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Julgamento de atropelamento de jornalista

Condutor desconhece se foi ele que o atropelou, mas sabe que foi o único a conduzir a camioneta nesse momento

Paulo Bouças, funcionário camarário, acusado de um crime de "ofensa à integridade física qualificada", na sequência do atropelamento de que o jornalista Manso Preto foi vítima a meio da tarde do último dia de campanha eleitoral autárquica de 2013, junto ao Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora, quando auxiliava a montar o comício de encerramento do PPD/PSD, foi ouvido no Tribunal de Caminha, dizendo desconhecer a presença do repórter aquando do sucedido, nem assumindo ter sido ele o seu autor, e se por acaso tivesse sido o responsável, pedia desculpas, como o terá feito então, pelos vistos, através do face-book.

O atropelamento deu-se quando uma camioneta da Câmara situada junto a uma das entradas laterais do pavilhão, ao fazer marcha-atrás, colheu o jornalista que rebolou por uma ribanceira coberta de relva, com cinco metros de altura, até se imobilizar no passeio.

Como resultado do atropelamento que a acusação e a Polícia Judiciária chamada a averiguar o sucedido, dizem ter sido deliberado, o jornalista viu a sua máquina danificada e veio e receber tratamento hospitalar devido às lesões sofridas.

O arguido referiu em tribunal que encontrando-se de férias (a maioria dos funcionários camarários colaborando nesse comício encontravam-se nessa condição) se tinha dirigido para o pavilhão no seu carro particular, a fim de montar a aparelhagem sonora, depois de "ter saído pouco antes das cinco", assinalou.

Explicou que a camioneta da Câmara se encontrava muito perto da porta lateral e barrando também o acesso às escadas pelas quais deveria transportar as colunas de som, o que levou a pedir ao encarregado da Câmara que o autorizasse a recuar o veículo, atendendo a que o condutor não se encontrava presente, o que fez e terá sido nessa altura que embateu contra o jornalista.

Referiu que após o sucedido, o repórter entrou no pavilhão com outra máquina fotográfica, perguntando quem era o condutor e tirando fotos.

Apesar de o jornalista possuir uma estrutura física avantajada (pesa 130 kg, precisou o seu advogado Pedro Meira), Paulo Bouças insistiu que não o viu ao fazer recuar o veículo pesado, recordando ainda que chovia muito nessa altura.

No decorrer desta primeira audiência, o defensor do arguido, Narciso Correia, exibiu algumas fotos do local e requereu que fossem juntas aos autos, levando a que fossem apreciadas pelas magistradas, advogados e pelo próprio arguido.

Nesta primeira sessão, foi ainda ouvida uma testemunha arrolada pelo arguido, um seu sobrinho, Carlos Bouças (um dos protagonistas do caso conhecido como "Concursos com prognósticos" e que chegou a ser admitido na Câmara, mas que agora se encontra no estrangeiro), dizendo que "estávamos a preparar a campanha, por volta das 17 horas", e, quando se dirigia para o pavilhão a fim de entrar pela porta lateral, ouviu o sinal característico de uma viatura a realizar marcha-atrás. De seguida, disse ter visto o jornalista a rebolar pelo declive e foi ajudá-lo após ter ficado caído no passeio.

Vincou que não viu o embate da viatura contra o jornalista, apenas se apercebendo da sua queda, nem sabia se a carrinha estava mais perto da porta ou das escadas.

Por último, referiu que não viu ninguém nas redondezas aquando do sucedido, apenas havendo carros estacionados na estrada.

Nova sessão deste julgamento está marcada para a manhã do próximo dia 29, Segunda-feira, devendo ser ouvido o jornalista José Luís Manso Preto.


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