora.

O Grupo Folclórico Lusco-Fusco de A Guarda integrou-se neste projecto promovido pelo Etnográfico, Academia de Música Fernandes Fão e Câmara Municipal de Caminha, uma mescla de música e folclore idealizada por José Paulo Ribeira, professor desta Academia.

"Símbolo de união"

Helena Baz, vereadora da cultura, educação e juventude do Município de A Guarda, antes de se iniciar o espectáculo na Praça de S. Benito, na vila galega, confirmou ao C@2000 que tinham aderido a este "projecto comum entre Caminha e A Guarda", como forma de reforçar a candidatura do Estuário do Rio Minho a Património Cultural da Unesco.

Todavia, esta vereadora crê que para além deste projecto, o AMFF in Concert representa "um símbolo mais da união existente entre Caminha e A Guarda em diversas actividades", nomeadamente no âmbito cultural.

A Guarda colaborou neste projecto com o grupo de gaitas Boalheira e de baile Lusco-Fusco, integrando 20 elementos, um número inferior ao que ambos os grupos possuem, devido à exiguidade de espaço do local onde decorreu o espectáculo.

Helena Baz reforçou que este foi mais um passo no intercâmbio cultural entre os dois concelhos, contando avançar brevemente com uma actividade desportiva, de modo a assegurar a regularidade de projectos comuns.

Projecto "muito importante"

Eduardo, membro do Lusco-Fusco, foi um dos participantes galegos neste projecto que considerou "muito importante", atendendo a que permitiu uma colaboração mútua entre os músicos a dançarinos de A Guarda e Vila Praia de Âncora.

A preparação do espectáculo não se revestiu de grande dificuldade, admitiu, sendo apenas necessário ensaiar em conjunto uma única vez em Vila Praia de Âncora - localidade onde actuaram inicialmente -, embora, de uma forma individual, tivessem preparado este projecto conjunto entre a música clássica e a etnografia regional.

Folclore português, galego e música clássica

José Meira, presidente do Etnográfico de Vila Praia de Âncora, reconfirmou-nos a importância deste projecto "saído de uma conversa com os responsáveis da Academia de Música Fernandes Fão", consistindo na junção de duas realidades: " parte clássica e parte folclórica".

Admitiu que "isto acabou por ser como as cerejas, cada uma acrescentou mais um bocadinho", como sucedeu com a ideia da Câmara em associar um grupo galego, "o que resultou muito bem", asseverou.

Não escondeu alguma dificuldade na coordenação de tudo isto, "porque são realidades completamente diferentes, porque os miúdos da AMFF estão formatados para uma forma de tocar, e os nossos intérpretes encontram-se preparados para outra forma popular de tocar e dançar, o que criou alguns pequenos problemas no início, mas que acabou por se afinar de parte a parte".

Completou, dizendo que da parte galega "estiveram muito bem, o que já era de esperar deles".

Assim se foi desenvolvendo o programa de comemorações, a que se seguiu o Âncora Folk em Vila Praia de Âncora, Caminha e Moledo em meados de Agosto, e que se prolongará até Março do próximo ano.

Experiência resultou "muito bem"

A Academia de Música Fernandes Fão - "colega de sede do Etnográfico", no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora, pormenorizou Fernando Rebelo, presidente da direcção - aceitou de imediato o convite feito pelo Etnográfico para se associar a este projecto, para concretizarem um dos programas integrados nas comemorações dos seus 40 Anos.

Fernando Rebelo revelou que no seguimento do AMFF com música pop e rock, já tinham pensado em levar por diante algo semelhante. No Natal já tinham ensaiado com músicas natalícias, sendo provável que para o próximo ano surja uma ideia diferente, sempre no campo da música.

Atendendo ao profissionalismo dos professores da AMFF, a concretização deste projecto não se revestiu de particular dificuldade, disse-nos o responsável pela academia ancorense, elogiando em particular os arranjos a cargo do professor José Paulo Ribeira - "um excelente profissional, também". Adiantou que os alunos "assumiram com relativa facilidade o que tinham que fazer, mercê dos estágios que costumamos realizar".

Entre coro e orquestra, a AMFF mobilizou cerca de 200 alunos, resultando esta experiência "muito bem, em que todos gostaram muito, tanto aqui, como em Vila raia de Âncora", essencialmente por ser uma experiência "diferente que funcionou optimamente".

Na sua opinião, comprovou-se a importância do folclore e da música erudita, cuja ligação é perfeita, assumiu.

Não deixou de particularizar igualmente o facto de muitos dos habitantes de Vila Praia de Âncora terem as suas origens em A Guarda, daí o resultado conseguido, com muitos guardeses a assistirem ao espectáculo realizado na vila minhota.

"Simbiose, criação e partilha"

Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha e responsável pelo pelouro da cultura, também marcou presença no espectáculo realizado em A Guarda.

Disse-nos que "este projecto representa tudo o que esta câmara imagina para o concelho de Caminha em termos culturais", em referência à capacidade "criativa", através de um espectáculo "completamente novo e que cria sementes".

Destacou igualmente "duas boas sinergias de duas grandes instituições nosso concelho", unidas num projecto, "de modo a gerar um poder criador no concelho de Caminha".

Por último, assinalou a associação da nossa cultura com a galega, trazendo também este espectáculo a A Guarda, apresentando assim o nosso concelho nesta terra, "para que cativemos mais gente para Caminha".

Miguel Alves disse ser esta "a política cultural da nossa câmara e do nosso concelho", gerando um momento de "grande alegria", associado ao 40º Aniversário do Etnográfico em colaboração com a Academia de Música Fernandes Fão.

Admitiu alguma dificuldade na coordenação disto tudo, mas "com muita boa vontade" tudo se consegue, a que não será alheia a experiência do concelho de Caminha na preparação de eventos culturais, em comparação com as autarquias galegas, mas, "tudo foi ultrapassado".

Elogiou a mobilização do Etnográfico e da AMFF na elaboração deste projecto, contando de igual modo com o empenhamento da autarquia galega, surgindo "mais um momento relevante na aproximação que nos últimos três anos se tem vindo a desenvolver" com o município vizinho do outro lado do rio Minho.


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