Quando todos os festivais de Verão já divulgam os seus cartazes e são promovidos estes eventos. Vilar de Mouros mantém-se silencioso.
A parceria estabelecida com a Música no Coração tarda em arrancar.
Conforme adiantámos na passada Terça-feira, Miguel Alves, presidente do Município caminhense, não quis comentar a fase actual da organização do Festival de Vilar de Mouros, inicialmente anunciado para o último fim-de-semana de Agosto, havendo, contudo, a hipótese de ser antecipada a sua data, por conveniência de programação, para 11-13 do mesmo mês, data que, aliás, coincidirá com o SonicBlast.
A cerca de seis meses do evento, apenas Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, acedeu a prestar alguns esclarecimentos, começando por admitir a curiosidade das pessoas sobre o desfecho deste novo processo organizativo, após o falhanço rotundo da tentativa da Associação dos Amigos dos Autistas em levar por diante o evento nos anos anteriores, na sequência da assinatura de um protocolo com a Câmara de Caminha, em Agosto de 2013, nas vésperas das eleições autárquicas.
Segundo o autarca vilarmourense - já veterano nestes processos festivaleiros -, a interrupção da realização do Festival durante o consulado de Júlia Paula à frente dos destinos concelho e o aparecimento de mais eventos similares por todo o país, pesou agora na obtenção de patrocinadores de peso para reerguer o decano dos festivais portugueses.
Contudo, "há expectativa de que haja festival este ano", embora ainda sem uma data definitiva, atalhou o autarca.
Segundo apurámos junto de algumas fontes, poderá suceder que até final deste mês haja, finalmente, novidades sobre o Festival.
Em declarações à Agência Lusa, Luís Montez, da Música no Coração, co-organizadora do evento, confirmou a dificuldade em conseguir um patrocinador, adiantando-se que aguardavam pela confirmação de meio milhão de euros provenientes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. No caso de não resultar o apoio deste patrocinador, a Música no Coração transferirá a responsabilidade da realização do Festival para a Câmara Municipal, o que será difícil de acreditar que seja aceite.
O PSD insinuou que o assunto seria objecto de discussão na Assembleia Municipal de ontem, mas, subitamente, verificou-se um recuo, optando por adiar a abordagem de um tema fracturante para o próprio partido, cujos autarcas criaram condições para o cancelamento da edição em 2007.